by José Emygdio de Carvalho Neto
Published on: Aug 19, 2006
Topic:
Type: Poetry

Tanto a dizer
Tanto a sentir
Tanto a ver
Tanto a ser
Tudo isso me deixa com um furor imenso por dentro
Sou tudo ao mesmo tempo
Com idéias de moinhos
Ou cata-ventos?
Não sei bem dizer a verdade
Sempre à busca de uma feliz idade
Sempre à frente
Nunca atingível
Irei ser feliz com alegrias falsas
Trazidas pelo vento?

Ou apelarei às tristezas verdadeiras
Carregadas pelo tempo?

Qual papel da alegria alheia?
Alergia
Poeira

De meus sonhos perdidos em cachoeiras
Caio no espaço de minh´alma vazia e sorrateira

Aspirações
Acho todas
Todas as que vejo
Arrependimentos
Não as quero mais ver
Asquerosa é a sensação de ser
Sem precisar lutar para vencer
Sem precisar ver para crer

Pobre ilusão
Pega-se como sem leite e sem pão


Perde-se ao olhar estrelas
Explosão
Nunca as tinha visto
Não as queria ver
Não as queria ser
Tão singelas
Em vão

Deitado sobre a terra fria de seus sentidos não tão ardentes assim
Perdido na exuberante vastidão
De não ser nada
De não sentir nada, enfim.

É ao menos fascinante
Como temos o todo e o vazio
Lado a lado
De mão dadas
Acorrentados
Arrastados
Para o abismo

O abismo de tão magnífico idílio



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