| by José Emygdio de Carvalho Neto | |
| Published on: Aug 19, 2006 | |
| Topic: | |
| Type: Poetry | |
| https://www.tigweb.org/express/panorama/article.html?ContentID=7804 | |
| Tanto a dizer Tanto a sentir Tanto a ver Tanto a ser Tudo isso me deixa com um furor imenso por dentro Sou tudo ao mesmo tempo Com idéias de moinhos Ou cata-ventos? Não sei bem dizer a verdade Sempre à busca de uma feliz idade Sempre à frente Nunca atingível Irei ser feliz com alegrias falsas Trazidas pelo vento? Ou apelarei às tristezas verdadeiras Carregadas pelo tempo? Qual papel da alegria alheia? Alergia Poeira De meus sonhos perdidos em cachoeiras Caio no espaço de minh´alma vazia e sorrateira Aspirações Acho todas Todas as que vejo Arrependimentos Não as quero mais ver Asquerosa é a sensação de ser Sem precisar lutar para vencer Sem precisar ver para crer Pobre ilusão Pega-se como sem leite e sem pão Perde-se ao olhar estrelas Explosão Nunca as tinha visto Não as queria ver Não as queria ser Tão singelas Em vão Deitado sobre a terra fria de seus sentidos não tão ardentes assim Perdido na exuberante vastidão De não ser nada De não sentir nada, enfim. É ao menos fascinante Como temos o todo e o vazio Lado a lado De mão dadas Acorrentados Arrastados Para o abismo O abismo de tão magnífico idílio « return. |
|