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| Coração alimentado por Fazenda de Gado e Terra Indígena. A cultura diversa grita harmonia possível! |
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Me levem para a aldeia no meio da roça misturada
Lugar que nenhum véu atrapalha, nada está escondido e a espontaneidade é regra, sem espaço para preencher
com imposições criadas por humanos correndo com pensamentos amontoados,
uns em cima dos outros, se atropelam sem rumo de chegada, pois essa
chegada é a ilusão colocada nas mentes disponíveis para gerar
dinheiro e movimentar as indústrias diversas, segundo a segundo.
E essa fúria pela busca não estanca, é desorientada. É o que eles querem.
Que você tenha a sensação de andar em círculos alimentando essas indústrias
que precisam de sua sede viciada.
Me levem para a misturada roça no meio da aldeia
Eu intercalo os dias com os índios e com a beleza da fazenda de gado que dalí não está distante.
É só tocar o berrante e meu coração dispara sem medo.
O mesmo coração que protege o índio ajuda os peões da fazenda na lida com a boiada!
Alta Floresta - Mato Grosso...talvez um pedaço do sonho na prática.
Encontraram a harmonia, ninguém quer mais terra do que já tem,
não há interferência artificial, robotizada.
Gente sábia barra imediatamente essa tentativa ao menor sinal de invasão. Se entra novidade, tem um
motivo maior, e é até onde determinam.
Embaixo de nossos pés por aqui a vida brota
em estado de graça como se estivesse agradecida por não existir machucado, cicatriz, não se danifica quem, fartamente, nos alimenta. A água clara e leve limpa os sentidos, parece até renovar nosso
olhar com brilho de pureza.
Cuidando dos bois ou dançando nos rituais da aldeia, tanto faz, mas não falem das cidades, me esqueçam por
esses matos, campos, gramas, troncos bem definidos e quietos.
Um caboclo do trabalho no pasto me ensina a arte com folhas e galhos esturricados que aprendeu a realizar sozinho, de tanto
observar e querer enfeitar com as sobras naturais depois de
ventanias, reviravoltas, renovação, no seu jeito próprio. Uma força divina escorre nos ares não sendo possível pegar.
Esparramando naquela fonte original que não seca, não se abandona, não se esquece, não se isola, os dias seguem conjugados.
Se algo aqui pifar, parar de funcionar por alguma ordem da Natureza, a cidade, que já é morta em muitos momentos, irá
agonizar e acabar levando habitantes espantados com aquilo que fingem
não saber. É frequente o cutucar das portas nessas áreas, como quem pede
salvação fugindo das moradas do cimento.
Cidades que serão transformadas obrigatoriamente, pois hoje são grandes
hospitais com mentes, espíritos e corpos atormentados e debilitados.
A imensa alienação faz com que muitos nem vejam a decadência envelopada,
encaixotada, espremida.
Fazendeiros pela região investiram em conhecimento e planejaram melhor manejo e pastagem. Descobriram que é necessário terra preservada para produzir.
Quando a doença chega sem aviso, a cura vem da energia vital de quem sabe preparar suas doses. A companhia dos índios resgata minha força selvagem com espiritualidade cravada e transparente por toda parte
e os peões buscam meu choro inevitável na cantoria matuta.
Cada ser é incluído pelo que é, povo que abraça o diferente sem querer transformá-lo, pois sabe que a missão é
única, exclusiva e contribui para a evolução de toda a comunidade.
É a prática, a experiência repassada com detalhes, sem intelectualizar, então a vida flui de maneira amorosa, caudalosa e profunda, sem leituras intermináveis, técnicas mirabolantes, coisas
valorizadas na passarela pensada para carros que dispersa, separa, divide, esconde, falsifica, corta, rejeita quem incomoda...mas se orgulha
de doutorados, buscas estrangeiras, tantas línguas, compras inúteis, ostentação.
Ainda não escutaram o alarme tocando sem parar?
Me deixem em febre solar transpirando o amor feito no solo fértil.
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Writer Profile
Elaine CrisXavante (Comitiva Pantaneira)
O poema de Clarice Lispector "Pertencer" me define bastante e meu Perfil aqui no TIG também, veja quando quiser.
Seja Bem Vindo ao meu Mundo!
"Quero além dos Horizontes/ mais que uma madrugada/ sol que nasce atrás dos montes/ não clareia a minha estrada..."
(Zezé Di Camargo)
http://criscasty.tigblog.org/?setlangcookie=true
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