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O homem branco, afogado em ambição e ganância, ignorou o Exemplo de Vida dos INDÍGENAS e fracassou em seu "projeto" de civilização! E os Índios, apesar das dificuldades, resistem! Printable Version PRINTABLE VERSION
by Elaine CrisXavante (Comitiva Pantaneira), Brazil Jul 14, 2011
Culture , Human Rights , Environment   Experiences
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O homem branco, afogado em ambição e ganância, ignorou o Exemplo de Vida dos INDÍGENAS e fracassou em seu Um Lobo de cor rara, um Índio Xavante com sua comunidade intacta, a terra guardando as sementes,
visivelmente aveludada.
Esticando um tanto mais o olhar, cavalos e bois desfilam, descansam e trabalham naquele
terreno que nada deixa faltar.
Sebastiana, moça selvagem que viu na inatividade a única forma de resistência e recusa
aos costumes daqueles que apenas sabem construir, asfaltar, industrializar e mandar, fugia!!
Fugia, desesperadamente, há tempos, do "projeto" de civilização inventado pelo homem
branco que a torturava durante anos e assim, machucada, arranhada, esfolada, rasgada
de muito rastejar, desmontou no meio do chão de terra preparada e macia, abençoada por
rituais indígenas, que parecia ter esperado sempre por ela.
Por estar longe de tudo que não queria, Sebastiana nem sentia o arder das bolhas abertas e cortes
que ganhou nos caminhos tortos de uma fuga extremamente necessária e urgente.

Era uma exilada dentro de própria família.
As injustiças do homem da cidade em relação ao Índio, do homem que insistia em tomar conta dessas terras
sagradas, fazia crescer nela a coragem para defendê-los e ser aceita em sua cultura.

Como o homem branco, que apenas atolou sua civilização no pior esquema patrão e empregado, lança
seus objetos de consumo e passa a depender deles, com escravos e desigualdade sem medida, pode
querer influenciar a riqueza dos Índios para lucrar, se aproveitar e acabar com tamanha sabedoria??

Não Pode! Quem deixou?? Sempre que o homem branco se aproximou de Indígenas (não estou citando aqueles
que foram pra lá com o objetivo nobre de defendê-los e lutar a favor deles, aprender com eles
verdadeiramente), levou a ruína completa, a descaracterização de seus costumes e estrutura perfeitamente
organizada para que todos tenham valor e dignidade.

Quando esse homem dos carros, da velocidade, dos edifícios, da poluição, plastificado, se aproxima
dos Índios introduz suas doenças, rouba a juventude repleta de significados de conteúdo para que
queira suas ilusões, desperte para seus desejos que não prestam para nada e queira se integrar à sociedade
que deu errado!

E Sebastiana, quase desacordada, sentia seu coração bater no ritmo das profundidades daquele chão
especial, lá dentro a pulsação que ouvia combinava com o tempo de seu corpo. As nuvens alaranjadas
se tornaram e exalavam um vapor com cheiro de relva, chá e ervas.

O lobo passou com calma, a viu e logo correu em busca do ÍNDIO XAVANTE, que chegou e assim que botou
reparo naquele olhar inocente e puro, de lágrimas quentes e cintilantes, sorriu e notou que era uma moça
que apareceu para viver com os Índios, para eles e por eles, com dedicação integral, sem interesses.
Seus olhos imploravam: "Deixe-me pertencer à vocês!!"

Ele estava acompanhado do Pajé da comunidade local e, claro, um Pajé, com toda sua espiritualidade,
sabe direitinho quando algo ou alguém surge de coração e honestidade.
Algumas poucas horas de união com eles, já lhe devolveu forças, energia e uma certa recuperação.
Ela, com gestos, semblantes e desenhos na terra com mãos e pedrinhas, conseguiu transmitir
o que queria dizer em palavras, pelo menos um resumo, afinal a linguagem era diferente,
mas no fundo não atrapalhou a compreensão.
Vários outros foram chamados para fazerem uma roda ao redor de Sebastiana, com rezas,
cantos e danças. Ajoelhada, agradecia a Deus, em posição de reverência emocionada com
a leveza de um momento sem igual!
Os olhares dos Indígenas para ela era de total acolhimento, algo que a moça nunca havia
visto ou sentido em nenhum ser humano que encontrou anteriormente.
O final do dia caiu como esperança renovada e Sebastiana foi levada, num caminhar lento,
ao abrigo da população Indígena Xavante que era pertinho de onde estava.

Ela queria dizer à eles:
"Deixe-me pertencer à vocês, eu não trago nada da cultura do homem branco,
venho aprender. Ajudá-los, apoiá-los, defendê-los, no que for preciso, com garra e
amor. E quando eu sair por algum momento, será para ensinar a estrutura bem
organizada e decente do povo Indígena ao homem branco, tentar depertá-lo para a sabedoria desses costumes, já que o não-Índio ao invés de
aprender com vocês e vê-los como exemplo, inventou o equívoco, o estrago, uma separação
entre seres, e desses seres com a Natureza. O homem da cidade viu a Natureza
como um enfeite qualquer, uma coisa menor, que ele pode modificar, derrubar, acabar,
matar, esconder...
sempre que estiver atrapalhando, imagina! Atrapalhando! Como um estorvo
ao poder descontrolado que ele pensa que tem."

O Pajé, através do contato permanente com os espíritos da Floresta,
entendeu perfeitamente essas palavras e todos os Índios passaram a saber
da razão de Sebastiana se integrar ao grupo.
Qualquer dificuldade de início foi amenizada com carinho, paciência e
trabalho digno, afinal lá o que um sabe todos sabem e compartilham, não





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Writer Profile
Elaine CrisXavante (Comitiva Pantaneira)


O poema de Clarice Lispector "Pertencer" me define bastante e meu Perfil aqui no TIG também, veja quando quiser.
Seja Bem Vindo ao meu Mundo!
"Quero além dos Horizontes/ mais que uma madrugada/ sol que nasce atrás dos montes/ não clareia a minha estrada..."
(Zezé Di Camargo)

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Comments


hi
Mohammed Jahjouh | Jul 15th, 2011
good



hi
Mohammed Jahjouh | Jul 15th, 2011
good

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