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Michael Jackson
Tony Pent
Desfigurei meu rosto
Assombrei a minha alma
E hoje, no entanto, não busco a minha imagem de desejo
E o que reflete no meu espelho
Não me deixa ser, aquilo que eu vejo...
Fui castigado e punido
Tal e qual um novilho submisso.
Castiguei meu corpo,
E dos meus gritos de terror
Tornei-me seu prisioneiro.
Desencadeou-se a tormenta
E, incuráveis as minhas feridas se tornaram
Malignas se fizeram as minha chagas
E, para tudo, não ouve nem tempo, nem remédio.
Os que me amavam me esqueceram
Comigo, talvez ,nem sequer se preocuparam
Fui ferido, mortalmente, como se fere um inimigo
Com a mais cruel de todos as armas; o desprezo.
Choro sobre as minhas feridas
Pois é incurável a minha dor
Tornei-me escravo de meus opressores
E por meus destruidores fui despojado
Agora já não sou mais cativo desse mundo
E, minha alma será regada com um jardim
Não obstante, a minha fraqueza cessou.
Já não durmo mais com o ressentimento
De que as minhas manhãs, como a chama viva
venha a me queimar...
Hoje o vento bate a minha porta
E como a um concerto eu ouço a minha voz:
- Posso entrar aqui? Sou um viajante, um menino.
- Venho pedir um descanso para todos a quem servi.
Quero agora sonhar um sonho que nunca senti
E descansar das dores, de todas as dores que sofri.
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Writer Profile
Tony Pent
Sou escritor e jornalista
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