Details |
 |
 |
 |
Type
Articles & Essays
Author
André Piunti - Universo Sertanejo
Posted
July 22, 2008
Relevance
Brazil
Categories
Media Culture
Tags
You must be logged in to add tags.
|
|
About |
 |
 |
 |
Ele não tem um segunda voz, não é candidato a cantor preferido dos universitários e não está, diga-se a verdade, se importando muito com o que dizem sobre ele. Eduardo Costa não faz parte do sertanejo moderno, e é justamente por isso que vem ganhando espaço.
Sua simplicidade aparente contrasta com suas interpretações dramáticas, sua principal característica. Ou alguém já viu um cantor sofrer mais que ele em alguma música? Apesar de ter em seu repertório diversas boas canções animadas, é no romantismo que Eduardo se destaca.
Eduardo nasceu em Belo Horizonte, começou a cantar ao lado dos tios, chegou a ter uma dupla e, há quase 15 anos, decidiu seguir a complicada carreira-solo. “No começo, eu não tinha muitos recursos e gravei um CD voz e violão. Pra você ter uma idéia, o meu trabalho foi parar no estado de Goiás. Intitularam o meu CD de “O menino de Goiás”, e me contaram que eu tava fazendo sucesso. Morei lá por um tempo, foi aí que eu tive a certeza que a minha vida era a música”, explica o cantor. O tal disco “O menino de Goiás” não ficou restrito à Minas/Goiás. Foi para São Paulo, para o Rio, chegou ao Nordeste. Como?
Eduardo Costa é um dos artistas sertanejos que mais colheu coisas boas com o mal da pirataria. Através dela - e sem o consentimento do cantor -, seus discos correram o Brasil. A questão central é que seu trabalho, de fato, agradava. “Eu fiquei conhecido através da pirataria. Tem coletâneas que eles fazem (os piratas) que nem eu tenho. É um movimento difícil de controlar”, conta.
Sua primeira música a tocar nas rádios foi “Coração Aberto”, do álbum homônimo. Mesmo com a boa aceitação da música, fazer sucesso em São Paulo continuava sendo um grande desafio. Para complicar ainda mais a situação, muitos comparavam sua voz à de Zezé di Camargo, o que acabava criando certa rejeição por parte de quem o ouvia.
Eduardo Costa seguiu gravando bons discos, até o dia em que pensou em gravar um CD, por conta própria, com as músicas que gostava de cantar em bares. Dessa forma, surgiu o “No Buteco”, disco que mudaria sua carreira. Em outubro de 2006, a revista “Época” noticiou que “No Buteco” estava entre os 15 discos mais vendidos da semana. Desses 15 trabalhos, o de Eduardo era o único que não havia contado com divulgação em âmbito nacional.
O sucesso do mineiro chamou a atenção da Universal Music, que lançou, ano passado, seu primeiro DVD, e que lançará, na próxima terça-feira, “Cada dia te quero mais”, novo disco do cantor, produzido pelo renomado César Augusto e com a participação de Bruno e Marrone.
Com o sucesso batendo à porta, Eduardo não esquece das dificuldades que teve para que seu trabalho fosse aceito nas rádios paulistas. “O estado de São Paulo é considerado o marco e a referência de sucesso na carreira de qualquer artista, e pra mim as coisas estão caminhando. Por exemplo, o carinho dos fãs pelas ruas da capital e as minhas músicas sempre ficando entre as mais pedidas são o exemplo de que está dando tudo certo, graças a Deus”, diz.
Por falar em mais pedidas, Eu Aposto, lançada em primeira mão aqui no Universo Sertanejo, já está nas listas de mais tocadas por todo o país. Eduardo Costa, que já fez turnê até nos Estados Unidos, parece se preparar para conquistar, de vez, o Brasil.
André Piunti - Universo Sertanejo
|
|