TIGed

Switch headers Switch to TIGweb.org

Are you an TIG Member?
Click here to switch to TIGweb.org

HomeHomeExpress YourselfPanorama“Precisamos voltar para a pesquisa básica para entender mais o HIV e tentar outros tipos de vacina”, diz David Watkins
Panorama
a TakingITGlobal online publication
Search



(Advanced Search)

Panorama Home
Issue Archive
Current Issue
Next Issue
Featured Writer
TIG Magazine
Writings
Opinion
Interview
Short Story
Poetry
Experiences
My Content
Edit
Submit
Guidelines
“Precisamos voltar para a pesquisa básica para entender mais o HIV e tentar outros tipos de vacina”, diz David Watkins Printable Version PRINTABLE VERSION
by Efraim Neto, Brazil Feb 22, 2008
Human Rights , Health   Interviews

  

“Precisamos voltar para a pesquisa básica para entender mais o HIV e tentar outros tipos de vacina”, diz David Watkins Em recente visita à Fundação Oswaldo Cruz na Bahia (Fiocruz-BA), o doutor David Watkins, da Wisconsin National Primate Research Center (WNPRC), disse estar entre aqueles que ficaram decepcionados com a recente fracassada tentativa de produção de uma vacina contra HIV/AIDS. O motivo é que a vacina V520 não impedia a infecção ou reduzia a carga viral de HIV. Os resultados negativos, após dez anos de estudos e participação de cerca de três mil voluntários, abalaram a confiança de vários pesquisadores, e reforçaram a suspeita de outros que já desconfiavam que a produção de uma vacina eficaz demoraria a ser conseguida. A vacina experimental contra a AIDS da Merck Sharp & Dohme teve os seus testes clínicos suspensos no mês setembro.

Watkins acredita que a falha deveu-se ao uso do Adenovirus 5, que também induziu respostas imunológicas antiadenovirus, tornando insuficiente a resposta contra o HIV. “Precisamos pensar numa maneira completamente diferente. Precisamos voltar para a pesquisa básica para entender mais o HIV e tentar outros tipos de vacina”, aponta o pesquisador, que destaca a necessidade de pensar uma maneira diferente para os estudos relativos a vacina contra AIDS.

Em sua avaliação, agora a espera por uma vacina deverá durar, pelo menos, dez anos. Entretanto, Watkins defende que a busca pela vacina continue, visto que, mais de 11 mil pessoas são infectadas todos os dias, principalmente em países pobres. Dados da UN AIDS / WHO AIDS Epidemic Update, de dezembro de 2006, demonstram que deste total cerca de 1,5 mil são crianças abaixo de 15 anos. Como já foi noticiado, o índice de contaminação sobe entre os jovens de 15 a 24 anos, já ultrapassam os 40% em todo o mundo.

O desafio entretanto é grande. Por quase duas décadas, pesquisadores do mundo interior travam uma batalha diária para conseguirem uma resposta positiva em relação à vacina. O problema é que, segundo Watkins, o HIV provoca uma infecção aguda entre a quarta e oitava semana, depois permanece por meses e até anos em estado de latência, destruindo silenciosamente o sistema imunológico e podendo ser transmitido a outras pessoas. Além disso, há uma enorme variabilidade do vírus; ele se integra para sempre no DNA do hospedeiro. Ou seja, curso clínico longo, dificuldade de identificar o período exato do início da infecção e uma enorme diversidade da seqüência do HIV são fatores que retardam seu estudo.

Nos últimos 20 anos, por exemplo, o sucesso das vacinas para combater o HIV foi mínimo. Watkins considera que o conhecimento sobre a doença e as respostas do sistema imune ao vírus ainda é insuficiente. Some-se a isso a dificuldade de avaliar e testar as vacinas, que não se configuram em prioridade para a indústria farmacêutica. O quadro oferecido pelo pesquisador, em relação aos 26 ensaios clínicos, é o seguinte: 19 estão em estudos iniciais; 2 na fase intermediária; 3 em estudos intermediários e de eficácia; 1 em estudo de eficácia (fase III) e 1 falhou. “A maioria dos cientistas acredita que os estudos em fase 3, realizados na Tailândia, também irão falhar”, lamenta Watkins.

Enquanto a vacina não vem, a prevenção parece ser o único caminho. Diferente do virologista Robert Gallo, que em recente entrevista à Folha de São Paulo, disse que o Brasil não era referência mundial na luta contra a AIDS, Watkins elogia o programa brasileiro de combate à doença. “Nós precisamos fazer a prevenção, usar camisinha. Aprimorar as drogas que existem atualmente. Considero o governo do Brasil como o melhor exemplo, porque previne o vírus na população”, falou Watkins, ao destacar a importância do papel do país na prevenção ao combate do HIV.





 1     


Tags

You must be logged in to add tags.

Writer Profile
Efraim Neto


This user has not written anything in his panorama profile yet.
Comments
You must be a TakingITGlobal member to post a comment. Sign up for free or login.