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Tanto a dizer
Tanto a sentir
Tanto a ver
Tanto a ser
Tudo isso me deixa com um furor imenso por dentro
Sou tudo ao mesmo tempo
Com idéias de moinhos
Ou cata-ventos?
Não sei bem dizer a verdade
Sempre à busca de uma feliz idade
Sempre à frente
Nunca atingível
Irei ser feliz com alegrias falsas
Trazidas pelo vento?
Ou apelarei às tristezas verdadeiras
Carregadas pelo tempo?
Qual papel da alegria alheia?
Alergia
Poeira
De meus sonhos perdidos em cachoeiras
Caio no espaço de minh´alma vazia e sorrateira
Aspirações
Acho todas
Todas as que vejo
Arrependimentos
Não as quero mais ver
Asquerosa é a sensação de ser
Sem precisar lutar para vencer
Sem precisar ver para crer
Pobre ilusão
Pega-se como sem leite e sem pão
Perde-se ao olhar estrelas
Explosão
Nunca as tinha visto
Não as queria ver
Não as queria ser
Tão singelas
Em vão
Deitado sobre a terra fria de seus sentidos não tão ardentes assim
Perdido na exuberante vastidão
De não ser nada
De não sentir nada, enfim.
É ao menos fascinante
Como temos o todo e o vazio
Lado a lado
De mão dadas
Acorrentados
Arrastados
Para o abismo
O abismo de tão magnífico idílio
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Writer Profile
José Emygdio de Carvalho Neto
Sou estudante da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas.
Sou membro fundador do Conexão Social.
Conexão Social é uma rede de jovens que tem o intuito de ativar o potencial do aluno da FGV-SP como agente transformador da sociedade.
"Seja a mudança que você quer ver no mundo"
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