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                    <title>TIGblogs - Luísa Molina's TIGBlog</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/</link> 
                    <description>What's on the minds of young leaders from around the globe?</description> 
                    <language>en-us</language> 
             
                <item> 
                    <title>Ruína</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/312865</link> 
                    <description><![CDATA[Um monge descabelado me disse no caminho: "Eu queria construir uma ruína. Embora eu saiba que ruína é uma desconstrução. Minha idéia era de fazer alguma coisa do jeito de uma tapera. Alguma coisa que servisse para abrigar o abandono, como as taperas abrigam. Porque o abandono pode não ser apenas de um homem debaixo da ponte, mas pode ser também de um gato no beco ou de uma criança presa num cubículo. O abandono pode ser também de uma expressão que tenha entrado para o arcaico ou mesmo de uma palavra. Uma palavra que esteja sem ninguém dentro. (O olho do monge estava perto de ser um canto.) Continuou: digamos a palavra AMOR. A palavra amor está quase vazia. Não tem gente dentro dela. Queria construir uma ruína para a palavra amor. Talvez ela renascesse das ruínas, como o lírio pode nascer de um monturo". E o monge se calou descabelado. <br />
<br />
Manoel de Barros]]></description> 
					<pubDate>Mon, 17 Dec 2007 18:50:00 EST</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>ponto de ebulição</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/283925</link> 
                    <description><![CDATA[<i>4º Motivo da Rosa<br />
<br />
Não te aflijas com a pétala que voa:<br />
também é ser, deixar de ser assim.<br />
Rosas verá, só de cinzas franzida,<br />
mortas, intactas pelo teu jardim.<br />
Eu deixo aroma até nos meus espinhos<br />
ao longe, o vento vai falando de mim.<br />
E por perder-me é que vão me lembrando,<br />
por desfolhar-me é que não tenho fim.<br />
<br />
Cecília Meireles </i><br />
<br />
<br />
tempos aniversariantes, pensando e sentindo o aniversariar, a vida cíclica (mas nunca no mesmo lugar), as mudanças... <br />
<br />
Há quem acredite em inferno astral. Eu, inclusive. Não sei definir e nem acho que seja possível, mas o que (se)  passa e passou neste ano é uma confluência de re-visões, questionamentos e tentativas de definições tão intensa que às vezes parecia que eu ia estourar. É um borbulhar estranho, é quando o calor que traz esses movimentos  atinge um grau suficiente para fazer tudo isso chegar à superfície. Calor  latente. Sei que preciso borbulhar para mudar de fase. Para o que era líquido e denso atingir a leveza do vapor.<br />
<br />
Eu, sempre água...<br />
<br />
Curiosos movimentos.<br />
<br />
Sei que tudo isso é efêmero, é fugaz. Cíclica que sou e que é a vida, logo logo o vapor se condensa<br />
e eu, con-densa-da, busco novamente o calor latente para mudar para outra fase...<br />
<br />
E, nos efêmeros movimentos, nas inconstâncias e nos ciclos, fica a busca por aprender a deixar as pétalas voarem, ser o deixar-de-ser...  ]]></description> 
					<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 20:06:00 EST</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>é...</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/238737</link> 
                    <description><![CDATA[questões antropológicas. hehe =)]]></description> 
					<pubDate>Thu, 02 Aug 2007 11:28:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>mudaram as estações...</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/231917</link> 
                    <description><![CDATA[e algo mudou, sim. Brasília está diferente. Não sei exatamente o que é, mas sinto-a diferente. Pela primeira vez nos meus dezoito anos de (con)vivência com esta cidade,  percebo as marcas das mudanças nela. Julho, tempo de secas, queimadas, bocas e peles rachadas... Mas também tempo de belas cores no por-do-sol, ipês nas ruas, folhas no chão e árvores peladas, com sombras simplesmente fascinantes. <br />
<br />
É interessante sentir a(s) Brasília(s) e seus tempos.<br />
<br />
*<br />
<br />
<i>"É possível tocar a pele da cidade?"</i><br />
Nicolas Behr<br />
<br />
*<br />
<br />
http://www.flickr.com/photos/lumolina/ ]]></description> 
					<pubDate>Sat, 14 Jul 2007 14:23:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lumolina.tigblog.org/post/231917</guid>
					
                </item> 
                <item> 
                    <title>you say you want a revolution...</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/228065</link> 
                    <description><![CDATA[]]></description> 
					<pubDate>Fri, 06 Jul 2007 20:14:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lumolina.tigblog.org/post/228065</guid>
					
                </item> 
                <item> 
                    <title>são coisas.</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/222427</link> 
                    <description><![CDATA["Agora o sr. veja. Eu não dou conta de saber o que é que vai sair desse serviço seu. Esse tanto de pergunta comprida sobre a vida e o entendimento da gente. Professor tem mistérios e o meu pensamento não chega lá. Eu já lhe disse, eu não tenho escola nenhuma. Vim lá de um fundo do sertão, e aqui mesmo é um canto do mundo. Eu não sei, são coisas. Pode que seja um negócio assim como uma reportagem. Uns escritos bonitos, sei lá, coisas da cidade. Muitas fotografias, aquele tribunal de palavra diferente. Coisa de jornal, eu não sei... Não sei ler. Agora, tem uma história que eu quero que o sr. me conte. Faça como se fosse a minha vez de perguntar. E esses escritos, qual é a verdade que tem neles? É coisa de crer? É fato? Porque por aqui vem esse povo cheio de prosa. E anda daqui e dali, pergunta e quer saber. O sr. sabe, não? Mas história deles é caso de rico. Aquilo de gente com nome de rua(...)" ]]></description> 
					<pubDate>Sat, 23 Jun 2007 08:18:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lumolina.tigblog.org/post/222427</guid>
					
                </item> 
                <item> 
                    <title>efêmero...</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/218545</link> 
                    <description><![CDATA[Dize:   <br />
O vento do meu espírito   <br />
soprou sobre a vida.   <br />
E tudo que era efêmero se desfez.   <br />
E ficaste só tu, que és eterna ...    <br />
<br />
Cecília Meireles]]></description> 
					<pubDate>Wed, 13 Jun 2007 21:19:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lumolina.tigblog.org/post/218545</guid>
					
                </item> 
                <item> 
                    <title>inte(rve)nção</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/205617</link> 
                    <description><![CDATA[Foto tirada em algumas andanças.<br />
<br />
Pleno centro do Recife. Como essa, existem outras intervenções pela cidade. Como "Qual é o preço da cabeça deste povo", que já coloquei <a href="http://lumolina.tigblog.org/post/161389">aqui</a>.<br />
<br />
e aí?!]]></description> 
					<pubDate>Wed, 16 May 2007 23:52:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lumolina.tigblog.org/post/205617</guid>
					
                </item> 
                <item> 
                    <title>Conoces Loesje?</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/198801</link> 
                    <description><![CDATA[www.loesje.org]]></description> 
					<pubDate>Sun, 06 May 2007 21:11:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lumolina.tigblog.org/post/198801</guid>
					
                </item> 
                <item> 
                    <title>Do you know Loesje?</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/198799</link> 
                    <description><![CDATA[Inspiring!<br />
www.loesje.org]]></description> 
					<pubDate>Sun, 06 May 2007 21:05:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lumolina.tigblog.org/post/198799</guid>
					
                </item> 
                <item> 
                    <title>Epifanias</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/171321</link> 
                    <description><![CDATA[O que acontece quando a organização anterior não serve mais, aperta, sufoca...? <br />
<br />
Lembro de um livro da Clarice Lispector que li no ano passado, "A Paixão Segundo G.H.". Recomendo, mas é preciso cuidar da sanidade mental ao lê-lo. Enfim, G.H passa por todo um processo de transformação, e entre várias outras coisas, ela perde o que chama de terceira perna - a "muleta" que muitas vezes usamos para nos apoiar - e aprendendo a andar com suas duas pernas. Ela percebe que a vida estava organizada de uma forma que não podia continuar, e ao se deparar com a necessidade de mudança, no meio de uma onda epifânica, se vê numa desorganização total. Precisa então, reconstruir, reorganizar-se, mas sem voltar ao que tinha anteriormente. Pois a "organização anterior" era como ela vivia, era o que precisava mudar.<br />
<br />
Pois é, tenho pensado: <b>quanto de coragem é necessário</b> para...<br />
<br />
• perceber, reconhecer e aceitar que o que existia antes não "vale" (no sentido de validade) mais? <br />
• perceber que há mudanças e que a (des)organização em que se vivia anteriormente não serve mais e que é preciso desconstruir para ter uma nova organização? <br />
• desprender-se de situações ou jeitos de viver, relacionar-se e fazer as coisas que podem não ser os melhores e mais saudáveis?<br />
• buscar o desconhecido ou o reconhecimento das coisas? E para buscar novas belezas para o olhar? <br />
<br />
Tive uma experiência que literalmente ilustra isso. Quando voltei (fisicamente pelo menos) de um mês e meio de viagem, eu não cabia mais no meu quarto. A sensação física era de sufoco, de estar apertada mesmo. Agonia, inquietude... A primeira providência que tomei, num impulso, foi desmontar a cama, tirar vários móveis, papéis, livros, roupas, de dentro, apagar um pouco das pinturas e tirar alguns desenhos das paredes. Ufa... <br />
<br />
Algumas coisas não cabiam mais dentro do meu quarto e tampouco dentro de mim. Não tinha lugar mesmo, por mais que eu tentasse colocar dentro de uma gaveta, encaixar em algum lugar. Não cabia. Olhei aquilo, aquele meu movimento de tentar empurrar, forçar a coisa, mas não dava. Então pude ver o quanto isso tudo é simbólico. <br />
<br />
É preciso saber ver o que não está dando certo, o que não está mais saudável e "let go". Isso não quer dizer um total desprendimento de "deixar pra lá", como foi o meu movimento seguinte. Há, é claro, uma alternativa: procurar um modo de transformar, curar, a coisa. Uma carta do Tarô que tirei certa vez me disse: "se você segurar firme em algum aspecto da sua vida que não está dando certo, você torna impossível a cura desse aspecto. Deixe que essa situação se cure, perceba a sua parte nessa cura ou permita que uma nova situação apareça". <br />
<br />
Isso tudo envolve muita coragem, como coloquei nas perguntas. Acho que envolve muita ousadia também, e lembro de algo que já me repetiram algumas vezes marcantes: "você ousa perturbar o Universo?*" (*"do you dare to disturb the Universe?"). É preciso perturbar o seu próprio Universo, deixar que ele fique desorganizado, bagunçado como um quarto mesmo, para arrumar e reorganizar aos poucos...<br />
]]></description> 
					<pubDate>Fri, 23 Mar 2007 01:05:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lumolina.tigblog.org/post/171321</guid>
					
                </item> 
                <item> 
                    <title>Desvelando...</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/171313</link> 
                    <description><![CDATA[Quando o mundo abandonar o meu olho.<br />
Quando o meu olho furado de belezas for esquecido pelo mundo.<br />
Que hei de fazer?<br />
Quando o silêncio que grita do meu olho não for mais escutado.<br />
Que hei de fazer?<br />
Que hei de fazer se de repente a manhã voltar?<br />
Que hei de fazer?<br />
– Dormir, talvez chorar.<br />
<br />
Manoel de Barros<br />
<br />
O que acontece quando o mundo sai dos nossos olhos? Quando o que acreditávamos ser verdadeiro se mostra diferente? Ou quando estamos tão diferentes que o que existia antes passa a não fazer mais sentido?<br />
<br />
O que acontece quando percebemos que aos poucos nos diminuímos, podamos, fechamos, prendemos, pelas próprias noções de realidades, responsabilidades, ades, ades...? E somos nós, e ninguém mais, responsáveis por isso, porque somos nós que de alguma forma escolhemos como nos colocamos nos espaços e nas relações. <br />
<br />
Um exemplo pra sair do abstrato:<br />
<br />
Passei uma semana em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Juazeiro_do_Norte"> Juazeiro do Norte</a>, terra de <a href=" http://www.padrecicero.com.br">Padre Cícero</a>, de Reisado, de Guerreiro, de Lapinhas, onde a fé está presente em cada casa, em cada rosto, em cada esquina. Conheci uma nova dimensão da fé, que foge das minhas limitadas palavras, mas que me fez deixar os pré-conceitos (que nada mais são do que a visão engessada da história ensinada nas escolas) na rodoviária. Por que não se permitir acreditar e sentir que há algo maior, mais forte e profundo do que a nossa percepção pode alcançar. Maior que pessoas e símbolos. Maior do que as pessoas que são símbolos também, como é o caso de Padim Ciço (com todo o respeito). Uma fé maior, das velhinhas que fazem os rosários, das pessoas que enchem as salas de promessas e ex-votos, dos que sobem o horto a pé ou de perna-de-pau e os que moram ao longo dele.   <br />
<br />
Bom, isso é uma coisa. Outro exemplo:<br />
<br />
Também em Juazeiro, convivi com o <a href="http://www.carrocademamulengos.com.br/">Carroça de Mamulengos</a> e a <a href="http://www.artistasdamaededeus.com.br">União dos Artistas da Terra da Mãe de Deus</a>, que fazem um trabalho maravilhoso no bairro João Cabral de uma forma integrada, envolvendo a comunidade para manter e fortalecer as tradições, gerar renda a partir de uma cooperativa, produzir alimentos em uma cozinha comunitária, cuidar da estrutura, da revitalização do parque ecológico e das árvores e flores do bairro.   <br />
<br />
É um trabalho lento, que começou há alguns anos, mas que já tem um efeito impressionante. Percebi a dimensão e a força que um trabalho comunitário feito de forma integrada pode ter. E eles querem fazer mais, ir além, ousar, envolver outras pessoas e outros lugares... "A gente tem que saber sonhar", me disseram, "se não a gente não vai a lugar algum".  <br />
<br />
Pois é. É isso. Esse pensamento me bateu de repente. E foi forte. Percebi que há muito, muito tempo eu não ousava sonhar com algo. Sonhar, assim, simplesmente. Sem romantizar, sem ser piegas e nem puxar pra uma questão conceitual. Sonhar e ponto. Mas como?! E por quê? Por que perdi essa capacidade, essa noção? Nós, que falamos tanto em "sonho que se sonha junto é realidade" esquecemos de sonhar?! Bom, falo pelo menos por mim... Eu esqueci! E essa percepção me assustou. Muito. <br />
<br />
As coisas são simples, isso é fato. Nós, seres humanos, é que complicamos demais, todo mundo tá cansado de saber disso. No meu caso, eu me envolvi de uma forma com a minha própria noção (nociva) de responsabilidade e compromisso, que me enrolei, endureci. Demais. E até perdi um tanto da ternura... E, de repente, percebo duas dimensões "novas" na vida, que parecem grandes revelações, mas que na verdade são (ouso dizer) essenciais: fé e sonho. <br />
<br />
Como é que pode?! <br />
<br />
***<br />
<br />
Ufa! Consegui escrever... Tem muitos assuntos ligados a isso, vou colocando aos poucos. É bom poder tirar de mim em forma de palavras! E receber em forma de idéias, comentários e respostas também! =)  <br />
]]></description> 
					<pubDate>Fri, 23 Mar 2007 01:00:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lumolina.tigblog.org/post/171313</guid>
					
                </item> 
                <item> 
                    <title>Ensaio de despedida</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/163427</link> 
                    <description><![CDATA[<i>"Vou-me embora dessa terra<br />
Vestida de Colombina<br />
Volto pro meu sertão velho<br />
Vou buscar minha menina <br />
(...)<br />
<br />
Vou fazer uma fantasia<br />
Livre dessa cor fatal<br />
Vou-me embora bem depressa<br />
Pravoltar no carnaval." </i><br />
<br />
("Ensaio de Despedida - Janice Japiassu)<br />
<br />
<br />
É preciso saber voltar. E é difícil. Depois de quase um mês nos mundos que transitei enquanto andei por essas terras pernambucanas, preciso <b>re</b>encontrar o meu lugar. De certa forma é difícil reconhecer e admitir a mim mesma que apesar de amar, admirar e viver o que as terras daqui e outras terras me oferecem, o meu lugar é Brasília e a vida que estou construindo lá. Mas ao mesmo tempo, perceber isso dá um certo "alívio". Não é bem um alívio, na verdade é mais um pé no chão com tranqüilidade. Porque o meu mundo brasiliense não está desconectado do mundo daqui, das coisas daqui. E sinto parte do caminho que estou me propondo a traçar é justamente reforçar essa conexão, essa ponte.<br />
<br />
Mas isso tudo ainda tá muito na intuição. As respostas gostam de vir aos poucos... <br />
<br />
<i> “Aprendi com o Recife<br />
A fazer Pontes no mundo<br />
Uma Ponte pro passado<br />
Uma Ponte pro futuro<br />
Uma Ponte pro presente<br />
Entre seus claros-escuros...”</i><br />
<br />
(“Pontes” - Janice Japissu<br />
]]></description> 
					<pubDate>Sat, 24 Feb 2007 18:04:00 EST</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lumolina.tigblog.org/post/163427</guid>
					
                </item> 
                <item> 
                    <title>A náusea... e a flor?</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/163175</link> 
                    <description><![CDATA[Volto cinzenta e chuvosa pra casa. A cidade me invadiu, deu um nó nas minhas entranhas e no meu coração. A cidade e suas pessoas, suas ruas, seu trânsito. A cidade e sua pressa, seu desrespeito, sua falta de compreensão. E no meio disso tudo, a pergunta principal não é se há vida nessa selva de pedra, e sim <i>que tipo</i> de vida há nela.<br />
<br />
<i>"Preso à minha classe e a algumas roupas,<br />
Vou de branco pela rua cinzenta.<br />
Melancolias, mercadorias espreitam-me.<br />
Devo seguir até o enjôo? <br />
Posso, sem armas, revoltar-me'?"</i><br />
<br />
As ruas do Recife são cobertas de lixo e cheiram a mijo. O mesmo Recife dos cartões postais, do famoso carnaval e das propagandas turísticas. É um contraste atrás de outro nesse mundo de concreto e asfalto. O governo que cuida das propagadas e atrações turísticas é o mesmo que descuida das estruturas urbanas básicas. As pessoas que sorriem, dançam e cantam no carnaval são as mesmas que fazem do Recife um lixão, sem a menor preocupação em cuidar da sua cidade ou cobrar dos seus governantes que façam isso também. Uma chuva de verão inunda o centro da cidade e as pessoas são forçadas a andar no meio da água suja, que por sinal é produto do lixo que é jogado todos os dias nas ruas.<br />
<br />
<i>"Em vão me tento explicar, os muros são surdos. <br />
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.<br />
O sol consola os doentes e não os renova.<br />
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase."</i><br />
<br />
O que a cidade faz com as pessoas? Essa foi a pergunta que me deu um soco no estômago quando vi uma cena em pleno centro recifense: uma senhora tomando banho na rua com a água que escoava dos prédios, e as pessoas passando ao seu redor como se aquilo não fosse nada demais. Outra cena absurda: um homem estirado no chão, com uma aparência terrível, como um morto, e sentado ao lado dele um casal namorando. Como isso é possível!? Como as pessoas convivem com situações e cenas como essas? Como isso não as incomoda, minimamente? <br />
<br />
<i>"Crimes da terra, como perdoá-los? <br />
Tomei parte em muitos, outros escondi. <br />
Alguns achei belos, foram publicados. <br />
Crimes suaves, que ajudam a viver. <br />
Ração diária de erro, distribuída em casa. <br />
Os ferozes padeiros do mal.<br />
Os ferozes leiteiros do mal."</i>"<br />
<br />
Sinto que em momentos como esse paira uma nuvem na minha cabeça, uma sombra. Fico taciturna mesmo, sem acreditar no ponto em que chegamos enquanto seres humanos. É evidente que o jeito que as pessoas se relacionam entre si e com o ambiente é insustentável. Isso não é nenhuma novidade. Também não é novidade que estamos recebendo “sinais” de que muita coisa está errada e algo deve ser feito. Mas até que ponto isso realmente chega até as pessoas? Até que ponto o que é feito mexe com as pessoas dentro da máquina da cidade?<br />
<br />
<i> "Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.<br />
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.<br />
Porém meu ódio é o melhor de mim.<br />
Com ele me salvo<br />
e dou a poucos uma esperança mínima."</i><br />
<br />
São muitos sentimentos e muitos gritos embolados no didentro agora. Muito que não sai nessas palavras digitadas. E depois de um suspiro de cansaço fica a constante questão: e eu, o que faço?<br />
<br />
***<br />
<br />
OBS: " " do Drummond - "A Flor e a Náusea" - leia <a> aqui <h ref="http://br.geocities.com/edterranova/drummond104.htm"> </a><br />
]]></description> 
					<pubDate>Thu, 22 Feb 2007 16:05:00 EST</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lumolina.tigblog.org/post/163175</guid>
					
                </item> 
                <item> 
                    <title>Brincante</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/162047</link> 
                    <description><![CDATA[Tenho percebido cada vez melhor as dimensões que as palavras “brincante” e “brincadeira” têm. O que antes para mim era uma vaga idéia, palavras relacionadas a festas e tradições populares, agora tem sentidos e significados muito mais profundos. Vendo de perto a relação dos brincantes – aquelas pessoas que festejam e fazem parte das tradições – com suas brincadeiras, entendo um pouco mais sobre o brilho e a energia genuínos que envolvem e encantam – tão presentes na cultura popular.<br />
<br />
É justamente isso que há certo tempo tento entender: o que tem na cultura popular que mexe tanto com as pessoas, envolvendo-as em vários níveis, despertando impulsos, sensações, movimentos, gostos, lembranças... Um toque de tambor que faz o sangue correr mais rápido nas veias, uma história conhecida da infância encenada no mamulengo, uma dança da terra dos pais e avós, personagens presentes no nosso imaginário... Isso, que representa algo maior, com certeza, e muito mais. <br />
<br />
Para mim, quando se trata de cultura popular, muita coisa está além das palavras e fica difícil explicar de uma forma concreta e objetiva, porque ainda está no nível das sensações. E é assim que percebo o brilho e a energia genuínos que mencionei anteriormente. É algo verdadeiro, puro, ainda muito distante da compreensão. Acho que isso é um dos elementos do “muito mais” que tem na cultura popular e que envolve tanto. E isso é a profundidade da relação do brincante com a sua brincadeira.<br />
<br />
Aprendi muito sobre isso passando uns tempos na cidade de Tabajara, onde mora a família Salustiano, acompanhando as preparações do Maracatu Rural Piaba de Ouro. Percebi o quanto o brinquedo, que é o Maracatu, significa para seus brincantes, que passam noites em claro costurando vestidos e saias de baianas, bordando gola (a roupa) do caboclo de lança. Vi como trabalha a Associação dos Maracatus de Baque Solto (os Rurais), que providenciam tudo para que as pessoas do interior possam brincar, cuidando delas. Vi nos homens, mulheres, velhinhos e crianças que participam do maracatu o brilho de empolgação e alegria de brincar o carnaval. Ouvi histórias de como começou o Maracatu Rural e como as pessoas dedicam energia, alma e coração a isso.<br />
<br />
Mestre Salustiano, depois de sair da Zona da Mata para morar na capital, foi chamado de doido, entre outros nomes, inúmeras vezes, como ele me contou. Passou todas as dificuldades possíveis e imagináveis, criou 15 filhos e mais alguns agregados, ensinando a tocar rabeca, brincar mamulengo, fazer verso de maracatu, dançar frevo e cavalo marinho. Vendeu seu caminhão para fazer o primeiro encontro de maracatus, quando só existiam algumas agremiações. Hoje existem mais de cem em Pernambuco, que se encontram na Casa da Rabeca do Brasil, espaço construído por Salú que virou referência no país inteiro.<br />
<br />
A brincadeira é a verdade desses brincantes, e por isso tem esse brilho, essa energia envolvente, pura. É isso que sinto e é nisso que acredito. Conhecer de perto essas histórias, essa determinação e ver como as pessoas seguem as suas verdades tem sido inspirador, fortalecedor, e tem me ensinado muito.<br />
]]></description> 
					<pubDate>Wed, 14 Feb 2007 14:53:00 EST</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Quem se atreve a me dizer...</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/161389</link> 
                    <description><![CDATA[]]></description> 
					<pubDate>Thu, 08 Feb 2007 15:58:00 EST</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lumolina.tigblog.org/post/161389</guid>
					
                </item> 
                <item> 
                    <title>Pontos</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/161183</link> 
                    <description><![CDATA[De repente, não mais que de repente, tudo muda. Incrível o poder que as coisas têm de simplesmente virarem, mudarem de lado, do avesso, de perspectiva... <br />
<br />
A última vez que escrevi aqui foi exatamente há seis meses atrás. Foi um ponto, como uma pausa longa, de vários compassos. Uma pausa necessária, eu diria, para as águas rolarem debaixo da ponte e a vida fluir, reconhecendo o balanço do Carrossel do Destino, as voltas da Roda da Fortuna. <br />
<br />
A vida mudou. Mesmo. O momento que descrevi no texto “Coração do Brasil?”, em que eu chorei durante horas e horas no chão de São Jorge, foi de rompimento, mudança. Chorei porque sabia que dentro de mim muito estava se desfazendo pra formar algo novo. Diluí aquilo que estava embolado no didentro, tirando tudo aquilo de mim em forma de lágrimas. <br />
<br />
Que bom que isso é possível! Que bom que na nossa vastidão podemos reconhecer a mudança de mundos, de jeitos, de vontades e conhecer a imensidão de possibilidades.    <br />
Que bom poder experimentar outros caminhos possíveis, porque é só pisando que se conhece as pedras, é só olhando que se escolhe para onde ir.<br />
<br />
Outro dia me disseram que eu já me “desviei” do meu caminho uma série de vezes. Não respondi, apesar de achar a afirmação absurda. Fiquei pensando: qual é o jeito “certo”, se é que existe um, de se manter em um caminho? É escolher uma coisa e continuar nela, mesmo que isso não lhe faça bem ou que não seja o que você ama e quer de verdade? É possível fazer isso sem conhecer e experimentar as milhões de possibilidades que existem? <br />
<br />
Como sabemos qual é o nosso caminho? <br />
Uma vez um amigo querido, Rangel, disse: “não conheço a Verdade. Mas reconheço quando ela está presente”. Acho que isso se aplica nessa questão também. Posso não medir, pesar, enquadrar, justificar, bla, bla, bla, qual é o verdadeiro caminho pra mim. Mas reconheço. <br />
<br />
Curioso isso... Porque se comprova com a falta do medo de fracassar, de não dar conta, tão presente em outros momentos e espaços. Esse medo do fracasso vem quando as coisas não são da nossa Verdade, certamente. Acredito nisso. <br />
<br />
Um brinde ao rodar e ao balançar do Carrossel e da Roda! <br />
<br />
Agora é saber pisar, conhecer o meu andar e perceber por onde ando... Porque mesmo sendo meu e verdadeiro, o caminho não é feito só de belezas e rosas, com certeza. <br />
<br />
O ponto que dei há seis meses talvez seja de reticências, pela pausa necessária, talvez seja um ponto final para começar outro período. Que venham mais pontos de exclamação, interrogação, reticências... <br />
]]></description> 
					<pubDate>Wed, 07 Feb 2007 22:30:00 EST</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lumolina.tigblog.org/post/161183</guid>
					
                </item> 
                <item> 
                    <title>Andanças</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/161185</link> 
                    <description><![CDATA[Revoada<br />
<br />
Vou-me embora pro Recife<br />
Jogar meus sonhos no mar<br />
Dar de beber à esperança<br />
Aprender a navegar<br />
<br />
Levo os arreios de prata<br />
Para o cavalo marinho<br />
Vou me queixar à mãe d’água<br />
Da minha safra de espinhos<br />
<br />
Vou fugindo desvairada <br />
Dos desmantelos do sol<br />
Eu quero a pátria das águas<br />
Com o seu líquido lençol <br />
<br />
Vou-me embora pro Recife<br />
Vou tomar banho de rio<br />
Dum rio que nunca seca<br />
Que nunca perde pro estio<br />
<br />
Dou de comer ao meu gado<br />
De beber, às andorinhas<br />
Depois eu canto encantada<br />
Um canto de muitas rimas<br />
<br />
Vou-me embora pro Recife<br />
Vestida de Colombina<br />
<br />
Janice Japiassu <br />
(“O Reino das Águas”)<br />
<br />
***<br />
<br />
Vim embora pro Recife, que me acolheu com seu abraço quente e úmido, seu manto de cores e brilhos. Vim pra essa terra de frevos, cocos, maracatus, vida e arte pulsantes, no ritmo de “tundum tundum tum”. Mas também é terra de medo que congela, violência e de muito, muito lixo...<br />
<br />
Estou andando por aí, na contra-mão dos turistas, "prestando atenção em cores", olhando, fotografando, absorvendo, expressando, conversando com pessoas, ouvindo muitas histórias, percebendo muita coisa, conhecendo muitos mundos...<br />
<br />
escreverei mais aqui sobre isso...<br />
<br />
***<br />
<br />
obs: foto tirada por mim em andanças nas ruas do Recife.<br />
]]></description> 
					<pubDate>Wed, 07 Feb 2007 20:21:00 EST</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>licença que eu vou rodar...</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/41657</link> 
                    <description><![CDATA[   Deixo os versos que escrevi,<br />
     As cantigas que cantei,<br />
  Cinco ou seis coisas que eu sei<br />
  E um milhão que eu esqueci.<br />
<br />
                Deixo este mundo daqui,<br />
              Selva com lei de cassino;<br />
              Vou renascer num menino,<br />
                      Num país além do mar...<br />
<br />
     <i>Licença, que eu vou rodar<br />
   No carrossel do destino.</i><br />
<br />
Enquanto eu puder viver<br />
  <b>Tudo o que o coração sente,</b><br />
       O tempo estará presente<br />
  Passando sem resistir.<br />
  <br />
                         Na hora que eu for partir<br />
                       Para as nuvens do divino,<br />
                        <i>Que a viola seja o sino<br />
                         Tocando pra me guiar...</i><br />
<br />
    <br />
         <i>Licença, que eu vou rodar<br />
   No carrossel do destino.</i><br />
<br />
(...)<br />
<br />
Carrossel do Destino - Antônio Nóbrega<br />
<br />
movimento, movimento, movimento...<br />
<br />
sopros gostosos, de sentir o ar nas pontas dos dedos e dos cabelos. Ares de mudanças boas, de deixar o que cantei aqui pra cantar mais lá. <b>Inconstância</b>; pés que pisam uma terra mais minha. <b>Firmeza</b>; Coração de água profunda, mergulho pra viver <i>tudo o que o coração sente</i>. <b>Fluidez</b>; tempo presente, vida presente, fogo de intensidade que consome e transforma. <b>Inteireza</b>... Re-novação pro carrossel girar sempre, sempre...<br />
<br />
licença que eu vou rodar...]]></description> 
					<pubDate>Mon, 07 Aug 2006 22:10:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lumolina.tigblog.org/post/41657</guid>
					
                </item> 
                <item> 
                    <title>Coração do Brasil?</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/41464</link> 
                    <description><![CDATA[volto à BrasILHA, depois de uma semana no <a href=" http://www.cavaleirodejorge.com.br/2006/encontrodeculturas.php">VI Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros</a>. Não sei se esta ilha é mais minha, não me vejo mais nesse quadradinho, com suas ruas tão retas e sua <a href=" http://www.nicolasbehr.com.br/ ">"solidão dividida em blocos"</a>.<br />
<br />
Didentro mexido com os últimos momentos de (re)descobrimentos de mim, dos outros, da vida... Andando na rua de poeira e cristais, conversando com as pessoas de lá, que te olham nos olhos e sorriem ao te ver passar. <b>Simplicidade, beleza, empatia</b>. <br />
<br />
Ilha, ilha, ilha...<br />
terra de contradições! um todo de misturas de gentes e culturas que acabam... em <b>que?</b>. <i>O que Brasília sabe do que está ao seu redor? Como Brasília se vive, vive o cerrado, vive o Brasil? Será que ela vê as belezas que tem e que pode ter, além das tantas que existem nesse país?</i> <br />
<br />
ah, coração inquieto o meu! coração que quis explodir quando ouvi as histórias e vi os rostos emocionados de mestres da cultura popular e pessoas que dedicam suas vidas a conhecer, promover e fortalecer essas riquezas todas e as tradições... <br />
<br />
Me desfiz em lágrimas, sentada no chão, durante uma roda de prosa sobre <a href=" http://www.cultura.gov.br/programas_e_acoes/programa_cultura_viva/pontos_de_cultura/index.php">pontos de cultura</a>... <br />
<br />
-Pela beleza das histórias, que mostraram como são as comunidades de onde vinham os mestres, como eles fazem os seus trabalhos, mantendo vivas as tradições e passando os conhecimentos... Como se relacionam com o ambiente que vivem, com as chuvas, os pássaros, as plantas. Como isso está na sua visão se vida, de mundo, no que amam e acreditam...   <br />
<br />
- por perceber a distância entre a minha Ilha e aquelas vidas, aquelas realidades, o contato e a vivência das tradições... Muita coisa não fez sentido...<br />
<br />
<b>Brasília está mesmo no coração do Brasil?</b><br />
]]></description> 
					<pubDate>Tue, 01 Aug 2006 19:50:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lumolina.tigblog.org/post/41464</guid>
					
                </item> 
                <item> 
                    <title>amor</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/41463</link> 
                    <description><![CDATA["Então - os meninos descobriram que amor<br />
que amor com amor<br />
que um homem riachoso escutava sapos<br />
e o vento abria o lodo dos pássaros" <br />
<br />
Manoel de Barros]]></description> 
					<pubDate>Tue, 01 Aug 2006 19:47:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lumolina.tigblog.org/post/41463</guid>
					
                </item> 
                <item> 
                    <title>mundo meu?</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/41462</link> 
                    <description><![CDATA[O mundo meu é pequeno Senhor.<br />
Tem um rio e um pouco de árvores.<br />
Nossa casa foi feita de costas para o rio.<br />
Formigas recortam roseiras da avó.<br />
No fundo do quintal há um menino e suas latas maravilhosas.<br />
Seu olho exagera o azul...<br />
<br />
(Manoel de Barros)]]></description> 
					<pubDate>Tue, 01 Aug 2006 19:35:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lumolina.tigblog.org/post/41462</guid>
					
                </item> 
                <item> 
                    <title>outro olhar...</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/41461</link> 
                    <description><![CDATA[As coisas não querem mais ser vistas por<br />
pessoas razoáveis:<br />
Elas desejam ser olhadas de azul -<br />
Que nem uma criança que você olha de ave.<br />
<br />
Manoel de Barros<br />
]]></description> 
					<pubDate>Tue, 01 Aug 2006 17:46:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lumolina.tigblog.org/post/41461</guid>
					
                </item> 
                <item> 
                    <title>sutileza das sensações inúteis</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/40597</link> 
                    <description><![CDATA[    "O que há em mim é sobretudo cansaço —  <br />
    Não disto nem daquilo,  <br />
    Nem sequer de tudo ou de nada:  <br />
    Cansaço assim mesmo, ele mesmo,  <br />
    Cansaço.  <br />
    A sutileza das sensações inúteis,  <br />
    <b>As paixões violentas por coisa nenhuma,  <br />
    Os amores intensos por o suposto em alguém,</b>   <br />
    Essas coisas todas —  <br />
    Essas e o que falta nelas eternamente —;  <br />
    Tudo isso faz um cansaço,  <br />
    <b>Este cansaço</b>,  <br />
    Cansaço.  <br />
<br />
    Há sem dúvida quem ame o infinito,  <br />
    Há sem dúvida quem deseje o impossível,  <br />
    Há sem dúvida quem não queira nada —  <br />
    Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:  <br />
    <b>Porque eu amo infinitamente o finito,  <br />
    Porque eu desejo impossivelmente o possível,</b>  <br />
    Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,   <br />
    Ou até se não puder ser...  <br />
<br />
    E o resultado?  <br />
    Para eles a vida vivida ou sonhada,   <br />
    Para eles o sonho sonhado ou vivido,  <br />
    Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...   <br />
    Para mim só um grande, um profundo,  <br />
    E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,   <br />
    Um supremíssimo cansaço,   <br />
    Íssimno, íssimo, íssimo,  <br />
    Cansaço..."<br />
<br />
palavras emprestadas do Álvaro de Campos...<br />
não preciso dizer mais nada. <br />
]]></description> 
					<pubDate>Mon, 10 Jul 2006 21:38:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lumolina.tigblog.org/post/40597</guid>
					
                </item> 
                <item> 
                    <title>Verdade</title> 
                    <link>http://lumolina.tigblog.org/post/40553</link> 
                    <description><![CDATA[<i>"O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos"</i> diz a placa escrita à mão, colocada no meio daquele nada dinamarquês, por onde eu passava todos os dias. Essa frase ficou gravada e, tempos depois, voltou a se repetir na minha cabeça.<br />
<br />
Não acho que seja só o futuro, mas também o presente. Um presente vivido plenamente. <br />
<br />
parece firula, mas não... Realmente significa algo. Passei uns tempos num estado de dormência, fora de mim, fazendo tudo no "automático". Quando isso passou, comecei a me questionar o que realmente queria, o que sonhava, o que gostava, lembrando daquilo que me inquietava, impulsionava, fazia o olho brilhar... Justamente pra recuperar a beleza que antes eu via nos meus sonhos, mas que tinha perdido. Recuperando essa beleza, eu poderia viver o presente mais inteira. <br />
<br />
Em um livro sobre o Gandhi que li, escrito pelo Rubem Alves, fala sobre a Verdade que existe dentro de cada um. Alguns chamam isso de "voz interior", "chamado"... É uma força autêntica que impulsiona, dá movimento, mostra o caminho verdadeiro... <br />
<br />
"É a isto que dou o nome de verdade: algo que cresce de dentro, que não se pode ensinar mas apenas sugerir, invocar, por meios de gestos de amor..."<br />
<br />
Daí a importância de se manter inteiro e autêntico no que se faz e se vive - pois assim é possível se aproximar da verdade, que mostra o caminho...<br />
<br />
<i>"Deixe a beleza que amamos ser o que fazemos."</i> (Rumi)<br />
<br />
]]></description> 
					<pubDate>Sun, 09 Jul 2006 23:28:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lumolina.tigblog.org/post/40553</guid>
					
                </item>
</channel>
</rss>