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                    <title>TIGblogs - Luciana Brasil's TIGBlog</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/</link> 
                    <description>What's on the minds of young leaders from around the globe?</description> 
                    <language>en-us</language> 
             
                <item> 
                    <title>Governo brasileiro concede anistia a estrangeiros que vivem ilegalmente no Brasil</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/721981</link> 
                    <description><![CDATA[Fabiana Uchinaka<br />
Do UOL Notícias, Em São Paulo<br />
<br />
Cerca de 50 mil estrangeiros que vivem irregularmente no Brasil há alguns anos poderão ser anistiados a partir desta quinta-feira (2). O Projeto de Lei 1664, que foi aprovado no Congresso em junho e sancionado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, beneficia os imigrantes que entraram no país até 1º de fevereiro de 2009 e vale tanto para quem chegou legalmente, mas ficou por período maior que o concedido no visto de entrada, quanto para quem cruzou a fronteira na clandestinidade.<br />
<br />
Durante a cerimônia, o presidente também assinou o encaminhamento ao Congresso do projeto para uma nova lei de estrangeiros, que deve substituir a legislação vigente, de 1980. O Ministério da Justiça lançou ainda a eCertidão, que permitirá a expedição via internet de certidões negativas de naturalização e agilizará as consultas, que antes levavam anos.<br />
<br />
Segundo o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, o objetivo da regularização é trazer para a legalidade e garantir cidadania para essas pessoas, que vivem em condições precárias, são vítimas de tráfico humano e, muitas vezes, acabam em trabalho escravo ou degradante, sem qualquer assistência.<br />
<br />
A resolução, pleiteada há anos por grupos ligados aos Direitos Humanos e aos segmentos afetados, contribui para que os imigrantes tenham acesso ao mercado de trabalho com as mesmas garantias legais dos brasileiros: carteira assinada, saúde pública, educação gratuita, acesso ao sistema bancário e ao crédito e o direito de ir e vir dentro do território.<br />
<br />
"A anistia significa ter documento de identidade, carteira de trabalho, direitos trabalhistas -- trabalho de oito horas, hora extra, férias e salário maior que o mínimo vital. E, caso isso não seja cumprido, significa poder ir à Justiça. Significa também acesso a escola pública, carteira de motorista, conta bancária, CPF. Significa poder abrir uma empresa. Significa se sentir uma pessoa dentro do Brasil e isso é tudo", resume o advogado Grover Calderón, presidente da Associação Nacional de Estrangeiros e Imigrantes no Brasil (ANEIB).<br />
<br />
Esta é a quarta vez que o Brasil concede o benefício a estrangeiros que já moram no país - houve anistias em 1980, 1988 e na última, em 1998, quase 40 mil pessoas foram legalizadas.<br />
<br />
O principal objetivo da medida é conseguir tirar os imigrantes de situações de trabalho abusivas, mas, desta vez, a proposta do governo brasileiro também embute uma intenção de marcar posição diante das últimas polêmicas envolvendo imigrantes brasileiros maltratados e detidos no exterior.Anistia: procedimentos <br />
1. Entrar com o pedido de residência provisória em até 180, na Polícia Federal<br />
2. Apresentar comprovante de entrada <br />
no país (ou, para os clandestinos, algum documento que comprove que a pessoa mora no Brasil)<br />
3. Apresentar uma declaração de que não responde a processo criminal ou de que <br />
não tenha sido condenado criminalmente, no Brasil ou no exterior<br />
4. Pagar a taxa para expedição da Carteira de Identidade de Estrangeiro (R$ 31,05) e <br />
a taxa de registro (R$ 64,68)<br />
<br />
O secretário Tuma Júnior explica: "Ao contrário dos países da Europa e dos Estados Unidos, queremos dar um tratamento completo, mostrar que não aceitamos a criminalização da imigração e que ela deve ser vista como uma questão humanitária, uma irregularidade, não um crime. É uma resposta direta a esses países".<br />
<br />
Como proceder<br />
Com a anistia, o estrangeiro irregular tem 180 dias (a partir da publicação da lei) para entrar com pedido de residência provisória, que vale por dois anos, sem que qualquer represália seja aplicada ou multa cobrada por conta da situação de ilegalidade. Normalmente, o estrangeiro só recebe o visto quando casa com um brasileiro, tem um filho brasileiro ou quando tem pais brasileiros.<br />
<br />
Os interessados na regularização devem ir a uma delegacia da Polícia Federal, como acontece para a retirada de passaporte, e apresentar um comprovante de entrada no país (ou, para os clandestinos, algum documento que comprove que a pessoa mora no Brasil, como documentos médicos, comprovante de aluguel, etc.), e uma declaração de que não responde a processo criminal ou de que não tenha sido condenado criminalmente, no Brasil ou no exterior. <br />
<br />
A taxa para expedição da Carteira de Identidade de Estrangeiro (CEI) será de R$ 31,05 e a taxa de registro será de R$ 64,68.<br />
<br />
Três meses antes do fim da validade do registro provisório, o estrangeiro poderá requerer o visto permanente, conforme regulamento a ser definido pelo governo. Para isso, precisará comprovar também profissão ou emprego lícito, bens suficientes para a sua manutenção e de sua família, ausência de dívidas fiscais ou antecedentes criminais e não ter saído do país por mais de 90 dias consecutivos durante o período de residência provisória.<br />
<br />
Taxas altas e medo de extradição<br />
Apesar de esperarem ansiosas pelo benefício, as entidades que representam os imigrantes temem que as altas taxas, que juntas somam quase R$ 100, a necessidade de documentos que comprovem emprego, que impede que os explorados sejam beneficiados, e a falta de divulgação entre as pessoas que têm pouco acesso à informação virem um entrave para o sucesso da anistia.<br />
<br />
"Quem está sendo explorado, que tem quatro ou cinco filhos, não tem condições de pagar a taxa, que é por pessoa. Só os empresários têm. Se não mudarem isso, só vão beneficiar os patrões", ressalta o diretor de migração do Centro de Apoio ao Migrante, Paulo Ylles. O Ministério da Justiça diz que, por enquanto, não haverá qualquer tipo de isenção das taxas.<br />
<br />
Rosita Milesi, do Instituto Migrações e Direitos Humanos, conta que na primeira anistia (1980) houve confusão nas informações sobre o registro provisório e muitos estrangeiros irregulares que se apresentaram à Polícia Federal foram autuados com multa e notificados a deixarem o país. O medo de uma "armadilha" também impede que os ilegais façam uso da anistia.<br />
<br />
O secretário Tuma Júnior explica que "as pessoas têm medo, por estarem irregulares, de serem mandadas de volta ou punidas, têm medo de enfrentar os patrões, que criam empecilhos para o registro dos imigrantes. Agora elas terão fôlego para denunciar situações de abuso". Segundo ele, a taxa cobrada para emissão de carteira de identidade é obrigatória por lei para qualquer estrangeiro, mas o projeto de anistia prevê que apenas 25% se aplique neste momento, ou seja, cerca de R$ 100.<br />
<br />
Outro ponto criticado por Ylles é a demora no processo de regularização. "Desejamos que a anistia aconteça com mais agilidade, porque, antigamente, a entrega dos documentos chegava a demorar mais de dois anos", conta. ]]></description> 
					<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 16:46:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Brasileiras lideram lista do tráfico humano em Portugal</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/720551</link> 
                    <description><![CDATA[Os casos de tráfico de seres humanos em Portugal, na maioria, são jovens mulheres que se dedicam à prostituição e são provenientes do Brasil e da Nigéria, disse nesta quarta-feira à Agência Lusa o novo diretor do Observatório do Tráfico de Seres Humanos, que estuda o fenômeno. <br />
<br />
Paulo Machado, que hoje tomou posse como novo chefe de equipe do Observatório, adiantou que o fenômeno em Portugal relaciona-se, essencialmente, com exploração sexual e as vítimas são, na maioria, mulheres estrangeiras com idades entre os 20 e os 35 anos.<br />
<br />
Segundo ele, as mulheres são provenientes de África, América do Sul e Leste Europeu. Porém, a maioria tem nacionalidade brasileira e nigeriana que chega a Portugal por transporte aéreo através de outros países europeus. <br />
<br />
Estas são algumas das conclusões de um relatório que o Observatório do Tráfico de Seres humanos está elaborando desde 2008 e que em "breve será divulgado".<br />
<br />
De acordo com Paulo Machado, os casos de tráfico de seres humanos foram sinalizados pelas polícias de investigação criminal, principalmente SEF, PSP e GNR.<br />
<br />
Após serem sinalizadas, as vítimas são acompanhadas através de uma rede de apoio e proteção, constituída essencialmente por organizações não governamentais (ONG).<br />
<br />
O Observatório do Tráfico de Seres Humanos, cuja criação foi aprovada pelo governo português em outubro ao ano passado, tem por missão recolher, tratar e difundir informação sobre tráfico de pessoas e formas diversas de violência de gênero.<br />
<br />
Paulo Machado, que desempenhava funções de consultor na Direção-Geral da Administração Interna, explicou que o Observatório tem como funções a promoção do conhecimento do fenômeno de tráfico de seres humanos através da realização de estudos, a atividade de sinalização das vítimas através do secretário-geral do Sistema de Segurança Interna e das forças de segurança e "porta-voz" no exterior. <br />
Fonte: Lusa]]></description> 
					<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 15:59:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Livro relata experiências com juventudes do Nordeste</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/720075</link> 
                    <description><![CDATA[A Fundação W. K. Kellogg e a Editora Peirópolis lançam hoje, no Rio de Janeiro (RJ), a obra “Apoio internacional ao desenvolvimento local - Experiências sociais com juventudes no Nordeste”, organizado pela antropóloga Leilah Landim e pela jornalista Maria Carolina Trevisan. <br />
<br />
O livro analisa, por meio de artigos de consultores vindos de diferentes trajetórias, especialidades e enfoques, as práticas envolvidas na construção de um conjunto articulado de projetos no Nordeste brasileiro, financiados pela Fundação W. K. Kellogg. <br />
<br />
Os artigos trazem reflexões sobre dilemas e responsabilidades, acertos e erros, indagações e resultados do trabalho realizado. Os relatos estão baseados na experiência vivida por consultores e especialistas que atuaram junto às comunidades locais e seus atores, o que possibilita ter uma compreensão realista dos processos coletivos de ação social. <br />
<br />
Fonte: Rede GIFE]]></description> 
					<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 09:47:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Notícias, pesquisas e boas práticas no blog Educação do Instituto Votorantim</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/720073</link> 
                    <description><![CDATA[O Instituto Votorantim lançou o Blog Educação (www.blogeducaçao.org.br) com o objetivo principal de fomentar a mobilização local sobre o tema em diversas cidades do País. A ferramenta inédita vai permitir ainda o acompanhamento do Projeto Parceria Votorantim Pela Educação, lançado em 20 de maio, pelo instituto. <br />
<br />
No endereço eletrônico, os internautas poderão encontrar matérias sobre educação, artigos, pesquisas e exemplos de iniciativas de sucesso realizadas nos municípios participantes do projeto. <br />
<br />
O Blog complementa a agenda positiva do Projeto, que tem o objetivo de qualificar a demanda pela melhoria da educação pública em 88 cidades de 18 Estados brasileiros, em parceria com representantes de diversos setores da sociedade. A iniciativa prevê, ainda, a realização de oficinas de capacitação e reuniões com funcionários mobilizadores e agentes locais das regiões impactadas. Além destas ações, serão realizados encontros com o poder público e campanhas de comunicação, de acordo com as características e peculiaridades de cada município. <br />
<br />
Segundo Lárcio Benedetti, gerente de Desenvolvimento Sociocultural do Instituto Votorantim, este canal é um dos eixos estratégicos do projeto e será a principal ferramenta para disseminação de conteúdo e debate de assuntos ligados à educação. “O Blog da Educação representa o Projeto Parceria Votorantim pela Educação no meio digital. O objetivo é utilizar a rede social para estimular a discussão de idéias e estabelecer a comunicação direta com agentes locais. <br />
<br />
Fonte: Onda Jovem.]]></description> 
					<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 09:46:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Jovens têm qualificação de menos para o mundo do trabalho</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/720071</link> 
                    <description><![CDATA[Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007 mostram que são restritas as oportunidades profissionais para os jovens brasileiros. Eles representam cerca de 63% do total de desempregados no país. Enquanto a taxa de desemprego entre os adultos é de 4,8%, entre os jovens ela chega a 14%, de acordo com análise da Pnad realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). <br />
<br />
Em termos mundiais, o quadro não é diferente. O relatório Panorama Laboral 2008, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), mostra que, no ano passado, a taxa de desemprego juvenil foi 2,2 vezes maior que a taxa de desocupação total. <br />
<br />
"Os jovens têm menos experiência, o que dificulta a sua entrada no mercado", diz Marcelo Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas. "O mais preocupante é a falta da formação e da qualificação necessárias para que o jovem cresça profissionalmente." <br />
<br />
De fato, as estatísticas mostram que o sistema educacional brasileiro não tem conseguido dar conta da sua tarefa de oferecer uma formação completa aos estudantes brasileiros. A Pnad 2007 revela que, dos 82,1% dos adolescentes entre 15 e 17 anos que frequentam a escola hoje, 44% não concluíram nem o ensino fundamental. Apenas 48% cursavam o ensino médio, o nível que seria adequado a essa faixa etária. Do grupo de jovens de 18 a 24 anos, apenas 13% estão no ensino superior - e sua taxa de escolarização vem caindo nos últimos anos. Segundo a Pnad, passou de 34% em 2003 para 30,9% em 2007. <br />
<br />
Desinteresse pela escola <br />
<br />
Além de poucos estudantes conseguirem chegar até o ensino médio, muitos acabam por deixar a escola antes de completar seus estudos. A taxa de abandono nessa etapa é de 13,2%, segundo o Ministério da Educação. E, embora aproximadamente um terço dos jovens viva em famílias consideradas pobres, segundo o Ipea, o abandono dos estudos não se dá por falta de condições financeiras. De acordo com o estudo Motivos da Evasão Escolar, coordenado por Neri e que leva em conta as informações dos microdados dos Suplementos de Educação da Pnad, a principal razão é a falta de interesse dos estudantes pela escola - 40,3% das respostas. A necessidade de trabalhar aparece em segundo lugar, com 27,1%. <br />
<br />
"O jovem não está conseguindo enxergar a educação como um instrumento para melhorar sua vida e que o ensino fundamental é apenas o mínimo para conseguir um trabalho", aponta Wanda Engel, superintendente-executiva do Instituto Unibanco, um dos apoiadores do estudo. "Na sociedade do conhecimento em que vivemos, é fundamental ter no mínimo onze anos de estudo para ter acesso a melhores oportunidades", completa. Os números mostram o impacto que a escolaridade tem sobre a renda e a empregabilidade das pessoas. Segundo Neri, a renda média de quem completa o ensino médio salta de R$ 700 para R$ 1.600, ou seja, mais que duplica. Já a taxa de ocupação passa de 68% para 78%. <br />
<br />
Outro efeito da falta de qualificação é a precarização das condições de trabalho. De acordo com o relatório Jovens em Situação de Risco no Brasil, publicado pelo Banco Mundial em 2007, quase 60% dos brasileiros entre 15 e 19 anos são trabalhadores não remunerados ou sem carteira de trabalho assinada. Entre o grupo de 20 a 24 anos, o número cai para cerca de 33%. <br />
<br />
Para especialistas em educação, a mudança desse quadro passa necessariamente pelo estabelecimento de políticas públicas voltadas para essa população. "Temos um diagnóstico bem claro da situação dos jovens brasileiros, mas ainda não atuamos de forma consistente para melhorá-la", afirma Maria do Carmo Brant de Carvalho, superintendente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). Na sua opinião, além de programas de correção de fluxo - que permitam ao jovem aprender de forma rápida os conteúdos necessários para acompanhar o ensino médio, que não obteve por conta da baixa qualidade do ensino fundamental-, é importante uma política de oferta de atividades socioculturais para ampliar suas habilidades de comunicação e relacionamento. "Não adianta apenas oferecer capacitação profissional ou oportunidades de trabalho, porque, sem uma formação escolar e sociocultural densa, o jovem pode até entrar no mercado, mas acaba não conseguindo se manter e evoluir", explica. <br />
<br />
Diretamente atingido pela falta de qualificação de mão-de-obra, o setor privado tem investido em diferentes iniciativas voltadas para a melhoria da educação e da capacitação de jovens entre 15 e 24 anos. <br />
<br />
No caso da Basf, que há 27 anos mantém o Projeto Crescer, para profissionalização e educação de adolescentes de baixa renda em São Bernardo do Campo e Guaratinguetá (SP), há mudanças recentes. A cada ano, o programa atende cerca de 120 adolescentes entre 15 e 21 anos, oferecendo bolsas de estudo para cursos técnicos profissionalizantes de nível médio e atividades culturais e de preparação para o exercício da cidadania. Em 2008, de olho nas mudanças do mercado de trabalho, o programa passou a dar ênfase em empreendedorismo. "Só a capacitação técnica não é mais suficiente para garantir um emprego hoje", diz Gislaine Rossetti, diretora de comunicação social da Basf. <br />
<br />
O Programa Futuro em Nossas Mãos é mantido pela Votorantim Cimentos com apoio do Instituto Votorantim. Desde o seu início, em 2003, já formou como pedreiros mais de 9 mil jovens de 18 a 29 anos. Além de receber formação básica para atuar como assentadores e revestidores de alvenaria, os jovens aprendem a se relacionar com outros profissionais da construção civil, além de desenvolver habilidades de gestão e empreendedorismo. "Também procuramos assegurar o primeiro emprego para esses jovens profissionais. E temos tido resultado: cerca de 70% deles conseguem ser contratados no primeiro mês após o curso", afirma Marcelo Chamma, diretor comercial da Votorantim Cimentos e responsável pelo programa. <br />
<br />
A Microsoft Brasil mantém o Programa Students to Business (S2B), com treinamento para estudantes dos ensinos médio técnico e para universitários em tecnologias específicas para a área de desenvolvimento de software e de infraestrutura de TI. "O programa foi criado por solicitação do próprio mercado de TI, que tem muita dificuldade em encontrar profissionais qualificados. Ajudamos as duas pontas: os jovens, a encontrar trabalho; e nossos parceiros e clientes, a preencher suas vagas de emprego", conta Amintas Neto, gerente de novas tecnologias e plataformas para o setor acadêmico da Microsoft Brasil. Segundo a empresa, dos 20 mil participantes da última edição do programa, 1.300 foram contratados logo após o término do curso. <br />
<br />
Já o Formare, embora tenha nascido como iniciativa interna da Iochpe-Maxion há 21 anos, tornou-se uma franquia social. Cerca de 52 empresas em todo o Brasil mantêm hoje escolas Formare em suas unidades, com apoio da Fundação Iochpe, oferecendo cursos de educação profissional em período integral para jovens de famílias de baixa renda com idade entre 15 e 17 anos. <br />
<br />
Além de receber uma formação específica ligada aos negócios da empresa que oferece o curso, com certificado emitido por uma instituição federal de ensino tecnológico, os alunos têm aulas de comunicabilidade, trabalho em equipe, solução de problemas, visão de futuro e cidadania, que os preparam para atuar em qualquer setor. "Cerca de 85% dos alunos do Formare foram absorvidos pelo mercado de trabalho após o curso, em 2007. Além disso, esses jovens melhoraram seu desempenho na escola, tiveram mais oportunidades de ascensão profissional e aumentaram sua renda", conta Beth Callia, coordenadora do programa na Fundação Iochpe. <br />
<br />
A Fundação Itaú Social, por sua vez, aposta em um modelo diferente para ampliar as perspectivas de futuro dos jovens. Em vez de oferecer capacitação técnica para o mercado, o Programa Jovens Urbanos oferece um conjunto de ações de formação para jovens de 16 a 21 anos moradores das periferias de grandes cidades, com o objetivo de facilitar o acesso aos recursos culturais, profissionais e de geração de renda que esses centros oferecem, mas dos quais estão excluídos. "Sem usufruir desses recursos, os jovens acabam ficando com um repertório cultural e de comunicação empobrecido, o que diminui suas oportunidades de trabalho, gerando um círculo vicioso de exclusão e pobreza", afirma Isabel Santana, gerente de projetos sociais da Fundação Itaú Social. Para estimular sua participação no programa, bem como sua permanência na escola e a conclusão dos estudos, os jovens recebem um benefício financeiro, concedido por meio de programas oficiais de transferência de renda. <br />
<br />
De acordo com Isabel Santana, os jovens que passaram pelo programa alcançam renda pessoal 60% maior do que um grupo não participante com as mesmas características socioeconômicas. Eles também têm mais oportunidades de emprego. <br />
<br />
Fonte: Valor Econômico]]></description> 
					<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 09:44:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Estudo mostra que identidade juvenil não é homogênea</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/720069</link> 
                    <description><![CDATA[A pesquisa "Juventudes Sul-americanas: diálogos para a construção de uma democracia regional" chega ao fim. O levantamento, dividido em três fases, envolveu jovens e pesquisadores(as) de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. A coordenadora regional, Regina Novaes, fala à Agência Ibase sobre a importância da pesquisa e faz uma breve análise dos principais resultados. <br />
<br />
Ibase - Qual a importância da pesquisa e de que forma incide nas políticas públicas de cada país? <br />
<br />
Regina Novaes - A pesquisa é inédita porque usa os mesmos roteiros - para analisar situações de jovens e fazer discussões em grupos focais - em cada país com uma dimensão regional; porque aplica um mesmo questionário de 50 perguntas, ao mesmo tempo, nos seis países; e também porque escuta jovens e adultos sobre os temas e questões dos jovens. Por tudo isso, creio que estamos contribuindo para um maior conhecimento sobre as juventudes de cada país. Assim, aumenta as chances de políticas públicas mais bem desenhadas e eficazes. <br />
<br />
Quais as principais contribuições de cada fase da pesquisa? <br />
<br />
Os estudos de caso de situações de organizações juvenis em cada país permitiram o delineamento de um "campo de juventude", isto é, uma dinâmica específica em que jovens se constroem como atores políticos que se (auto) reconhecessem a partir de problemas, preocupações e demandas de uma determinada geração. Os grupos focais serviram para que percebessemos que a "identidade juvenil" não é homogênea, cristalizada, excludente. A participação juvenil se dá de maneiras diferenciadas em um espaço público ampliado - e também por meios virtuais -, e sempre haverá a possibilidade de refazer as respostas sobre 'o que é ser jovem?'. Por meio da pesquisa quantitativa, pudemos perceber que existem temas comuns entre a maioria estatística dos jovens e a "minoria ativa": cabe agora ver como se aproximar mais. <br />
<br />
Quais as maiores dificuldades encontradas durante as três etapas? <br />
<br />
As dificuldades sempre foram de encontrar temas e formulações de perguntas que fizessem sentido para os jovens de cada país. Em todas as etapas, precisamos superar dificuldades de conteúdo e de linguagem para chegar à construção de roteiros de entrevistas, de roteiros para grupos focais, de perguntas desencadeadoras dos diálogos e do questionário para a pesquisa quantitativa. Valeu a pena. <br />
<br />
Quais os principais destaques obtidos com a pesquisa em cada um dos países? <br />
<br />
Para além da qualidade do conteúdo, creio ser importante destacar o diálogo entre jovens de diferentes grupos e movimentos no interior de cada país. A maioria não se conhecia entre si e o projeto proporcionou um alargamento de visão e incentivou uma predisposição ao diálogo. <br />
<br />
Poderia fazer uma breve análise dos resultados do grupo de diálogo regional? <br />
<br />
O diálogo regional demonstrou que é possível identificar questões comuns aos jovens dos seis países. Esta agenda comum não está dada - automaticamente - por fatores econômicos ou identidades ideológicas. A agenda será comum somente se não deixar de considerar as desigualdades e as diversidades que existem no interior de cada país e entre os países. Por isso, cada demanda que compõe a agenda tem modulações de acordo com as condições de vida de jovens rurais e urbanos, segmentados por preconceitos de raça, etnia, relações de gênero, orientação sexual, local de moradia. É uma agenda que tem que ser negociada, construída, pactuada por meio de diálogos como aqueles que fizemos. No diálogo regional não colocamos os desacordos "debaixo do tapete". Ao contrário, explicitamos divergências de entendimento, de avaliação de conjunturas nacionais, de estratégias frente aos governos. E, nesse contexto de exercício de debate democrático, três conclusões me chamaram a atenção: necessidade de reconhecimento de diferentes tipos de participação juvenil (formais e informais); necessidade de ampliar a participação, chegando mais perto dos jovens "não organizados" em coletivos juvenis e importância de considerar o pessoal, o afetivo e o individual nos espaços de lutas coletivas. <br />
<br />
Você acredita que os resultados da pesquisa atenderam aos objetivos propostos? <br />
<br />
Certamente. Produzimos conhecimento novo e contribuímos para a ampliação do compromisso político com as demandas dos jovens do século 21 na América do Sul. Não podemos dizer que somente nosso trabalho está tendo influencia no fortalecimento dessa agenda, outros atores políticos e estudiosos também contribuem. Mas podemos dizer que fizemos uma inédita e eficaz combinação entre: instituições respeitadas nacionalmente /pesquisa em rede sul americana; técnicas de pesquisa qualitativas/ quantitativas; diálogos nacionais /diálogo regional; incidência nos movimentos e na sociedade civil/ presença nos espaços governamentais. <br />
<br />
Como a pesquisa pode contribuir para ajudar a garantir os direitos dos jovens? <br />
<br />
Não podemos ser ingênuos. Os obstáculos para a garantia dos direitos dos jovens são de diversas ordens. Falta de vontade política, política econômica excludente, sistema escolar defasado, dinâmica do mercado de trabalho e crise internacional são fatores que impedem a concretização dos direitos dos jovens. Mas também acreditamos que o reconhecimento de suas demandas no espaço público é um passo muito importante. Nesse sentido, a pesquisa está dando uma significativa contribuição. <br />
<br />
E para a integração sul-americana? <br />
<br />
Embora seja importante para juventudes partidárias, para jovens que militam na área da agricultura familiar, para jovens mulheres etc., esse tema ainda não está muito disseminado entre jovens. Porém, no grupo de diálogo regional, eles propuseram um caminho "circular" entre o local, o nacional e o regional. Ou seja, perceberam que, nos dias de hoje, essas dimensões podem se fortalecer mutuamente. <br />
<br />
Existe previsão de continuidade? <br />
<br />
Existe muita disposição e vontade. Estamos buscando apoios para concretizar ideias de consolidar a rede que construímos e também ampliar o espectro da investigação. <br />
<br />
Fonte: Juventude.gov.br ]]></description> 
					<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 09:43:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Questionário sobre prioridades e problemas dos jovens no Mercosul</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/720067</link> 
                    <description><![CDATA[Como parte do Informe Subregional de Desenvolvimento Humano, Jovens e Desenvolvimento Humano no Mercosul, que será lançado em setembro, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) está solicitando aos líderes juvenis que respondam a um breve questionário sobre as prioridades e os problemas dos jovens no Mercosul. <br />
<br />
A participação dos jovens vai contribuir para que o Informe traduza com fidelidade as expectativas desse público. São doze perguntas e o colaborador deve escolher as respostas que mais se aproximem de suas idéias. Outras informações sobre o projeto podem ser obtidas pelo site www.desarollohumano.org <br />
<br />
Fonte: Juventude.gov.br]]></description> 
					<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 09:42:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Pesquisa dá configurações ao desemprego e mostra que jovem encara a questão com otimismo</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/720065</link> 
                    <description><![CDATA[Um estudo apresentado como tese de doutorado na Unicamp, em 9 de junho último, pela pesquisadora em ciências sociais Marineide Maria Silva, considera os recortes geracional, de gênero e de escolaridade/qualificação insuficientes para descrever o desempregado dos dias de hoje. Por isso, apoiada em estratégias identitárias preconizadas por um conceituado sociólogo estudioso do tema, o francês Claude Dubar, a pesquisadora construiu quatro categorias de identidade do desempregado: <br />
<br />
1 - O sobrevivente Sujeito que foi pobre a vida inteira e, assim como os pais, começou a trabalhar muito cedo, sem poder estudar e se especializar. Sabe que não tem chance no mercado, mas não está preocupado com a qualificação e sim em sobreviver. Não sente vergonha da condição de desempregado; no fundo, sente orgulho por manter-se vivo. Sua identidade não repousa no emprego, mas na índole de batalhador na vida. <br />
<br />
2 - O esperançoso É tão pobre quanto o sobrevivente, com uma diferença: tem pais que construíram uma trajetória ascendente, como de porteiro a zelador e supervisor. É um filho que continua na linha da pobreza, quase não possui qualificação, mas alimenta a esperança de repetir a trajetória de ascensão dos pais. Como nem vaga de porteiro consegue, sofre com o desemprego. <br />
<br />
3 - O apreensivo É aquele que mais sofre entre os desempregados. Seus pais ascenderam economicamente pelo trabalho, deram-lhe qualificação a ainda assim não consegue seguir na mesma linha. Para as agências, é o sujeito com potencial, mas preso ao conceito do passado, buscando o emprego seguro que não mais existe. É apreensivo porque diante do novo discurso do emprego temporário e flexível disponível no mercado, herdou a identidade de ascensão pelo trabalho e não consegue se desprender da socialização recebida dos pais. <br />
<br />
4 - O otimista Trata-se principalmente do jovem, com qualificação ou não, que mergulhou neste novo universo do trabalho frágil e instável. Vê o desemprego como um período para rever valores. Para ele, a trajetória dos pais é de quem nunca obteve sucesso com o trabalho e passou a vida na mesma empresa, executando a mesma tarefa, até se aposentar – e ele quer uma trajetória oposta. Perguntado sobre a condição de desempregado, responde que está buscando uma boa oportunidade, ainda que a busca já dure dois anos. <br />
<br />
“Mosaico do desemprego” <br />
<br />
É sob esse título que Marineide Maria Silva sintetiza o conjunto de informações que colheu sobre o fenômeno do desemprego, principalmente junto aos próprios desempregados. “A estatística trabalha com dados do desemprego como uma categoria mais uniforme. Minha pesquisa de campo revelou um verdadeiro mosaico de significados e vivências que o fenômeno suscita. É impossível afirmar que o desemprego ‘é isto’; é preciso perguntar: o que é o desemprego para quem vive a situação?”. <br />
<br />
Marineide é de Florianópolis e, no percurso até o trabalho, já tinha atentado para o aumento do número de andarilhos que se esgueiravam pela praça à espera do sopão. Há alguns anos, prestou concurso para a cadeira de sociologia na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), como diz, em busca do seu “emprego seguro”. Daí, o fato de as 57 entrevistas que embasam a pesquisa, com muitas horas de gravação e observações, terem sido realizadas na urbana Salvador e em Vitória da Conquista como contraponto regional. <br />
<br />
Para compor o mosaico, a pesquisadora promoveu recortes no rol de desempregados: geracional (jovens e adultos), gênero e escolaridade/qualificação. Fez as entrevistas nas agências de intermediação de mão-de-obra, como a Setre (Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e do Esporte da Bahia), vinculada ao Sine (Sistema Nacional de Emprego). Também ouviu funcionários das agências e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD). <br />
<br />
Para além dos dados oficiais <br />
<br />
A pesquisadora justifica que a maneira como os indivíduos compreendem o desemprego, com todas as tensões envolvidas, fornece informações sobre o mundo do trabalho e a oportunidade de interpretar suas novas configurações. “Por isso mesmo, os entrevistados foram escolhidos a partir daquele que se considera desempregado, mesmo que não seja assim enquadrado pelos critérios oficiais. Acho que essa é a riqueza da pesquisa, que procura entender o desemprego para além dos dados oficiais, buscando a compreensão subjetiva de quem vive essa condição”. <br />
<br />
De acordo com Marineide Silva, até o início da década de 1980, havia um ciclo emprego-desemprego-emprego e o sujeito demitido tinha perspectiva de retornar ao mercado, preservando sua identidade de trabalhador mesmo depois de meses de inatividade. “A partir dos anos 90, esse ciclo foi rompido, e esse retorno ficou cada vez mais difícil e incerto”. <br />
<br />
A autora da tese lembra que, de maneira geral, entende-se que o desempregado se considera um alijado da sociedade, que vive uma experiência dolorosa, carregada de culpa e vergonha, por conta do sentimento de improdutividade. Porém, em sua opinião, a vivência do desemprego não pode ser traduzida como homogênea. “Uma generalização, por exemplo, é de que o desemprego é sofrido. Com a pesquisa, cheguei à conclusão de que sofrimento não é igual para todos”. <br />
<br />
Conceito de trabalho <br />
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A cientista social afirma que o sofrimento subjetivo desencadeado pelo desemprego liga-se diretamente à forma como os indivíduos apreenderam o trabalho, à trajetória familiar que tiveram (sobretudo do pai), aos projetos de futuro e aos investimentos familiares em seu processo de escolarização e profissionalização. “Se a vivência do desemprego é dolorosa para aqueles que foram socializados com a idéia do trabalho como forma de inclusão e ascensão social, o mesmo não acontece com quem nunca visualizou essa possibilidade”. <br />
<br />
Esta constatação de Marineide Silva vem do recorte referente à escolaridade e qualificação, no qual as entrevistas contrariaram o que imaginava. “Quanto mais escolarizado e qualificado, mais vergonha o desempregado tem da sua situação. Minha interpretação é de que ele contava com suporte financeiro maior e teve quebrada sua trajetória de vida. Como manter um padrão próximo daquele que gozava? O desemprego é mais sofrido para esse sujeito”. <br />
<br />
Por outro lado, a pesquisadora explica que o pobre (normalmente não escolarizado e não qualificado) teve toda a sua trajetória marcada por miséria e sofrimento. “Ele sempre esteve na viração (o bico), na precariedade, assim como seus pais. Não está procurando um emprego, mas caçando a sobrevivência, que se vier será com outro trabalho precário. O desemprego, nesse caso, não tem o que agravar, pois sua vida é tocada praticamente sem renda”. <br />
<br />
Recortes <br />
<br />
Dentre os mosaicos que construíram a pesquisa, a autora vê como significativo o que contrapõe jovens e adultos. “Os adultos foram socializados em outro mundo do trabalho, onde havia mais emprego e a expectativa de absorção pelo mercado desde que estivessem dispostos. Para eles, o desemprego é um peso, pois imaginavam uma trajetória igual à dos pais que, mesmo tendo estudado pouco, conseguiram um emprego que durou a vida toda”. <br />
<br />
Os mais jovens, segundo Marineide Silva, já quebraram este elo com o mundo anterior, transformado pelo processo de globalização, pela reestruturação produtiva e pelo discurso da empregabilidade. “Os jovens mergulharam na nova cultura do trabalho, com os empregos temporários, flexíveis e os estágios. Utilizam inclusive outro jargão: não estão procurando emprego, mas buscando experiência. Ao invés de sofrimento, o desemprego é visto como uma oportunidade de rever seus conceitos”. <br />
<br />
O desemprego é considerado mais sofrido para os homens, desde que a mulher não seja chefe de família. Entretanto, a pesquisadora ressalta um aspecto curioso em relação a gênero. “O homem assume a condição de desempregado e, em casa, fica ansioso, deprimido, começa a beber. Já a mulher vive um dilema entre reassumir as ocupações do lar e procurar uma atividade correlata para prover algum sustento, como vender doces, salgados e bijuterias. Isto, mesmo entre as mulheres mais qualificadas”. <br />
<br />
Igualmente curioso, acrescenta a autora, é a percepção do entrevistado quanto às causas do seu desemprego e dos outros. “Quando falam de si, o desemprego se deu por motivos externos, como reestruturação produtiva ou fechamento da empresa. Quanto ao outro, foi por escolhas erradas ou falta de empenho e qualificação. Já dentro do Movimento de Trabalhadores Desempregados, o desemprego nunca é visto como um problema individual: culpam-se as empresas, as circunstâncias econômicas e a falta de oportunidades; não há qualquer sentimento de culpa ou vergonha por sua condição”. <br />
<br />
Dualidade <br />
<br />
Uma preocupação na tese de doutorado, elogiada pela banca e indicada para publicação, foi avaliar o atendimento nas agências de intermediação de mão-de-obra. “Vejo uma dualidade na forma como as agências institucionalizam o desemprego. Em um primeiro discurso, ele é visto como um problema individual do sujeito, que não atende aos requisitos mínimos do mercado. Por outro lado, diante da presença frequente do sujeito qualificado, mas que também não consegue emprego, os funcionários identificam um problema social”. <br />
<br />
Marineide Silva acusa as empresas de se aproveitarem da crise no emprego para exagerar nas exigências, por vezes descumprindo a legislação trabalhista. “Constatei que o desemprego tem cor, idade e endereço, haja vista a exclusão de negros, mais velhos e moradores de bairros periféricos. Entre as exigências absurdas está a de ‘boa aparência’, cuja tradução é ‘não negros’. O limite de idade é de 35 anos, mesmo com boa escolaridade, e o candidato deve residir perto da empresa para evitar atrasos e o custo com vale transporte”. <br />
<br />
A pesquisadora considera um tanto escusa a relação das agências de intermediação com essas empresas, ainda que atendentes e coordenadores reconheçam o exagero das exigências. “O critério da boa aparência, por exemplo, não pode constar no formulário, mas fica implícito: se a atendente não acatar, a empresa recusará o candidato e, consequentemente, a agência deixará de contabilizar uma colocação profissional – os recursos vindos do governo dependem das colocações efetivadas. Se o desemprego já é um monstro assustador, acaba se revestindo de mais perversidade”. <br />
<br />
Fonte: Jornal da Unicamp/ Luiz Sugimoto]]></description> 
					<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 09:41:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>SP: 42% das melhores escolas estaduais sofrem com violência</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/720063</link> 
                    <description><![CDATA[Quatro em cada dez escolas com melhor desempenho na rede pública de ensino de São Paulo já registraram casos de violência. No grupo das unidades com piores notas, a proporção é mais alta: seis em dez tiveram episódios violentos. Os números são resultado de uma avaliação do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) nas 5.300 unidades da rede, que abrigam cerca de 5,5 milhões de alunos. <br />
<br />
“Não há dúvida de que há hoje uma invasão da violência externa nos muros das escolas”, diz o secretário de Educação adjunto, Guilherme Bueno. Ele admite que o estado ainda não conhece o problema com a devida precisão. “Então, uma das medidas no Sistema de Proteção Escolar que montamos foi criar um sistema de registro de ocorrências, que já está funcionando desde o dia 1º, para que possamos ter informações e estatísticas, dados confiáveis para entender e dimensionar a questão”, explica. <br />
<br />
O pesquisador responsável pelo levantamento, Naercio Menezes Filho, cruzou dois grupos de informações obtidos no último Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp): as notas médias dos colégios no exame de avaliação com as respostas aos questionários aplicados a diretores das unidades, o que também faz parte do Saresp. <br />
<br />
O estudo mostra que entre as notas médias de matemática de alunos de 8ª série de 366 escolas estaduais estão os 10% melhores e os 10% piores desempenhos. Os relatos de violência alcançaram 42% do grupo dos melhores, o que impressionou o pesquisador: “Esperava que não houvesse (violência nas melhores escolas)”, declarou Menezes Filho, que atribui à violência um impacto significativo na proficiência (competência escolar). <br />
<br />
Os dados disponíveis no Saresp de 2008 permitiram ao pesquisador também dimensionar a abrangência de atos específicos. Em atos infracionais como roubo, depredações e pichações, algumas das mais cometidas por estudantes, metade dos colégios estaduais com melhores notas no exame estadual relatou problemas, porcentual que sobe para 76% no grupo com as piores notas. <br />
<br />
Além da violência, Naercio Menezes Filho ainda cruzou outros indicadores considerados importantes para a melhora da qualidade do ensino na rede pública, como a fixação de diretores e professores nas unidades, a falta dos docentes e o acesso a computadores. Os colégios com melhores desempenhos têm profissionais da educação com mais tempo no cargo, professores que faltam menos e alunos com mais chances de acesso ao computador em casa. <br />
<br />
Líder do sindicato dos professores (Apeoesp), Maria Izabel Noronha diz que a violência está ligada à perda de autoridade docente. “Tiraram a autoridade do professor. É necessária uma campanha para ele que volte a ser reconhecido”, sugere. <br />
<br />
Fonte: O Estado de São Paulo]]></description> 
					<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 09:41:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Unesco lança cátedra em educação juvenil e de adultos</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/720061</link> 
                    <description><![CDATA[A Unesco no Brasil assinou acordo com a Universidade da Paraíba (UFPB), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) para o estabelecimento de sua mais nova parceria no programa de Cátedras da Organização: a Cátedra Unesco em Educação de Jovens e Adultos – UFPB/UFPE/UFRN. <br />
<br />
Coordenada pelo Prof. Dr. Afonso Celso Scocuglia, do Centro de Educação da UFPB, a nova cátedra tem por objetivo promover e incentivar cursos, seminários, eventos científicos e atividades de pesquisa, ensino-aprendizagem, documentação e disseminação de informações na área da educação de jovens e adultos. <br />
<br />
Centrado nos estudos de pós-graduação e na pesquisa, o programa Cátedras Unesco constitui o principal instrumento da organização para fomentar e facilitar a cooperação internacional no ensino superior. <br />
<br />
O programa também favorece o estabelecimento de redes de universidades e outras formas de inter-relação entre instituições de ensino superior nos níveis inter-regional, regional e subregional. <br />
<br />
No Brasil, a Unesco é responsável por 25 cátedras implementadas em conjunto com entidades de ensino superior. <br />
<br />
Fonte: Unesco]]></description> 
					<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 09:40:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lulukabrasil.tigblog.org/post/720061</guid>
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Campanha quer conscientizar brasileiros sobre prevenção e repressão ao tráfico de pessoas</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/707833</link> 
                    <description><![CDATA[Flávia Albuquerque<br />
Da Agência Brasil<br />
Em São Paulo<br />
A partir da segunda quinzena de julho a Secretaria Nacional da Justiça do Ministério da Justiça começa a distribuir em pontos estratégicos como aeroportos, rodoviárias, postos e núcleos de apoio, cartazes e folhetos explicativos sobre a prevenção, repressão e o atendimento a vítimas do tráfico de pessoas. A ação faz parte da Campanha Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, lançada nesta segunda-feira (22), na capital paulista<br />
<br />
Segundo o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, também serão espalhadas nesses locais caixas de papelão com as seguintes inscrições: "pessoas", órgãos", "crianças", "mulheres". O objetivo é indicar que tudo isso é considerado mercadoria pelos traficantes de pessoas.<br />
<br />
Para o secretário, esse tipo de campanha aproxima as pessoas dessa realidade e mostra que esse tipo de crime pode acontecer na família de qualquer cidadão. "A campanha busca a conscientização das pessoas que podem ser vítimas e principalmente da população para que reprima isso de forma inteligente", afirmou durante o Seminário Internacional sobre Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.<br />
<br />
Tuma Júnior disse que o tráfico de pessoas é praticado no Brasil como em outros países do mundo, com a diferença de que o Brasil apura os casos. "Muita gente acaba dizendo que temos mais problema com isso, mas não é verdade. Nós apuramos e temos transparência para apurar, outros países escondem. O fato de termos mais registros de ocorrência não significa que aumentou a criminalidade e, sim, que aumentou a confiança nas instituições que fazem as investigações."<br />
<br />
De acordo com o secretário, não há um banco de dados confiável sobre o número de pessoas traficadas, mas os registros da Justiça indicam que nos últimos quatro anos mais de 200 pessoas foram condenadas por esse tipo de crime. Esse banco de dados está em fase de elaboração e abrangerá informações de todo o país, desde a ocorrência registrada pelas polícias estaduais, até os inquéritos realizados nos estados, as denúncias apresentadas e as condenações. "Isso dará um quadro real do que está acontecendo e de que forma estamos conseguindo enfrentar o problema", disse.<br />
<br />
Segundo Tuma, as vítimas do tráfico de pessoas são, principalmente, aquelas em situação de vulnerabilidade social. "As características são diferentes, há tráfico para mão de obra escrava, exploração sexual da mulher, abuso de crianças e jovens, tráfico de órgãos. Isso vai variando de acordo com a região do país, que tem uma dimensão continental, por isso essas diversas manifestações", afirmou.<br />
<br />
De acordo com dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (Unodc), o tráfico de pessoas é um dos crimes mais lucrativos no mundo e perde somente para o tráfico de drogas. O tráfico de pessoas afeta 137 países, atinge cerca de 2,5 milhões de pessoas e movimenta US$ 32 bilhões por ano. A exploração sexual de mulheres é responsável por 79% desse quadro.<br />
<br />
Segundo a assistente de projetos na área de tráfico de pessoas do Unodc, Adriana Maia, o tráfico de mulheres costuma ser mais visível e os outros tipos desse crime ainda não são notificados suficientemente.<br />
<br />
"Os números são muito difíceis, porque as informações para uma pesquisa dessas são oficiais de cada país, enviadas pelos departamentos de Justiça e de Polícia, mas os outros departamentos que trabalham com isso não têm esses dados computados. A outra grande dificuldade é conseguir comparar dados que não são comparáveis. Cada país registra de uma forma diferente", disse.]]></description> 
					<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 17:23:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lulukabrasil.tigblog.org/post/707833</guid>
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Conscientização ambiental é o principal objetivo da equipe Limpa Trilha</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/707721</link> 
                    <description><![CDATA[Durante a 17ª edição do Rally Internacional dos Sertões a equipe ambiental Os Canastras também estarão correndo contra o relógio. Mas o objetivo desse grupo, apelidados de “Limpa Trilha”, não é conseguir concluir a especial em menos tempo, mas sim deixar o trajeto por onde os pilotos passaram sem as “pegadas” que ficam pelo caminho.<br />
<br />
Para isso uma equipe especialmente treinada percorre todo o trajeto da prova retirando os eventuais lixos, pedaços de veículos e resíduos que ficam pelo caminho. E segundo Carlos Andrade, o Carlão, integrante do Limpa Trilha, muitas vezes, aquilo que é encontrado pode influenciar no resultado final da prova. “Acontece de um carro capotar durante uma especial e continuar na prova, e o Spy fica pelo caminho. Recolhemos depois, no acampamento os pilotos e navegadores vêem desesperados até nós para ver se achamos a peça”, diz. O Spy é um equipamento localizado na parte externo do veículo, que transmite, via satélite, informações dos competidores para a direção de prova. No caso da perda do dispositivo, há punição e multa.<br />
<br />
Além de portas, pneus, GPS e rodas alguns competidores acabam tendo problemas mecânicos e deixando vazar óleo e combustível no Sertão. Para amenizar o impacto ambiental dessas eventualidades, o grupo ecológico recolhe esses líquidos com o auxílio de um produto químico desenvolvido exatamente para esse serviço. “Temos um produto de fabricação nacional que absorve seis vezes o próprio peso e duas vezes mais rápido que o produto que usamos no ano passado”, conta Andrade.<br />
<br />
Além de prestar essa função o principal objetivo de Carlos Andrade é conscientizar os participantes. “Nosso maior objetivo é a conscientização dos participantes, principalmente de forma preventiva”, afirma. “A terminar o Sertões, a ação ambiental espera tornar todos os envolvidos no evento e as comunidades cada vez mais conscientes de suas responsabilidades”.]]></description> 
					<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 16:30:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lulukabrasil.tigblog.org/post/707721</guid>
					<georss:point>-15.7833333 -47.9166667</georss:point><geo:Point><geo:lat>-15.7833333</geo:lat><geo:long>-47.9166667</geo:long></geo:Point>
                </item> 
                <item> 
                    <title>Alta participação de mulheres e jovens marca eleições no Irã</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/697431</link> 
                    <description><![CDATA[A participação elevada, principalmente de jovens e mulheres, e a ausência de incidentes graves foram os destaques das eleições que acontecem hoje no Irã, onde mais de 46 milhões de eleitores escolhem o próximo presidente do país.<br />
<br />
Desde a abertura dos colégios eleitorais, às 8h (00h30 de Brasília), as longas filas, as aglomerações às portas das mesquitas e das escolas onde é possível votar são as imagens que marcam o dia no Irã, onde reina um ambiente festivo.<br />
<br />
Por volta do meio-dia (local), cerca de cinco milhões de eleitores já tinham votado, conforme anunciou à imprensa oficial o ministro do Interior, Sadek Mahsuli, que acrescentou que as autoridades esperam uma participação recorde em eleições do Irã.<br />
<br />
Os iranianos decidem hoje se reelegem o atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad, ou se preferem que seja substituído por um dos três candidatos da oposição: o independente pró-reformista Mir Hussein Moussavi, o clérigo aberturista Mehdi Karroubi e o conservador Mohsen Rezaei.<br />
<br />
As previsões indicam que a disputa mesmo se dará entre Ahmadinejad e Moussavi, que foi primeiro-ministro do Irã entre 1981 e 1988.<br />
<br />
Na entrada dos colégios do norte de Teerã, a maioria dos eleitores dizia que seu voto seria em Moussavi, que conseguiu despertar uma nova esperança entre os jovens e principalmente entre as mulheres, que hoje compareceram às urnas em massa.<br />
<br />
No sul, a região mais pobre da capital, a maioria dos votantes se inclinava por Ahmadinejad, mas também havia um grande número de partidários dos candidatos reformistas e do conservador Rezaei.<br />
<br />
Ahmadinejad recebe mais apoio nas zonas rurais, enquanto Moussavi é mais popular nos núcleos urbanos e nas regiões onde vivem as minorias do país, como os curdos ou os armênios.<br />
<br />
Segundo o Ministério do Interior, os colégios deverão fechar às 18h (10h30 de Brasília), mas tudo indica que o prazo se estenderá por várias horas, com o limite fixado em meia-noite (local).<br />
<br />
Os resultados finais, que devem ser validados pelo poderoso Conselho de Guardiães, serão anunciados 24 horas depois do fechamento dos colégios.<br />
Fonte: Agência EFE.]]></description> 
					<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 11:12:00 EDT</pubDate> 
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					<georss:point>-15.7833333 -47.9166667</georss:point><geo:Point><geo:lat>-15.7833333</geo:lat><geo:long>-47.9166667</geo:long></geo:Point>
                </item> 
                <item> 
                    <title>MEC promove campanha para conter violência nas escolas</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/697429</link> 
                    <description><![CDATA[Garantir uma cultura de paz nas escolas é o objetivo da Semana de Mobilização Segurança com Cidadania nas Escolas, de 15 a 21 de junho. Promovida pelos ministérios da Educação e da Justiça, a ação pretende mobilizar professores, alunos, pais e funcionários para refletirem sobre violência dentro e fora da escola. <br />
<br />
“Hoje há muita violência nas escolas, que deveriam ser lugares de paz para garantir o direito de aprender”, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad, durante o lançamento da ação nesta quarta-feira, 10, em Brasília. A semana de mobilização inclui atividades a serem realizadas em 1.142 escolas, situadas em regiões de risco social. <br />
<br />
A comunidade escolar participará de concursos, prêmios e festivais e receberá materiais informativos que abordam temas como furtos, ameaças e agressões físicas. A intenção é orientar as crianças e jovens e estimular a participação da escola no combate à violência, por meio da conscientização. “Pretendemos fazer com que a não-violência transborde a escola e alcance a comunidade onde ela se situa”, ressaltou Haddad. <br />
<br />
Para o ministro da Justiça, Tarso Genro, a participação das escolas nesse processo vai impactar as ações de segurança pública no país. “A Constituição Federal prevê a participação direta da sociedade na gestão do governo. As escolas, como plenárias de discussão sobre segurança pública, podem pautar nossas ações”, destacou. <br />
<br />
A semana de mobilização nas escolas faz parte das ações prévias da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), do Ministério da Justiça. O objetivo da Conseg, que será realizada de 27 a 30 de agosto, é mobilizar todos os setores da sociedade para definir linhas gerais de uma política nacional no setor. A conferência foi convocada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2008. <br />
<br />
Fonte: MEC]]></description> 
					<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 11:08:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lulukabrasil.tigblog.org/post/697429</guid>
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                </item> 
                <item> 
                    <title>ONU quer mostrar a face bem-sucedida do desenvolvimento em registros fotográficos</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/697427</link> 
                    <description><![CDATA[O desenvolvimento é comumente retratado com imagens de desolação e desespero, apesar de inúmeras iniciativas, programas, idéias e parcerias que estão mudando a vida de milhões de pessoas em nosso mundo de desenvolvimento e transição. A fim de trazer à tona o sucesso do processo de desenvolvimento e compartilhar ações bem sucedidas e inovadoras, o Centro Internacional de Polícias para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), em colaboração com o Centro de Informação das Nações Unidas no Rio de Janeiro (UNIC Rio), lança a Campanha Global de Fotografia “Humanizando o Desenvolvimento”. <br />
<br />
Parceiros de todos os continentes apóiam a campanha – do Brasil ao Cazaquistão; de Nova Iorque a Abuja; do Sri Lanka ao Haiti; da Companhia do Metrô de São Paulo à Universidade Calvary em Singapura. Um grupo de voluntários das Nações Unidas – Serviço de Voluntariado Online também está colaborando com o IPC-IG na organização da campanha. <br />
<br />
Todos podem participar neste esforço global e contribuir com uma fotografia: basta enviar sua foto através do site da campanha: http://www.ipc-undp.org/photo/ <br />
<br />
A foto deverá retratar uma das 14 áreas temáticas da campanha, relacionadas com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, tais como: luta contra a privação e a expansão do acesso à alimentação, água, saneamento, educação e serviços de saúde para os pobres e promovendo a liderança feminina e oportunidades iguais para o desenvolvimento de talentos. <br />
<br />
Alguns dos principais resultados da campanha incluirão uma galeria de fotos que será permanentemente exposta no escritório do IPC-IG e aberta à visitação pública; uma série de exposições fotográficas em diversas cidades ao redor do mundo; e um banco de fotos que será compartilhado com os parceiros da campanha e várias agências e departamentos da ONU. <br />
<br />
Junte-se a nós na divulgação do desenvolvimento através novas perspectivas! Vamos promover e compartilhar iniciativas de desenvolvimento bem sucedidas! Contribua! Participe! <br />
<br />
Visite o site da campanha disponível em todos os idiomas da ONU e em português: http://www.ipc-undp.org/photo/ <br />
<br />
Faça o download da logo da campanha e coloque-a no seu site/blog: http://www.ipc-undp.org/photo/logo/ Você também pode fazer o download de cartazes da campanha em todos os idiomas oficiais da ONU e em português! <br />
<br />
Fonte: ONU-Brasil ]]></description> 
					<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 11:07:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lulukabrasil.tigblog.org/post/697427</guid>
					<georss:point>-15.7833333 -47.9166667</georss:point><geo:Point><geo:lat>-15.7833333</geo:lat><geo:long>-47.9166667</geo:long></geo:Point>
                </item> 
                <item> 
                    <title>Mais de 100 milhões de meninas trabalham no mundo, estima OIT</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/694911</link> 
                    <description><![CDATA[Brasília - Mais de 100 milhões de meninas trabalham em todo o mundo, segundo estimativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Desse total, cerca de 53 milhões são vítimas de exploração sexual comercial e são submetidas ao regime de servidão, atividades que estão entre as piores formas de trabalho infantil.<br />
<br />
Os dados fazem parte do relatório Demos uma Chance às Meninas, divulgado nesta quarta-feira (10/6) pela OIT por ocasião do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil (12 de junho).<br />
<br />
O estudo também aponta que, do total de meninas que trabalham, 20 milhões têm menos de 12 anos (37,7%) e 32,3 milhões estão na faixa de 5 a 14 anos (61%). A maioria realiza atividades agrícolas.<br />
<br />
No setor de serviços, que inclui crianças no trabalho doméstico, as meninas representam 30% do total, e na indústria, 9%. <br />
<br />
Fonte: Agência Brasil.]]></description> 
					<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 16:17:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lulukabrasil.tigblog.org/post/694911</guid>
					<georss:point>-15.7833333 -47.9166667</georss:point><geo:Point><geo:lat>-15.7833333</geo:lat><geo:long>-47.9166667</geo:long></geo:Point>
                </item> 
                <item> 
                    <title>O primeiro "homem grávido" dá à luz o segundo filho, diz TV</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/694909</link> 
                    <description><![CDATA[O transexual norte-americano Thomas Beatie, que ficou famoso por ser o primeiro “homem grávido” do mundo, deu à luz nesta terça-feira (9), quase um ano após ter se tornado pai pela primeira vez, informou a rede de televisão dos EUA “ABC”.<br />
<br />
De acordo com a emissora, o parto foi normal. O nome da criança ainda não foi divulgado.<br />
<br />
A mulher de Beatie, Nancy, de 46 anos, com quem ele é casado há quase seis anos, é quem vai amamentar a criança. Isso já ocorreu com Susan Juliette, a menina que nasceu em 29 de junho de 2008 - está para completar um ano -, após uma gestação de Beatie que chamou a atenção.<br />
<br />
Em novembro, Beatie, de 35 anos, anunciou que tinha deixado de tomar hormônios masculinos para poder ter outro filho.<br />
<br />
Ele mudou de sexo aos 24 anos e é legalmente homem. Mas mantém os órgãos sexuais femininos. Quando era mulher, se chamava Tracy Lagondino.<br />
<br />
Beatie aceitou engravidar devido à incapacidade da mulher para a gestação.<br />
<br />
Apesar da preocupação de parentes, Beatie assegura que não tem medo das ameaças sofridas desde que o caso veio à tona, e afirma que tem uma “família diferente, mas tradicional”.]]></description> 
					<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 16:15:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lulukabrasil.tigblog.org/post/694909</guid>
					<georss:point>-15.7833333 -47.9166667</georss:point><geo:Point><geo:lat>-15.7833333</geo:lat><geo:long>-47.9166667</geo:long></geo:Point>
                </item> 
                <item> 
                    <title>Repetência no ensino médio duplica em 9 anos, apontam dados do MEC</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/694907</link> 
                    <description><![CDATA[Apesar da ampliação do número de matrículas na escola básica desde a década de 90, a proporção de estudantes que repetem de ano aumentou. No ensino médio chegou a 12,7% em 2007, o dobro de 1998, indicam dados do Ministério da Educação divulgados ontem pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no relatório Situação da Infância e da Adolescência Brasileira 2009 – O Direito de Aprender. No ensino fundamental, a repetência foi menos acentuada: de 9,7% para 12,1% no mesmo período. <br />
<br />
Na entrevista coletiva para apresentação do relatório, a representante do Unicef no Brasil, Marrie-Pierre Poirier ressaltou que, mesmo dentro da sala de aula, o aluno pode estar privado do direito à educação. “A questão do direito de aprender não é só acesso, mas a permanência, a aprendizagem e a conclusão dos estudos na idade certa.” <br />
<br />
Segundo o relatório, apesar de passar em média dez anos na escola, os estudantes brasileiros completam com sucesso pouco mais de sete séries. "De acordo com os dados do Censo Escolar de 2006, a quantidade de concluintes do ensino fundamental corresponde a 53,7% do número de matrículas na 1ª série deste nível de ensino no mesmo ano. No ensino médio, a proporção entre matriculados na 1ª série e os concluintes é ainda menor: 50,9%”, aponta o estudo. <br />
<br />
Faltas e ensino pouco atraente <br />
<br />
Educadores afirmam que a repetência e o abandono escolar no ensino médio são reflexos de problemas no currículo, centrado em conhecimentos específicos. O professor da UnB, Candido Gomes, afirma que o ensino médio está “sem rosto”, não tem significado para o aluno. A pesquisadora Dagmar Zibas, da Fundação Carlos Chagas, cita as faltas dos estudantes. “A principal causa de reprovação têm sido as faltas. E por que eles faltam? No período noturno, pode ser a dificuldade de conciliar trabalho e escola. Mas o principal é o que o currículo se distancia do interesse do jovem. O conteúdo não faz sentido para ele.” <br />
<br />
O Unicef destaca que a ampliação da obrigatoriedade do ensino é fundamental para garantir a todos o acesso à educação. Hoje apenas o ensino fundamental (dos 7 aos 14 anos) é obrigatório. O fundo recomenda que a educação infantil (para crianças de 4 e 5 anos) e o ensino médio (dos 15 aos 17 anos) também sejam incluídos. Uma proposta de emenda à Constituição, que estende a obrigatoriedade a essas etapas de ensino, tramita no Congresso Nacional. <br />
<br />
Segundo o relatório, nas nações desenvolvidas a escolaridade obrigatória varia de dez a 12 anos e engloba o ensino médio. Em alguns países como a Alemanha, a Bélgica e a Holanda, a escolarização obrigatória chega a 13 anos. <br />
<br />
"Em conjunto com uma educação de qualidade, cujo pilar é a valorização do trabalho do professor, a permanência na escola por mais tempo garante aos estudantes uma aprendizagem mais ampla e consciente, o que coloca esses países nos lugares mais altos dos rankings dos exames internacionais”, diz o documento. <br />
<br />
Cerca de 27 milhões de estudantes estão nas salas de aula, o que corresponde a 97,6% das crianças entre 7 e 14 anos. Mas o Unicef chama a atenção para o fato de que a parcela ainda fora da escola (2,4%) representa 680 mil brasileiros nessa faixa etária. <br />
<br />
O relatório alerta que são os grupos mais vulneráveis da população que enfrentam dificuldades para ter acesso à educação e concluir os estudos. <br />
<br />
"As mais atingidas são as [crianças] oriundas de populações vulneráveis como as negras, indígenas, quilombolas, pobres, sob risco de violência e exploração, e com deficiência”, cita o estudo. Segundo dados divulgados pelo Unicef, do total de crianças que não frequentam a escola, 450 mil são negras e pardas e a maioria vive nas regiões Norte e Nordeste. Em Santa Catarina 99% das crianças e adolescentes têm acesso à educação, no Acre esse percentual cai para 91,3%. <br />
<br />
Gastos com educação <br />
<br />
O Brasil precisa investir pelo menos 8% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação para conseguir reverter as desigualdades de acesso e os problemas de qualidade que ainda persistem, segundo a representante do Unicef no país, Marie-Pierre Pirier. Em 2007, o gasto público do país na área correspondeu a 4,6% do PIB. O ministro Fernando Haddad defende que o investimento público em educação deve ser de 6% do PIB, média do que aplicado em países desenvolvidos. Mas Marie-Pierre aponta que países que enfrentaram situação semelhante a do Brasil e precisavam reverter “dívidas históricas” com a educação, como a Coréia, o Japão e a Irlanda, obtiveram bons resultados após aumentarem os investimento na área para mais de 6%. <br />
<br />
Na avaliação da representante, o Brasil precisa melhorar a articulação entre os vários setores do governo e da sociedade civil em um esforço para garantir o direto à educação. <br />
<br />
“O desempenho escolar não depende só da escola, mas o apelo estratégico dela é muito importante na vida da criança. No relatório nós chamamos a importância para o envolvimento do setor da saúde, por exemplo. Porque uma criança desnutrida, doente ou em situação de violência não consegue aprender”, explicou. <br />
<br />
Ela ressaltou também que o Brasil tem condições de garantir a universalização, desde que o foco do trabalho esteja no atendimento individual das crianças e dos adolescentes. “Nós não podemos falar de números, temos que falar de crianças com nome e endereço”, afirmou. <br />
<br />
Para a coordenadora do Programa de Educação do Unicef, Maria de Salete Silva, mesmo que as recomendações sejam seguidas, os resultados só poderão ser percebidos a longo prazo. “Algumas mudanças no país são mudanças de décadas. Mudanças radicais em educação têm resultados em ciclos que são ciclos semelhantes aos de estudo de 15 ou 20 anos”, avaliou Maria de Salete. <br />
<br />
Fonte: Folha de S.Paulo/ Unicef/ Agência Brasil]]></description> 
					<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 16:11:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lulukabrasil.tigblog.org/post/694907</guid>
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                </item> 
                <item> 
                    <title>País tem 233,9 mil menores chefes de família, diz Pnad</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/694905</link> 
                    <description><![CDATA[O Brasil tem hoje 233.908 jovens com menos de 18 anos e com a responsabilidade de chefiar uma família. Os dados, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), foram destacados pelo relatório Situação da Infância Brasileira 2009, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), como um exemplo de crianças e adolescentes em situação de extrema vulnerabilidade. <br />
<br />
“É um número muito grande de adolescentes que estão assumindo uma responsabilidade, de geração de renda, de perspectiva de futuro, que não é coerente com seu ciclo de vida”, avalia Maria de Salete Silva, oficial de projetos de Educação do Unicef e coordenadora do relatório. “É uma situação extremamente preocupante.” <br />
<br />
A Pnad de 2006 mostrava 254.970 adolescentes nessa situação. Ainda assim, quatro famílias brasileiras em cada mil são chefiadas por adolescentes. Normalmente, famílias desse tipo são fruto de algum problema social que já impõe uma carga de dificuldades extras, como gravodez precoce ou perda dos pais. <br />
<br />
“Essa situação traz uma carga que chamamos de multipobreza. Uma pobreza leva à outra e torna mais difícil sair desse ciclo”, resume Salete. A situação é mais comum nos Estados do Norte. Em Roraima, Rondônia, Acre, Amazonas e Amapá, mais de dez em cada mil famílias são chefiadas por adolescentes. No Maranhão, nove em cada mil. Em números absolutos, são 33.556 em São Paulo, 20.504 na Bahia e 18.675 no Rio. <br />
<br />
Há dois anos, o Brasil ultrapassou a barreira do 0,800 no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e entrou para o grupo dos países de alto desenvolvimento. Mas, no Índice de Desenvolvimento Infantil, criado pelo Unicef, a média ainda está em 0,733. Desde o primeiro cálculo, relativo a 1999, o País teve avanços, passando de 0,609 para os atuais 0,733. Neste ano, nenhum Estado tem menos de 0,500 e três - São Paulo, Santa Catarina e Rio - ultrapassaram o 0,800. Mas, dez Estados ainda apresentam taxas de mortalidade até 5 anos superiores a 30 por mil nascidos vivos. <br />
<br />
Acesse a íntegra do relatório em: www.unicef.org.br <br />
<br />
Fonte: O Estado de S. Paulo ]]></description> 
					<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 16:11:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lulukabrasil.tigblog.org/post/694905</guid>
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Ensino profissional pode chegar a travestis</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/694233</link> 
                    <description><![CDATA[DAYANNE SOUSA<br />
da PrimaPagina<br />
<br />
Uma proposta de criação de um plano específico para qualificação profissional de travestis e transexuais foi apresentada na primeira semana de junho pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Cursos ensinariam ofícios à população de travestis como forma de oferecer chances de inserção no mercado de trabalho formal. A idéia foi anunciada durante o I Seminário de Políticas Públicas de Trabalho, Oportunidades e Previdência para Travestis e Transexuais, que reuniu em Brasília lideranças do movimento LGBT (que reúne lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) e membros do governo.<br />
<br />
“A maioria dos travestis não consegue emprego formal por preconceitos por conta de sua apresentação física e vai para a prostituição”, diz Eduardo Santarelo, coordenador do programa Brasil Sem Homofobia, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos. “A gente não quer que essa seja a única opção”, completa. Ele afirma que muitos travestis e transexuais sequer completaram o ciclo escolar básico, já que muitos se sentem estimulados a fugir da escola e ir para as ruas por conta do preconceito. <br />
<br />
Os cursos oferecidos seriam parte de uma estratégia que o Ministério já adotou com outras populações vulneráveis, como negros e beneficiários do Bolsa Família. Os Planos Setoriais de Qualificação permitem que vários postos de atendimento local cadastrem desempregados e ofereçam a formação. Há parcerias com empresas de diferentes setores, de forma que os formados têm chances de já saírem empregados.<br />
<br />
Neste caso, o Ministério propõe um Plano para toda a comunidade LGBT. Não há prazo para o início das atividades, mas Santarelo espera que até o fim do ano já o programa tenha início. Até o meio de julho, as entidades participantes do seminário em Brasília devem formalizar um relatório com sugestões, inclusive de que tipo de cursos podem ser oferecidos para atender melhor os travestis e transexuais.<br />
<br />
Outras áreas<br />
<br />
O seminário foi proposto pela ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e pela ANTRA (Articulação Nacional de Travestis e Transexuais). Além do Ministério do Trabalho e da Secretaria de Direitos Humanos, compareceram representantes do Ministério da Educação, da Previdência Social e do o Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde. Santarelo afirma que não há dados sobre a população de travestis no Brasil e que os órgãos do governo não conhecem seu tamanho ou suas demandas. “O objetivo é que essas entidades de mobilização nos ajudem a conhecer melhor”, afirma.<br />
<br />
“Essa população vive a exclusão quase total de qualquer serviço público, de trabalho, de saúde, de segurança...”, argumenta Santarelo. “O preconceito afasta ela de qualquer tipo de benefício, ela vive a margem”. <br />
<br />
Além da proposta de ensino profissional, o seminário discutiu previdência e educação. Santarelo explica que qualquer um pode ter acesso a previdência, desde que contribua. A proposta do seminário é que grupos do ANTRA, que são divididos por Estado, passem a conscientizar travestis e transexuais da possibilidade de contribuir. “A lei de previdência não discrimina, o profissional do sexo também pode contribuir como autônomo”, conclui Santarelo.<br />
<br />
Para a educação, a idéia principal é evitar a exclusão por conta do preconceito. Uma das principais bandeiras da ANTRA é que, nos serviços públicos, haja espaço para que o travesti se identifique com dois nomes (o de batismo, masculino; e o escolhido por ele, feminino) e que seja tratado pelo nome que preferir.]]></description> 
					<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 10:46:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lulukabrasil.tigblog.org/post/694233</guid>
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Unicef lança relatório Situação da Infância e da Adolescência Brasileira 2009</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/693251</link> 
                    <description><![CDATA[A publicação divulgada hoje em São Paulo pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) -- Situação da Infância e da Adolescência Brasileira 2009 – O Direito de Aprender: Potencializar Avanços e Reduzir Desigualdade -- faz uma análise inédita da situação do direito de aprender das crianças e adolescentes brasileiros a partir de informações relacionadas ao acesso, à permanência, à aprendizagem e à conclusão da educação básica. <br />
<br />
O documento mostra os avanços e as desigualdades nessa área e um diagnóstico do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) por estado. <br />
<br />
Em São Paulo, o lançamento contará com a participação de Mozart Neves Ramos, presidente-executivo do Movimento Todos Pela Educação, e Denise Carreira, coordenadora do programa de pesquisa e monitoramento de políticas educacionais da organização Ação Educativa. Também participarão da conversa com os jornalistas a escritora Cristiana Soares, militante da educação inclusiva, e dois alunos que trarão os depoimentos de quem frequenta a escola pública. <br />
<br />
Mais informações: Cinthia Sento Sé, cmatos@unicef.org, celular (11) 8474 9869 <br />
<br />
Fonte: Assessoria]]></description> 
					<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 13:44:00 EDT</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://lulukabrasil.tigblog.org/post/693251</guid>
					<georss:point>-15.7833333 -47.9166667</georss:point><geo:Point><geo:lat>-15.7833333</geo:lat><geo:long>-47.9166667</geo:long></geo:Point>
                </item> 
                <item> 
                    <title>Cotas para jovens nos concursos públicos</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/693249</link> 
                    <description><![CDATA[No Pará, uma Nova Proposta de Emenda Constitucional (PEC) apresentada na Assembléia Legislativa pretende promover os direitos e oportunidades à juventude, propondo a reserva de 30% das vagas ofertadas nos concursos públicos estaduais para o grupo social, sob a faixa etária de 18 a 29 anos, em todos os níveis. <br />
<br />
A proposta é polêmica e pauta o debate de como resolver a questão do desemprego, de inserção e precariedade do trabalho juvenil. A mão-de-obra dos jovens tem qualificação reduzida e menos experiência, é incluída no mercado de trabalho pressionada por contribuir com a renda familiar, mas acaba tendo que aceitar, por isso, qualquer tipo de trabalho, o que a deixa, geralmente, à margem dos direitos trabalhistas, da carteira assinada e da sindicalização. Ou seja: sem férias, licença-maternidade, hora-extra ou aposentadoria no futuro, por exemplo. Em 2009, o aumento na taxa de desemprego provocado pela crise afeta sobretudo a população mais jovem. <br />
<br />
Os jovens e o mundo do trabalho <br />
<br />
- Apenas 14% da população ocupada juvenil estão no mercado formal. <br />
<br />
- Os dados de 2006 da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE, demonstram que o desemprego entre jovens tem aumentado, ainda que aumente também o nível de escolaridade desses mesmos jovens. <br />
<br />
- Dos 14,7 milhões de empregos gerados entre 1986 e 2006 no País, os jovens entre 15 e 24 anos ocuparam apenas 7,8% do total, diz o deputado, com base em pesquisa inédita da Organização Internacional do Trabalho (OIT).Com o apoio do projeto de Promoção do Emprego de Jovens na América Latina (Prejal), o estudo traça, com base em microdados da PNAD de 2006, o perfil do jovem de 15 a 24 anos. <br />
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- Em março deste ano, a taxa de desemprego para a faixa etária de 16 a 24 anos subiu para 21,1%, a maior desde agosto de 2007. Em fevereiro, a taxa para esse grupo era de 18,9%.O desemprego atinge 46% do total de jovens entre 15 anos e 29 anos no contingente nacional de 51 milhões de jovens; e 50% dos ocupados entre 18 anos e 24 anos são assalariados sem carteira. 31% dos jovens de 15 a 29 anos apresentam renda domiciliar per capita inferior a meio salário mínimo, dado agravado para as mulheres e também para os negros - estes representam 70% dos jovens pobres. <br />
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Fonte: Blog Juventude em Pauta!]]></description> 
					<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 13:43:00 EDT</pubDate> 
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                <item> 
                    <title>Mulheres são mal representadas em pesquisas de câncer</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/691779</link> 
                    <description><![CDATA[IARA BIDERMAN<br />
colaboração para a Folha de S.Paulo <br />
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Na era em que o estudo do câncer se volta aos tratamentos dirigidos -baseados, entre outras coisas, nas particularidades de grupos populacionais-, as mulheres são sub-representadas nas pesquisas clínicas mais importantes das novas terapias para tipos de câncer não relacionados ao gênero. <br />
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Nas pesquisas sobre sete tipos de tumor (hematológico, gastrointestinal, do aparelho urinário, de pulmão, do sistema nervoso, de cabeça e pescoço e sarcomas), a participação de mulheres foi, em média, de 38,8%. Para os pesquisadores, essa proporção é menor do que a incidência de vários tipos de câncer em mulheres. <br />
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O trabalho, da Universidade de Michigan (EUA), será publicado na edição de 15 de julho do jornal "Cancer", da Sociedade Americana de Câncer. Os autores revisaram 661 pesquisas clínicas publicadas nos veículos científicos mais respeitados, como "New England Journal of Medicine", "Jama" e "Lancet", entre outros, envolvendo mais de um milhão de participantes. <br />
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"Sabemos que existem diferenças significativas entre homens e mulheres que podem ter grande influência nas respostas à doença e ao tratamento e, portanto, nas conclusões", disse Reshma Jagsi, líder do estudo, por e-mail, à Folha. <br />
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A preocupação em garantir a representação de todos os segmentos da população em pesquisas não é nova. Segundo Paulo Hoff, diretor clínico do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira, uma série de trabalhos mostra a baixa representação de minorias em pesquisas médicas. "Especificamente em relação ao sexo [dos participantes], ainda não havia sido demonstrado, de forma tão contundente, o quanto a mulher pode ser afetada", diz. <br />
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Incidência <br />
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A questão não é ter um número igual de homens e mulheres. "Se pensamos em tumor de estômago, a incidência é duas vezes maior em homens, o que justificaria a maior proporção deles nos estudos", diz Hoff. <br />
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No trabalho da Universidade de Michigan, o critério foi comparar a proporção de mulheres na pesquisa com a incidência do tipo de câncer na população feminina em geral. "As importantes diferenças encontradas para alguns tipos de câncer sugerem que é preciso melhorar a distribuição [dos participantes de cada sexo]", diz Reshma Jagsi. "Por exemplo, enquanto 44,8% dos pacientes diagnosticados com câncer de pulmão nos EUA em 2000 eram mulheres, a participação feminina foi de apenas 30,6% nos estudos revisados", diz. <br />
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O maior problema é que, quando um segmento da população está mal representado nas pesquisas, o entendimento dos efeitos do tratamento pode ser prejudicado. "Se há grupos sub-representados, os resultados ficam viciados, não refletem o que acontece com a população geral", diz Auro del Giglio, coordenador de oncologia do hospital Albert Einstein. <br />
<br />
Segundo Rafael Schmerling, do centro de oncologia do Hospital Sírio-Libanês, "do ponto de vista formal, não temos muitos dados para dizer se os tratamentos agem de forma diferente em homens e mulheres. O ideal seria desenhar o estudo para podermos identificar qual subgrupo se beneficia mais ou menos da terapia". ]]></description> 
					<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 13:10:00 EDT</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Tempo de estudo aumenta o salário, diz pesquisa</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/691777</link> 
                    <description><![CDATA[Segundo a pesquisa "Você e o Mercado de Trabalho", da FGV (Fundação Getúlio Vargas), a cada ano de estudo completado o salário dos brasileiros pode subir 15%. Além disso, as chances de arrumar emprego aumentam em 3,3% por ano de estudo finalizado. Os resultados da pesquisa evidenciam as relações entre educação e ascensão social. No entanto, para ampliar as possibilidades de ocupação e renda, é preciso investir além dos níveis fundamental e médio de ensino. <br />
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A importância do ensino superior, para a pró-reitora de graduação da UFPR (Universidade Federal do Paraná), Maria Amélia Sabbag Zainko, vai muito além do diploma. "A universidade, ainda que capacite tecnicamente os futuros profissionais brasileiros, os preparam para o desenvolvimento social do País por meio da melhor percepção dos problemas que o acercam", diz ela. De acordo com a professora, são essas as características que garantem profissões melhor remuneradas. "Quanto maior o nível de escolaridade maior serão os ganhos", resume ela. <br />
<br />
O estudo da FGV comprova isso. Ele indica que a taxa média de ocupação de uma pessoa que nunca estudou, por exemplo, é de 59%. Esse índice sobe para 90% quando se fala de brasileiros com 18 anos de estudo, o que inclui profissionais com mestrado e doutorado. A mesma teoria foi comprovada em relação à média salarial dos brasileiros. Apesar das jornadas de trabalho ser similares, as diferenças salariais podem chegar a R$ 4 mil. Enquanto quem nunca estudou recebe, em média R$ 392,14, aqueles que possuem título de mestre ou doutor ganham, em média, R$ 4.454,69. <br />
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O coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Néri, relata que os dados confirmam o chamado fenômeno de retornos crescentes. "Em geral, pessoas com baixa educação ficam presas à armadilha de que estudar pouco é suficiente. Isso é um equivoco", afirma o coordenador. Segundo ele, para alcançar altos retornos, é preciso percorrer toda a trajetória educacional. As maiores taxas de retorno da educação, segundo o coordenador, estão nas regiões com maior escassez de mão-de-obra qualificada. "No Nordeste, por exemplo, o índice de retorno é de 17% a cada ano de estudo. Já no Sul - região com o número maior de pessoas educadas - a média é de 12%", exemplifica. <br />
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Neri aponta a educação como principal porta de entrada para as classes de rendas mais altas. Mas, na opinião dele, a vantagem comparativa ainda está no ensino superior. "O acesso às universidades brasileiras é mais restrito do que em outros países da América Latina", afirma ele. Enquanto a taxa média de estudantes de 18 a 24 anos integrados ao sistema de educação superior na América Latina e no Caribe é de 24%, o Brasil mantém apenas 13,2% da população jovem na graduação. "Isso explica parte da desigualdade social no País", explica ele. <br />
<br />
A ascensão social, no entanto, não está vinculada exclusivamente à renda. De acordo com a coordenadora do programa de pós-graduação em Sociologia da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), Maria da Glória Bonelli, a mobilidade social também está relacionada ao grau de escolaridade e a ocupação do cidadão. "Dinheiro representa apenas condição de conforto, o prestígio na sociedade também pressupõe reconhecimento", explica a socióloga. <br />
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Fatores históricos <br />
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Ainda que o ensino superior seja significativo, o coordenador da FGV acredita que o retorno da educação representa duas corridas paralelas. De um lado, o número maior de brasileiros com acesso às escolas, com conseqüente aumento na oferta de profissionais qualificados. Do outro, maior demanda de mão-de-obra especializada por parte de empresas. "Nos anos 60, a corrida entre oferta e demanda de educação foi vencida pela demanda. O que justifica o fortíssimo aumento da desigualdade social no País. Já nos últimos sete anos, o sinal foi oposto: a oferta educacional tem vencido a demanda", explica Neri. <br />
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A história brasileira, de acordo com a coordenadora do programa de pós-graduação em Sociologia da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), Maria da Glória Bonelli, também contribuiu para que a educação se tornasse potencial de acumulo de dinheiro, prestígio e posição. "A mobilidade na pirâmide social sofreu grandes transformações no decorrer dos anos, mas o fator que impulsionou essas transições sempre foi o Ensino Superior", afirma ela. "Na década de 70, por exemplo, a mobilidade social foi representada pelo fenômeno inter-geracional (de pai para filho). Com a urbanização do País, a corrida por profissionais qualificados foi grande. No entanto, apenas os filhos daqueles que já pertenciam aos grupos do topo da pirâmide tinham condições de freqüentar os bancos acadêmicos", conta a socióloga. <br />
<br />
Com a expansão do setor no Brasil, no entanto, a mobilidade social mudou. "Como a industrialização não seguiu o ritmo da década de 70, a transição passou a ser circular", afirma Maria da Glória. Ou seja, para conseguir uma vaga no mercado de trabalho é preciso que alguém se aposente ou seja demitido. Segundo ela, a mudança também tem refletido no papel do ensino superior. A graduação, na opinião dela, é um requisito para que o brasileiro mantenha sua posição em relação ao topo da pirâmide social, sem se afastar ainda mais do ápice. <br />
<br />
O acesso ao ensino superior, de acordo com Maria Amélia, também foi impulsionado pelas políticas governamentais de distribuição de renda e de atendimento. "Ações como Bolsa Família, por exemplo, ajudam a nivelar as oportunidades e diminuir desigualdades sociais. Elas propiciaram maior mobilidade entre classes B e C", aponta a pró-reitora da UFPR. Neri concorda. "Mesmo que ainda não seja suficiente, há programas que incentivam a inclusão de jovens de baixa renda na graduação, como o ProUni (Programa Universidade para Todos)", cita o coordenador da FGV. <br />
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A iniciativa já contribuiu inclusive para a ascensão social de muitos brasileiros, segundo aponta estudo encomendado pelo MEC (Ministério da Educação). A pesquisa indica que, para 80% dos profissionais formados com bolsas integrais do ProUni, o mercado de trabalho se abriu. "O nível de empregabilidade desses bolsistas aumentou 24%. A expansão foi ainda maior nas regiões Norte e Centro-Oeste, que registraram índice de crescimento de 33%", conta a diretora de Políticas e Programas de Graduação do MEC, Paula Branco de Mello, que aponta que 61% dos profissionais empregados atuam na área de formação. A pesquisa também comprovou que 68% dos beneficiados apresentaram aumento da renda familiar. Na região Nordeste, o índice foi de 70% e no Sul, 69%. <br />
<br />
Por outro lado, a democratização do acesso, segundo Maria da Glória, diminui os privilégios proporcionados pelo ensino superior. "Quanto mais profissionais, maior a necessidade de partilhar o bolo de empregos e clientes", relata a socióloga. No entanto, a concorrência deveria estimular investimentos maiores na educação. "Para ganhar destaque, não se pode ficar restrito ao ensino superior", aconselha a professora da UFSCar. Os profissionais em busca de ascensão social, segundo Maria da Glória, precisam dominar idiomas estrangeiros, conhecer tecnologias da informação e até investir em pós-graduações. <br />
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Novas mudanças <br />
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Apesar de reconhecer o valor de ações afirmativas, como o ProUni, Maria Amélia acredita que elas possam causar dependência e emperrar o desenvolvimento dos beneficiados. "Bolsa não é trabalho, mas é um dos meios de acabar com a desigualdade no Brasil. Mas é preciso preparar as pessoas para que possam usufruir do seu trabalho", alerta ela. <br />
<br />
A possível dependência dos benefícios, de acordo com Paula, foi desmistificada com a experiência dos próprios bolsistas. De acordo com os números do MEC, dos profissionais formados por intermédio do ProUni, 97% se mostraram motivados a seguir os estudos e embarcar na especialização, mestrado ou doutorado. "Além disso, o programa também serviu como instrumento motivador para a própria família", destaca a diretora do MEC, que aponta que oito de cada dez entrevistados dizem que a formação deles motiva e incentiva familiares a começar ou prosseguir nos estudos. <br />
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O grande desafio, para o coordenador da FGV, é conciliar a expansão do acesso à Educação Superior com a qualidade do ensino. "O consenso de que educação é o caminho para a transformação do Brasil já pode ser considerado um grande avanço em direção a esse objetivo", acredita ele. Segundo o coordenador, o PDE (Plano de Desenvolvimento Educacional) é um exemplo de que realmente há uma mudança de atitude na política social brasileira. "Se atingirmos as metas estabelecidas para 2021 já seremos um País muito melhor", garante. <br />
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Além disso, Neri aposta na construção de um bom sistema de crédito educativo. "Se o ensino gera diferencial, significa que as pessoas têm condições de obter financiamento e, depois de formada, pagar esse empréstimo para que outros usufruam do mesmo benefício", afirma. Para ele, o Fies (Programa de Financiamento Estudantil) não é suficiente. "É preciso pensar em soluções mais gerais, principalmente em relação à taxa de pagamento médio. Enquanto o Brasil se aproxima de zero, o Chile mantém índices próximos a 100%", compara o coordenador. "A economia do futuro será comandada pelos jovens de hoje. Portanto, temos que olhar para eles como parte da solução", afirma ele. <br />
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Fonte: Universia]]></description> 
					<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 13:05:00 EDT</pubDate> 
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                <item> 
                    <title>Grupo de jovens do Rio de Janeiro usa o teatro contra a discriminação</title> 
                    <link>http://lulukabrasil.tigblog.org/post/691775</link> 
                    <description><![CDATA[Um projeto coordenado pela organização não governamental Escola de Gente e criado por alunos de Artes Cênicas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) está levando a todo o país reflexões sobre a necessidade de inclusão social nos ambientes de trabalho e escola. Com esse objetivo, o grupo teatral Os Inclusos e os Sisos da Unirio faz em turnê nacional com a peça Ninguém mais vai ser bonzinho, que tem supervisão do dramaturgo Bosco Brasil. <br />
<br />
O grupo leva reflexão para todos os espaços por onde passa e mobiliza as pessoas, no sentido de transformarem a cultura em um meio mais acessível para todos, relatou Danielle Basto, a representante da Escola de Gente na Rede Latino-americana de Arte para a Transformação Social (Avina). “Mostramos para o público que existem formas de garantir a participação de todas as pessoas em um espetáculo teatral. Esse é um tipo de influência direta.” <br />
<br />
A ONG garante o acesso para que mesmo as pessoas portadoras de deficiências também assistam ao espetáculo teatral. As apresentações contam com versões impressa, em braille (linguagem para deficientes visuais) e em meio digital, além de tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), legenda eletrônica e audiodescrição. A entrada é franca em todos os espetáculos. <br />
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Programação <br />
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Depois de Recife e Salvador, o grupo se prepara para participar, nos próximos dias 10 e 11, do Festival Internacional de Teatro de Londrina (PR). Em seguida, vai para o Rio de Janeiro, onde fará apresentações no Teatro Mário Lago, na Vila Kennedy; no Sesc de Niterói, no Instituto Benjamin Constant e na Escola de Samba Acadêmicos da Rocinha, a partir do dia 17. <br />
<br />
A peça é inspirada no livro Ninguém mais vai ser bonzinho na sociedade inclusiva, da jornalista e fundadora da ONG Escola de Gente - Comunicação em Inclusão, Claudia Werneck, que é também autora de outras 11 obras sobre inclusão, para crianças e adultos. <br />
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Para 2010, a Escola de Gente planeja um espetáculo voltado ao público infantil, além de capacitar jovens. Danielle Basto explicou que serão aceitos estudantes de artes cênicas de cursos livres e outras universidades, além da Unirio. “Formam os jovens no conceito de inclusão, contra qualquer tipo de discriminação ou preconceito, mas a partir de uma base teórica que eles já tenham.” <br />
<br />
Fonte: Agência Brasil]]></description> 
					<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 13:04:00 EDT</pubDate> 
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