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                    <title>TIGblogs - Mateus Fernandes's TIGBlog</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/</link> 
                    <description>What's on the minds of young leaders from around the globe?</description> 
                    <language>en-us</language> 
             
                <item> 
                    <title>Blog moved</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/7534717</link> 
                    <description><![CDATA[<p><br />
	Check out here: http://cest-lavie.posterous.com/</p><br />
]]></description> 
					<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 15:50:00 -0400</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Tristecídio</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/7346955</link> 
                    <description><![CDATA[<p><br />
	Cometa um tristeciacute;dio comigo:<br /><br />
	<br /><br />
	mate minhas tristezas e,<br /><br />
	matando-me um pouco a cada vez,<br /><br />
	levando embora esse pedaccedil;o meu,<br /><br />
	me faccedil;a renascer com altivez,<br /><br />
	melhor, mais feliz,<br /><br />
	mais forte, mais eu;<br /><br />
	mais consciente de mim mesmo,<br /><br />
	transbordando insensatez;<br /><br />
	e, por isso, mais pleno, corajoso,<br /><br />
	e tambeacute;m suave, gentil e amoroso.<br /><br />
	E, distribuindo a esmo graccedil;a e alegria,<br /><br />
	falemos de encantamento, e de rebeldia<br /><br />
	com medidas iguais de justiccedil;a e poesia<br /><br />
	com palavras de <a href="http://pt.scribd.com/arialcardeal/d/49611908-CAOS-%E2%80%93-TERRORISMO-POETICO-OUTROS-CRIMES-EXEMPLARES-Hakim-Bey">indolecirc;ncia e de beleza espiritual</a><br /><br />
	para que o tristeciacute;dio que me cometa<br /><br />
	natilde;o acabe como mero carnaval.<br /><br />
	<br /><br />
	Cometa um tristeciacute;dio em si:<br /><br />
	<br /><br />
	mate a tristeza, e natilde;o a saudade.<br /><br />
	Soacute; o tristeciacute;dio pode acabar<br /><br />
	com a falta que a saudade trata de lhe recordar,<br /><br />
	com as distacirc;ncias que ela insiste em alargar,<br /><br />
	com as imagens que ela se potilde;e a anuviar.<br /><br />
	Natilde;o se deixe ser mais triste<br /><br />
	que o passar de horas no reloacute;gio<br /><br />
	na espera pelo nosso reencontro.<br /><br />
	Natilde;o permita que a tristeza<br /><br />
	lhe faccedil;a deixar de ver o Sol e a Lua<br /><br />
	e a beleza das pessoas na rua,<br /><br />
	e de tocar seus tantos afazeres<br /><br />
	e de cuidar do corpo e dos prazeres.<br /><br />
	Na tristeza ainda insistimos em fazer amor<br /><br />
	ao inveacute;s de deixar que ele nos faccedil;a:<br /><br />
	era assim que lembravam, de pirraccedil;a,<br /><br />
	as palavras esquecidas de <a href="http://es.wikiquote.org/wiki/Julio_Cort%C3%A1zar">Julio Cortaacute;zar</a><br /><br />
	<br /><br />
	Cometamos um tristeciacute;dio por noacute;s:<br /><br />
	<br /><br />
	Porque a tristeza, filha da grande morte,<br /><br />
	odeia seu primo distante, o amor e sua velha sorte.<br /><br />
	quot;<em>Pequentilde;a muerte, la llaman;<br /><br />
	pero grande, muy grande ha de ser,<br /><br />
	si mataacute;ndonos nos nace</em>quot;.<br /><br />
	Isso tudo me ensinou <a href="http://eduardogaleano.org/2012/02/27/tristecidio/">Eduardo Galeano</a>,<br /><br />
	mas eacute; vocecirc; quem me mostra, ano apoacute;s ano.</p><br />
<p style="text-align: right;"><br />
	<span style="font-size:9px;">By MBF - 01/03/12</span></p><br />
<p><br />
	Creacute;dito da imagem: <a href="http://www.fotolog.com/orlandopedroso/">Orlando Pedroso</a></p><br />
]]></description> 
					<pubDate>Thu, 01 Mar 2012 11:23:00 -0500</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Série "Fragmentos" - 19</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/5041441</link> 
                    <description><![CDATA[<p><br />
	<em>Fragmentos de um diaacute;logo que natilde;o ocorreu, que foi transformado em versos, e que surge, novamente, como um diaacute;logo - de mim comigo mesmo.</em></p><br />
<p><br />
	(...)</p><br />
<p><br />
	Nem sempre o que a gente diz diz tanta coisa quanto talvez gostariacute;amos de dizer.<br /><br />
	Vaacute;rias dessas coisas, agrave;s vezes, tecirc;m a ver soacute; comigo. Ou soacute; com vocecirc;.<br /><br />
	Algumas delas parecem ser coisas que faccedil;o quot;pelo outroquot;, mas que estatilde;o soacute; quot;dentro de mimquot;.<br /><br />
	Isto eacute;, pode ser que seja mais em quot;benefiacute;cio proacute;prioquot; que se faccedil;a certas coisas assim.<br /><br />
	<br /><br />
	Mas, se eu pudesse, convidaria vocecirc; a olhar mais de perto as palavras que vocecirc; tem a dizer.<br /><br />
	Olhando outra vez, o que eacute; que vocecirc; faz quot;com o outroquot; e o que eacute; que vocecirc; faz quot;por vocecirc;quot;?<br /><br />
	Para mim, aproximaccedil;atilde;o tem a ver com o que se faz quot;com o outroquot;. E pra vocecirc;, o que afinal eacute; o quecirc;?<br /><br />
	<br /><br />
	Seria bom se pudeacute;ssemos fazer o esforccedil;o de saber como podemos comunicar, para o outro, quot;quero me aproximarquot;.<br /><br />
	Com isso, me assumo responsaacute;vel por meus sentimentos, e deixo claras as necessidades que preciso compartilhar.<br /><br />
	Seria lindo compreendermos que quot;quero me aproximarquot; pode ser bem diferente de quot;quero que vocecirc; se aproximequot;.<br /><br />
	E se eu natilde;o puder ou souber diferenciar, que mal teria em me dizer: quero que vocecirc; me ensine?<br /><br />
	<br /><br />
	E, depois, poderiacute;amos estabelecer um acordo sobre o que significam essas ideias pra cada um noacute;s.<br /><br />
	Natilde;o seria muito bom poder efetivamente fazer coisas pra demonstrar quot;quero me aproximarquot; ou quot;quero ficar a soacute;squot;?<br /><br />
	Ao contraacute;rio, vejo que simplesmente esperamos que a mensagem quot;quero que vocecirc; se aproximequot; tenha o mesmo efeito e desfaccedil;a todos os noacute;s.<br /><br />
	<br /><br />
	E seria muito produtivo poder comunicar isso numa quot;liacute;nguaquot; que tambeacute;m seja a liacute;ngua do outro sujeito.<br /><br />
	Afinal, de quecirc; adianta falar num portuguecirc;s claro e perfeito, se o outro realmente natilde;o me compreende direito?<br /><br />
	<br /><br />
	Mas isso jaacute; eacute; muito, eu sei...<br /><br />
	Embora seja o desejo de todos<br /><br />
	do plebeu ao poeta, passando pelo rei...</p><br />
<p><br />
	(...)</p><br />
<p style="text-align: right;"><br />
	<span style="font-size:10px;">by MBF - 21/10/11</span><br /><br />
	<span style="font-size: 9px;">Creacute;dito da foto: <a href="http://www.fotolog.com.br/orlandopedroso/">Orlando Pedroso</a></span></p><br />
]]></description> 
					<pubDate>Fri, 21 Oct 2011 17:07:00 -0400</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Meu bem, meu mal</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/4927495</link> 
                    <description><![CDATA[<p><br />
	quot;<em>Natilde;o me leve a mal; Me leve apenas para andar por aiacute;</em>quot;. <span style="font-size:9px;"><a href="http://letras.terra.com.br/chico-buarque/129829/">Leve</a> - Chico Buarque</span></p><br />
<p><br />
	Me potilde;e no colo, e diz que estaacute; tudo bem<br /><br />
	Diz que se eu natilde;o for, vocecirc; vem...<br /><br />
	Diz que eacute; bobeira, que eacute; pr#39;eu passar bem<br /><br />
	Diz que podemos ir, juntos, muito mais aleacute;m<br /><br />
	<br /><br />
	Diz pra mim qu#39;inda eacute; o meu bem<br /><br />
	Diz que o que natilde;o tenho, vocecirc; tem<br /><br />
	Diz que vocecirc; me quer, me quer muito bem<br /><br />
	Me faz cafuneacute; no meio do trem<br /><br />
	<br /><br />
	Faz aquilo que soacute; vocecirc; faz bem<br /><br />
	Faz devagar; sem vai e vem<br /><br />
	Natilde;o me deixa, me enfeiticcedil;a, e #39;taacute; tudo bem<br /><br />
	Entra, aticcedil;a, me faz teu refeacute;m<br /><br />
	<br /><br />
	Aquilo que eu quero, quem eacute; que tem?<br /><br />
	Se o que eu espero natilde;o vale nem bem um vinteacute;m?<br /><br />
	Se vocecirc; me quer, eu te quero tambeacute;m<br /><br />
	Mas soacute; se vocecirc; me disser que ainda eacute; o meu bem<br /><br />
	<br /><br />
	Se vocecirc; me deixar, eu vou ficar bem<br /><br />
	O problema eacute; outro; eacute; o que vocecirc; tem<br /><br />
	Essa coisa aiacute; dentro, que eacute; de mais ningueacute;m<br /><br />
	O que eu te dei e guardei, #39;inda taacute; aiacute; tambeacute;m?<br /><br />
	<br /><br />
	Fala pra mim do mal contra o bem<br /><br />
	Fala pra mim que a gente ganha tambeacute;m<br /><br />
	Fala pra mim do quot;masquot; e o quot;poreacute;mquot;<br /><br />
	Mas natilde;o me diga quot;poreacute;mquot; quando eu disser: - vem!<br /><br />
	<br /><br />
	Se jaacute; tiver ido, e natilde;o me sobrar outro algueacute;m<br /><br />
	O que vou fazer? Procurar a quem?<br /><br />
	Procurar, procurar, e natilde;o passar bem?<br /><br />
	Ou lembrar de ti, a cada noite que vem?<br /><br />
	<br /><br />
	E quando enfim te reencontre: ameacute;m!<br /><br />
	Mas jaacute; estaacute;s com outro cara, um zeacute;-ningueacute;m<br /><br />
	Que seraacute; que ele faz? Te faz assim tatilde;o bem?<br /><br />
	Ou seraacute; qu#39;em mim que vocecirc; pensa, sem quot;masquot; nem quot;poreacute;mquot;?</p><br />
<p style="text-align: right;"><br />
	<span style="font-size:9px;">by MBF - 03/09/11</span></p><br />
<p style="text-align: right;"><br />
	<span style="font-size: 9px;">Creacute;dito da foto: <a href="http://www.fotolog.com/orlandopedroso">Orlando Pedroso</a></span></p><br />
]]></description> 
					<pubDate>Sat, 03 Sep 2011 00:23:00 -0400</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://MateusFernandes.tigblog.org/post/4927495</guid>
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Elle veut a téte</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/4925321</link> 
                    <description><![CDATA[<p><br />
	(ou <em>Por uma eacute;tica negativa dos sentidos do humano</em>)<br /><br />
	<br /><br />
	A imagem de um olhar<br /><br />
	Sempre me remete ao outro<br /><br />
	(natilde;o posso olhar meu proacute;prio olhar)</p><br />
<p><br />
	Quando me olho, jaacute; sou um outro<br /><br />
	Mas para olhar o olhar<br /><br />
	Haacute; que existir um outro, completo outro<br /><br />
	que me permita olhar o olhar-real (do) humano<br /><br />
	natilde;o o olhar-imagem (do) objetificado<br /><br />
	<br /><br />
	Quando olho o olhar<br /><br />
	Natilde;o posso negar-lhe existecirc;ncia<br /><br />
	Natilde;o posso negar-lhe a beleza desmedida<br /><br />
	que o olhar partilha com tudo o que existe<br /><br />
	de ser sem propoacute;sito nem fim, que natilde;o seja o de ser olhado<br /><br />
	(quando olho o olhar, me vejo a ti)<br /><br />
	<br /><br />
	Quando olho o que vocecirc; ouve e vejo sua expressatilde;o<br /><br />
	natilde;o posso negar-lhe a potecirc;ncia de me escutar<br /><br />
	Ainda que nem sempre o ouvido esteja aberto</p><br />
<p><br />
	Mas quando olho o olhar<br /><br />
	o olho estaacute; sempre laacute;<br /><br />
	mesmo fechado, haacute; o olhar<br /><br />
	ainda que ele soacute; enxergue dentro de si<br /><br />
	<br /><br />
	Quando olho o que vocecirc; prova e vejo seu gosto<br /><br />
	natilde;o posso negar-lhe a sabedoria de escolher<br /><br />
	Ainda que nem sempre nosso paladar esteja de acordo<br /><br />
	<br /><br />
	Mas quando olho o olhar<br /><br />
	o sentido estaacute; sempre laacute;<br /><br />
	mesmo olhando em outra direccedil;atilde;o, haacute; o olhar<br /><br />
	ainda que ele esteja na minha contra-matilde;o<br /><br />
	Mesmo dissimulado, haacute; uma intenccedil;atilde;o<br /><br />
	Mesmo enviesado, haacute; um foco de atenccedil;atilde;o<br /><br />
	<br /><br />
	Ainda que ele natilde;o veja o que vejo<br /><br />
	Ainda que natilde;o possa compreendecirc;-lo<br /><br />
	Ainda assim poderei oferecer-lhe o perdatilde;o<br /><br />
	<br /><br />
	Quando olho o que vocecirc; fareja e vejo seus suspiros<br /><br />
	natilde;o posso negar-lhe a certeza de me perceber<br /><br />
	Ainda que nem sempre nos lembremos do cheiro do outro, do cheiro (do) humano<br /><br />
	<br /><br />
	Entatilde;o, quando olho o olhar<br /><br />
	Sei que soacute; ele pode discernir como o olfato<br /><br />
	Sei que soacute; ele pode escolher como o paladar<br /><br />
	Sei que soacute; ele pode se dispor como a audiccedil;atilde;o<br /><br />
	Sei que soacute; ele pode ser sensiacute;vel como o tato<br /><br />
	<br /><br />
	Eacute; por isso que, agrave;s vezes,<br /><br />
	Para desejar, basta olhar<br /><br />
	Embora quase nunca<br /><br />
	para o olhar baste o desejo<br /><br />
	Nem tampouco<br /><br />
	baste olhar para desejar:<br /><br />
	A imagem de um olhar sempre me remete ao outro<br /><br />
	E o outro eacute; sempre imprevisiacute;vel<br /><br />
	e raramente intocaacute;vel<br /><br />
	(o que eacute;, no entanto, sempre possiacute;vel).</p><br />
<p style="text-align: right;"><br />
	<span style="font-size:9px;">by MBF - 17/08/11<br /><br />
	<br /><br />
	Creacute;dito da foto: <a href="http://www.fotolog.com/orlandopedroso/">Orlando Pedroso</a></span></p><br />
]]></description> 
					<pubDate>Wed, 17 Aug 2011 12:56:00 -0400</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Melancolia</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/4922871</link> 
                    <description><![CDATA[<p><br />
	<a href="http://twitter.com/#!/twittmateus/status/95892128319803392">Melancolia </a>eacute; tambeacute;m aquela tristeza que me acomete ao me lembrar daquilo que jaacute; passou; nem tanto porque haja passado, mas principalmente pelo fato triste de ter ocorrido.</p><br />
<p><br />
	Com aquilo que ocorreu nao se pode fazer muito, a nao ser esquecer de vez, como se nunca houvesse sido possiacute;vel, ou entao lembrar-se com alguma frequencia - como se nunca houvesse deixado de ser inevitaacute;vel - para que, a cada vez, a lembranccedil;a se erga de um modo distinto, ainda que sempre de feiccedil;oes tristes; para que aquela memoacute;ria se mostre por acirc;ngulos novos, para que me permita ver outras coisas, para que me ensine, como um castigo importante, novas liccedil;oes (ou mesmo velhas liccedil;oes esquecidas), para que, finalmente, toda aquela tristeza se faccedil;a compreensiacute;vel.</p><br />
<p><br />
	Esta compreensao, diante da melancolia, eacute; mais relevante que a possiacute;velnbsp;utilidade e menos exigente que o desejaacute;vel esquecimento.</p><br />
<p style="text-align: right"><br />
	<span style="font-size: 9px">by MBF - 26.07.11 - entre BSB e COR</span></p><br />
<p style="text-align: right"><br />
	<span style="font-size: 9px">Creacute;dito da foto: <a href="http://www.fotolog.com/orlandopedroso">Orlando Pedroso</a></span></p><br />
<p style="text-align: right"><br />
	nbsp;</p><br />
]]></description> 
					<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 01:43:00 -0400</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://MateusFernandes.tigblog.org/post/4922871</guid>
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Série "Fragmentos" - 17</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/4434019</link> 
                    <description><![CDATA[<p><br />
	<strong>Sobre a despedida</strong></p><br />
<p><br />
	(...)</p><br />
<p><br />
	Uma despedida sempre causa transtorno. Natilde;o somente pelo sentimento que gera, mas pela alteraccedil;atilde;o que provoca.<br /><br />
	Uma despedida eacute; sempre difiacute;cil porque eacute; originalmente um contra-fluxo no ritmo natural das coisas, eacute; um contra-senso, eacute; uma insubordinaccedil;atilde;o agrave; continuidade dos desejos.<br /><br />
	Uma despedida, como a palavra indica, acontece quando se desfaz o pedido, quando se deixa de pedir o que se havia pedido. Aquela coisa pedida, portanto, torna-se supeacute;rflua, desnecessaacute;ria, indesejada - como, aliaacute;s, antes o foi.<br /><br />
	Uma despedida, no entanto, nos faz observar o pedido novamente. Eacute; como o perdatilde;o, que para acontecer precisa da lembranccedil;a. A despedida, para se concretizar, precisa rememorar o pedido, precisa retomar o desejo, precisa da certeza de que natilde;o mais se quer o que se queria antes.<br /><br />
	O problema eacute; que, muitas vezes, o pedido original se transmuta justamente nas razotilde;es para natilde;o mais se pedir. E aiacute; a despedida eacute; somente um descarte, soacute; mais uma mudanccedil;a, nada mais que um abandono.<br /><br />
	<br /><br />
	Mais complicado, no entanto, eacute; o caso reflexivo: despedir-se.<br /><br />
	Despedir-se envolve o sujeito do pedido, e natilde;o somente a coisa pedida. Para despedir-se eacute; necessaacute;rio deixar de pedir a si mesmo. Despedir-se eacute; perder-se, e ter de se acostumar com um outro quot;euquot;.<br /><br />
	Despedir-se eacute; traumaacute;tico, portanto, porque eacute; a negaccedil;atilde;o de quem pede, eacute; a diminuiccedil;atilde;o e o constrangimento do que jaacute; se quis. Eacute;, no fim das contas, sempre uma acomodaccedil;atilde;o agrave; invariaacute;vel mudanccedil;a e ao constante apequenamento do tempo.<br /><br />
	Afinal, o tempo natilde;o passa. O tempo diminui.<br /><br />
	E diminui, geralmente, na mesma proporccedil;atilde;o em que as despedidas aumentam. Isso, eacute; claro, se tudo correr bem.</p><br />
<p><br />
	(...)</p><br />
<p><br />
	<span style="font-size: 9px;">Creacute;dito da foto: <a href="http://www.fotolog.com.br/orlandopedroso/10170725">Orlando Pedroso</a></span></p><br />
]]></description> 
					<pubDate>Sat, 05 Mar 2011 15:05:00 -0500</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Série "Fragmentos" - 16</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/4418223</link> 
                    <description><![CDATA[<p><br />
	<strong>Sobre convites, clareza e progresso</strong></p><br />
<p><br />
	(...)</p><br />
<p><br />
	No iniacute;cio era tudo tatilde;o simples e faacute;cil: saiacute;amos pra jantar quando desse fome, danccedil;aacute;vamos quando tiacute;nhamos vontade...E natilde;o precisava deixar de ser assim: uma vontade, um convite, um aceite, dois movimentos.<br /><br />
	Mas, se mesmo quando a vontade persiste, a cota de convites depende de retornos positivos que natilde;o chegam, os movimentos comeccedil;am a rarear.<br /><br />
	Encontros natilde;o se medem em nuacute;meros, mas a partir da disposiccedil;atilde;o do espiacute;rito. E o espiacute;rito soacute; se anima, numa relaccedil;atilde;o, a partir da animaccedil;atilde;o do outro.<br /><br />
	Mas talvez 3 seja um bom nuacute;mero. Satilde;o 3 tentativas, satilde;o 3 momentos, satilde;o 3 desejos diferentes. E quantos movimentos?</p><br />
<p><br />
	(...)</p><br />
<p><br />
	Natilde;o gosto de sincericiacute;dios.<br /><br />
	E natilde;o gosto de clareza ofuscante. Prefiro, de iniacute;cio, tatear o chatilde;o. Como dizia o poeta: quot;Em terra alheia haacute; que se pisar no chatilde;o devagarquot;.<br /><br />
	Andar na corda bamba pode ser mais faacute;cil com os olhos vendados, pra natilde;o enxergarmos o precipiacute;cio, o suiciacute;dio que eacute; iminente.<br /><br />
	E natilde;o tenho problemas em natilde;o enxergar certas coisas. Gosto da aventura de ser vendado.<br /><br />
	A clareza eacute; coisa boa para a poliacute;tica, para o espaccedil;o puacute;blico. A vida privada deve - como o nome diz - ser privada de algumas luzes que ofuscam e que atrapalham. Vc quer saber muito, mas quer dar muito pouco.<br /><br />
	A proporccedil;atilde;o entre clareza e entrega deve ser preservada, para a balanccedil;a da seduccedil;atilde;o natilde;o tombar e derrubar os pratos. Natilde;o estou pedindo equiliacute;brio - jamais! - mas proporccedil;atilde;o e justa-medida.<br /><br />
	E toda decisatilde;o unilateral muda a proporccedil;atilde;o do nosso contato. Abre uma brecha para minha curiosidade, desvia meu interesse, ofusca meu desejo.<br /><br />
	Quero, aos poucos alargar meus interesses e desejos, e natilde;o trocaacute;-los por outros. Natilde;o acredito no quot;progressoquot; das relaccedil;otilde;es, mas no alargamento dos contatos.</p><br />
<p><br />
	(...)</p><br />
<p><br />
	<span style="font-size: 9px;">Creacute;dito da foto: <a href="http://www.fotolog.com.br/orlandopedroso">Orlando Pedroso</a></span></p><br />
]]></description> 
					<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 15:35:00 -0500</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://MateusFernandes.tigblog.org/post/4418223</guid>
					<georss:point>-15.7833333 -47.9166667</georss:point><geo:Point><geo:lat>-15.7833333</geo:lat><geo:long>-47.9166667</geo:long></geo:Point>
                </item> 
                <item> 
                    <title>Uma vontade</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/3549829</link> 
                    <description><![CDATA[<p><br />
	Com que vontade eu fiquei ontem<br /><br />
	de invadir-lhe a boca<br /><br />
	de apertar-lhe o peito<br /><br />
	de atravessar-lhe as pernas<br /><br />
	<br /><br />
	de abraccedil;ar-lhe perto<br /><br />
	de chupar-lhe quente<br /><br />
	de encostar-lhe fundo<br /><br />
	<br /><br />
	de sentir-lhe aqui<br /><br />
	de ver-lhe dentro<br /><br />
	de ter-lhe toda<br /><br />
	<br /><br />
	Uma vontade de<br /><br />
	mastigar-lhe o espiacute;rito<br /><br />
	acariciar-lhe o juiacute;zo<br /><br />
	e devolver-lhe a firmeza<br /><br />
	<br /><br />
	Uma vontade de<br /><br />
	chegar por baixo<br /><br />
	alcanccedil;ando por traacute;s<br /><br />
	<br /><br />
	Uma vontade que<br /><br />
	sopra brasa, que<br /><br />
	apaga luzes, que<br /><br />
	vira do avesso<br /><br />
	e nasce de novo<br /><br />
	e cresce mesquinha<br /><br />
	de soacute; querer uma coisa<br /><br />
	<br /><br />
	Essa vontade que<br /><br />
	eu tirei da cabeccedil;a<br /><br />
	expulsei do peito<br /><br />
	meti na caneta<br /><br />
	joguei no papel<br /><br />
	e perdi.<br /><br />
	<br /><br />
	<span style="font-size: 9px;">by MBF - 15/12/10</span></p><br />
<p><br />
	<span style="font-size: 9px;">Creacute;dito da foto: <a href="http://www.fotolog.com.br/orlandopedroso" target="_blank">Orlando Pedroso</a></span></p><br />
<p><br />
	nbsp;</p><br />
]]></description> 
					<pubDate>Wed, 15 Dec 2010 13:50:00 -0500</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://MateusFernandes.tigblog.org/post/3549829</guid>
					<georss:point>-15.7833333 -47.9166667</georss:point><geo:Point><geo:lat>-15.7833333</geo:lat><geo:long>-47.9166667</geo:long></geo:Point>
                </item> 
                <item> 
                    <title>Koans de geladeira</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/1940015</link> 
                    <description><![CDATA[=================<br />
Parte 1 - 20/05/10<br />
=================<br />
<br />
Bom,<br />
obrigado<br />
Adoro ânimo<br />
geladeira larga, cama gostosa também<br />
Eu preciso mesmo<br />
Vamos logo<br />
Odeio porteiro morto<br />
Lembra<br />
Tchau louça urgente<br />
-------//--------<br />
<br />
Saudade acorda junto<br />
------//--------<br />
<br />
Dormi grande<br />
Espero criança limpa<br />
------//--------<br />
<br />
Pressa importante<br />
nunca relaxa<br />
------//--------<br />
<br />
Vizinho especial acontece<br />
Estresse<br />
------//-------<br />
<br />
Vamos banho,<br />
chove<br />
------//-------<br />
<br />
Irmão comemora demora<br />
-------//------<br />
<br />
Pensa, cuida, trabalha<br />
Conserta, congela, desliga<br />
Deixa<br />
===============<br />
Parte 2 - 21/05/10<br />
===============<br />
<br />
Força especial brilha feliz<br />
--------//----------<br />
<br />
Carinho: sonho especial<br />
--------//---------<br />
<br />
Sentir o tempo presente:<br />
abraço o beijo,<br />
sinto a alegria,<br />
trabalho o riso.<br />
--------//--------<br />
<br />
<small>Para saber o que é um Koan (não, não é o nome da moça da foto...), veja <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Koan">aqui</a> ou <a href="http://www.chalegre.com.br/zendo/texts/index.php?id=36">aqui</a>.<br />
Estes koans foram feitos a partir de "palavras recortadas como ímãs de geladeira" de duas geladeiras diferentes, em cidades diferentes. Me pareceu um bom exercício tentar juntar palavras desconexas para tentar formar um sentido-sem-sentido...<br />
</small>]]></description> 
					<pubDate>Mon, 24 May 2010 16:48:00 -0400</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://MateusFernandes.tigblog.org/post/1940015</guid>
					<georss:point>-15.7833333 -47.9166667</georss:point><geo:Point><geo:lat>-15.7833333</geo:lat><geo:long>-47.9166667</geo:long></geo:Point>
                </item> 
                <item> 
                    <title>Série "Fragmentos" - 14</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/668927</link> 
                    <description><![CDATA[(...)<br />
<br />
Vendo um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=uy0HNWto0UY" target="blank">videozinho</a> bobo na internet, surgiu uma ebulição de palavras...resolvi pôr logo pra fora, antes que causasse mal...<br />
<br />
"Mas no que mais fiquei pensando foi no poder - não da comunicação - mas daquilo que não pode ser comunicado e que, ainda assim, é sentido. Talvez pudéssemos dizer "paixão", ou quem sabe mesmo "conquista". É impressionante notar o poder dessa afecção nos personagens - e, porque não, na gente também.<br />
É uma força poderosa essa da conquista, né?. <br />
Ela faz o mundo ficar mais agitado, intenso, iluminado. <br />
Faz as coisas terem outro sentido, talvez um sentido mais trágico, mas nem por isso menos interessante. <br />
Faz a gente dar mais risadas - não daquelas que damos quando estamos "sem graça", como um soluço, mas daquelas risadas maquiavélicas que dão somente aqueles que se sentem, ainda que rapidamente, os donos do mundo. <br />
Faz a gente sentir mais na pele - e, por isso mesmo, mais profundamente - o sabor, o odor, o toque e o jeito das coisas. <br />
O mundo parece ser mais nosso, mas não porque temos mais "coisas do mundo" na gente. Mas porque o mundo "nos tem" mais inteiros, mais dispostos, mais entregues, menos amedrontados, mais animados, mais vivos. <br />
E, quando estamos mais vivos, respiramos mais. <br />
E, quando respiramos mais, entramos mais em contato com o interior e com o exterior da gente - na verdade, se faz menos rígida essa fronteira entre o que é "interior" e "exterior". <br />
E, porque respiramos mais, produzimos mais radicais livres - rejeitos do processo de queima de energia aeróbia que a respiração provoca e permite. <br />
E, com isso, morremos mais depressa. <br />
No fim das contas, parece que viver melhor é morrer mais (depressa). Ou, se preferir, parece que viver mais (intensamente) é morrer melhor (e mais depressa, do mesmo modo!)".<br />
<br />
(...)]]></description> 
					<pubDate>Fri, 15 May 2009 13:37:00 -0400</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://MateusFernandes.tigblog.org/post/668927</guid>
					<georss:point>-15.7833333 -47.9166667</georss:point><geo:Point><geo:lat>-15.7833333</geo:lat><geo:long>-47.9166667</geo:long></geo:Point>
                </item> 
                <item> 
                    <title>La dolorosa</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/656747</link> 
                    <description><![CDATA[Eso no es razonable<br />
Pero tanpoco es impensable<br />
<br />
Lo que nos atinge es el deseo<br />
Lo que nos mueve es el imposible<br />
Lo que nos queda es la memoria<br />
Lo que nos resta es la historia<br />
<br />
Tan largo como el pelo tuyo<br />
Tan rápido como se va la paciencia mía<br />
Tan fuerte y suelto<br />
Tan sencillo y roto<br />
<br />
Una noche soñé contigo<br />
Era una noche gris<br />
Las nueves tapaban la luna<br />
La luna tapaba las estrellas<br />
Y todo eso dificultaba la conexión<br />
<br />
Aun así, apareció aún una vez más<br />
Que hermosa cuando tu venías<br />
Que encanto cuando te ibas<br />
Que suspiro cuando te quedabas<br />
Que alivio cuando tu estabas<br />
<br />
Eso no es soportable<br />
Pero tanpoco es desagradable<br />
<br />
El dolor tiene su límite<br />
y qué humano lo sabe tan bien<br />
¿que no se tome sorprendido<br />
por lo tener superado?<br />
o por lo tener olvidado?<br />
<br />
Con más dos segundos<br />
en frente a los ojos tuyos<br />
¿como cambiaria el mundo?<br />
¿como quedaría la vida?<br />
<br />
Y, peor, como comprender,<br />
que nada haya cambiado de todo<br />
¿Aún que tengamos cambiado por completo?<br />
<br />
<small>By MBF - 04/05/09<br />
Foto: <a href="http://www.fotolog.com/orlandopedroso" target="blank">Orlando Pedroso</a><br />
</small>]]></description> 
					<pubDate>Mon, 04 May 2009 17:13:00 -0400</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://MateusFernandes.tigblog.org/post/656747</guid>
					<georss:point>-15.7833333 -47.9166667</georss:point><geo:Point><geo:lat>-15.7833333</geo:lat><geo:long>-47.9166667</geo:long></geo:Point>
                </item> 
                <item> 
                    <title>O que é que tem?</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/602755</link> 
                    <description><![CDATA[ou <i>Il y a...</i><br />
<br />
Aqui tem mesa de jantar<br />
Sofá pra gente sentar<br />
Cama pra gente amar<br />
Rede pra balançar<br />
Roupa e alguma louça pra lavar<br />
<br />
Aqui tem pureza e sacanagem<br />
Liberdade e libertinagem<br />
Seriedade e molecagem<br />
medo, ousadia, prudência e coragem<br />
<br />
Aqui tem um céu para cair<br />
e um inferno pra subir<br />
Tem um homem e uma mulher<br />
e tanta coisa pra separar<br />
Tem a discórdia e a concórdia<br />
e um altar pra reunir<br />
Tem, afinal, nossa história pra abençoar<br />
<br />
Por isso, toda noite, com as mãos em prece<br />
eu quero poder agradecer<br />
a vontade que ainda cresce<br />
a vontade de querer lhe ver<br />
<br />
Aqui tem cadeira de balanço<br />
e poltrona de descanso<br />
É um canto de retiro<br />
O lugar de um suspiro<br />
com assovio manso de querer ficar<br />
<br />
Por isso, todo dia, com as mãos na massa<br />
eu quero poder fazer<br />
a comida da nossa fartura<br />
a bebida mais pura<br />
o amor mais lindo e com ternura<br />
que nos faça enrubescer<br />
<br />
Aqui tem banco de praça<br />
e felicidade que vem de graça<br />
É um porto seguro<br />
num dia de apuro<br />
com brisa leve pra despertar<br />
<br />
Por isso, toda tarde, com os olhos no horizonte<br />
eu quero poder pensar<br />
em como chegamos até aqui<br />
em como vamos daqui pr'ali<br />
em como posso fazer, mais uma vez, você sorrir<br />
com as perguntas mais bobas sobre dia,<br />
sobre o mundo, o trabalho, a vida e a alegria<br />
sobre o que foi, sobre o que vem e o por-vir<br />
<br />
Aqui tem chão, tem parede e teto<br />
tem janela virada pro mundo<br />
tem combogó de concreto<br />
tem canto torto, tem canto reto<br />
tem a frente e tem o fundo<br />
Aqui tem o mundo todo,<br />
e aqui tem tudo pra todo mundo<br />
<br />
Aqui tem espaço e tem aperto<br />
tem conta e ventilador<br />
tem armários, persianas e até liquidificador<br />
<br />
Pra quando tudo ficar difícil<br />
Pra quando o que for dito não for entendido<br />
Pra quando cada um olhar para um lado<br />
Pra quando nada mais fizer sentido<br />
Pra quando um se sentir acuado<br />
Pra quando a lágrima virar ferida<br />
Pra quando a dor surgir lenta e forte<br />
Pra quando não houver mais saída<br />
Pra quando o dado lançar a sorte<br />
<br />
Aqui tem água e sabão<br />
Pinho sol de limão<br />
Veja multiuso de rápida evaporação<br />
Bucha, rodo, vassoura e esfregão<br />
Aqui tem de tudo um pouco<br />
um pouco de cada coisa<br />
e muito da coisa toda<br />
<br />
Aqui tem grito mudo e sorriso rouco<br />
Aqui tem um casal apaixonado<br />
Aqui tem abraço apertado<br />
Amor forte, puro e louco<br />
Amor adolescente, maduro e senil<br />
<br />
Na nossa casa, dentro do peito<br />
Lá no mundo e em todo canto<br />
Temos tudo a que temos direito<br />
Temos tudo, finalmente, que quisemos tanto<br />
<br />
<small>By MBF - 26/02/09 - Dia de casa nova</small>]]></description> 
					<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 13:59:00 -0500</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://MateusFernandes.tigblog.org/post/602755</guid>
					<georss:point>-15.7833333 -47.9166667</georss:point><geo:Point><geo:lat>-15.7833333</geo:lat><geo:long>-47.9166667</geo:long></geo:Point>
                </item> 
                <item> 
                    <title>Colando um grau</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/587845</link> 
                    <description><![CDATA[Disseram pra eu publicar logo o discurso de formatura, antes que aparecesse em algum outro blog, assinado por outra pessoa...<br />
<br />
Eu acreditei...<br />
<br />
Boas (re)leituras!<br />
<br />
<hr><br />
<small>Discurso do orador da turma de formandos em Filosofia do semestre 2/2008, feito em 06 de fev. de 2009, por Mateus Fernandes.</small><br />
<br />
Colegas Filósofas e Filósofos.<br />
Queridos pais e mães, avôs e avós.<br />
Pessoas que vieram comemorar conosco.<br />
Excelentíssimos professores e professoras.<br />
Demais seres que estejam por aqui.<br />
<br />
O dia da formatura é realmente um dia especial. E, portanto, assim deve ser comemorado. <br />
Esta palavra, co-memorar, não aparece nesta apresentação sem propósito – devemos mesmo trazer à memória, juntos, o que nos coloca reunidos neste dia de hoje. <br />
Devemos nos lembrar que somos formandos (bacharéis, licenciadas e licenciados) e, com isso, nos é dada a chance – talvez única – de vermos claramente os desafios que se foram e os desafios que virão.<br />
<br />
Neste dia especial, temos a oportunidade de saber que encerramos um ciclo, o estudo superior em Filosofia ou em Serviço Social. Podemos, ao fechar esta primeira porta, olhar para que o ficou atrás dela, olhar para o nosso passado e para aquilo que nos fez chegar até aqui e que nos constitui como somos hoje. <br />
Também podemos, ao fechar esta porta, olhar para diante e, não sem certo ofuscamento, vislumbrar o corredor, o abismo ou o horizonte que há em nossa frente. <br />
Num corredor haverá, por certo, outras portas ou a “luz no final do túnel”. <br />
Diante do abismo, haverá a oportunidade de saltar ou de caminhar sobre sua corda bamba. <br />
Diante do horizonte, há o aberto – e o medo e a aventura de ousar seguir. Ou, como nos ensina o peregrino de Compostela: o horizonte torna necessário dar o próximo passo. <br />
O horizonte estará lá, sempre lá, a se afastar de nós, nos lembrando que o mundo é infinito, embora redondo; que o mundo é perto, embora vasto.<br />
<br />
Nesta noite de comemoração, aproveito para trazer à memória – coletiva ou individual – as, agora distantes, aulas de português do ensino fundamental ou médio. Numa dessas aulas, nossas professoras e professores insistiam na importância dos “verbos de ligação”. <br />
Era o tempo em que estávamos, entretanto, mais “ligados” em outras coisas, não é mesmo? <br />
Com tais verbos poderíamos fazer ligações entre frases e orações, além de algumas outras estripulias sintáticas que não nos interessam particularmente neste dia de festa. <br />
Hoje, tentarei me utilizar deles para realizar algumas estripulias filosóficas, como bem caberia ao orador da turma de formandos em Filosofia. <br />
<br />
Peço que me cedam 6 minutos a mais de sua atenção, pois estas serão nossas – minhas e de meus colegas – últimas palavras como estudantes de graduação.<br />
<br />
Se ainda não lhes chegou facilmente à memória – confesso que levei certo tempo para ter certeza de quais eram os tais “verbos de ligação” ao escrever este texto – vou poupar-lhes esforço: ser, estar, permanecer, ficar. <br />
<br />
O ser – que deixa de ser verbo de ligação para assumir posto de “entidade metafísica” na filosofia – foi vastamente explorado em nossa bibliografia clássica. Há um sem número de autores – de Platão à Heidegger – que procuraram tratar filosoficamente desta “entidade”. Não é pra menos que, num dia filosoficamente interessante como hoje, algumas das pessoas que estão aqui sentadas podem se perguntar: <br />
– O que é mesmo que eu sou?<br />
– No que foi mesmo que eu me transformei?<br />
Outras, no entanto, talvez nossos pais, podem estar – já há algum tempo – se perguntando: <br />
– O que é mesmo ser um filósofo?<br />
– O que é esta tal de filosofia?<br />
Nós, como astutos filósofos e filósofas, já sabemos que estas são questões que, se nos apareceram antes mesmo de entrarmos neste curso, talvez só sejam respondidas em finais de carreira – ou nem isso. <br />
Não porque sejam questões “de final de carreira”, quando a desesperança e a apatia talvez tenham tomado conta de nossas produções. Mas porque elas sejam, de fato, questões para um Filósofo – daquele que já alcançou o status de ser citado com letra minúscula ou como adjetivo. <br />
O Ser, portanto, está íntima e, até promiscuamente, atrelado aos laços cândidos e cruéis da filosofia.<br />
<br />
O segundo verbo de nossa lista – o Estar – traz, à luz de nossas considerações, um certo apaziguamento: <br />
– Estou indo!<br />
– Estou fazendo....<br />
– Estou estudando...<br />
– Estou filósofo. <br />
Há um ar de continuidade, ou uma intenção de destacar o aspecto temporário, contingente, de tal fato ou ação. <br />
Porém, por outro lado, o verbo “estar” muitas vezes acompanha decisões importantes, talvez regidas por domínios da ética ou da moral. Quem de vocês, colegas, nunca se perguntou:<br />
– O que é que eu estou fazendo aqui?<br />
– Porque é que estou estudando filosofia? <br />
Estar, no aqui e no agora, eis a grande tentativa dos homens desde os primórdios – e também dos budistas, claro! <br />
Estar não faz ligação somente com aspectos subjetivos, existenciais. Estar indica localização geográfica, apresenta territórios, indica espaços. Como a geografia humana – grandemente desenvolvida no Brasil por Milton Santos – pretendeu enfatizar, estar é um aspecto filosófico ligado à ética, ao ethos humano na Terra. <br />
Não foi Kant quem no indicou que uma das 3 perguntas fundamentais à filosofia seria “O que posso fazer?”? <br />
Neste mundo de  muitas certezas vazias, podemos dizer, com Foucault, que durante o curso de filosofia ou de serviço social aprendemos a crer por demais na verdade e na contingência para acreditarmos que só exista uma verdade e que as coisas tenham que ser como vêm sendo até agora.<br />
<br />
Mas, para dar conta de tanta mudança, tanta contingência, tantas verdades, eis que nos atrelamos agora ao verbo “permanecer”. <br />
A despeito da inigualável capacidade de auto-destruição que o homem acumulou nestes últimos séculos, ele ainda tenta, às vezes desesperada e assustadoramente, “permanecer”. <br />
Alguns tentam permanecer vivos – porque a única chance que lhes é dada é a de, quando muito, sobreviver. <br />
Alguns tentam permanecer de pé – quando a apatia convidativa do sofá-em-frente-da-TV se torna hegemônica. <br />
Alguns tentam permanecer pensando – quando talvez este seja dos atributos mais raros e caros aos seres humanos. <br />
Ante todas essas “permanências”, também aprendemos durante nossos cursos sobre a fragilidade e sobre a “impermanência” das ações humanas. <br />
O que permanece do homem são suas obras e não sua humanidade. “Os homens são filhos de suas obras”, diria um filósofo, e também são artistas da mesma obra.<br />
<br />
Assim, se saímos do domínio metafísico-existencial do “ser”, passamos pelo contingente domínio do “estar” e chegamos bravamente ao domínio político do “permanecer”, resta-nos apresentar o verbo “ficar”.<br />
<br />
Se, nos dias de hoje, o “ficar” é encarado como “algo passageiro”, esta não era a idéia inicial que aprendi lá nas minhas aulas de português. <br />
Em filosofia, talvez pudéssemos dizer que o que “fica” no mundo é só a natureza, eterna e imutável. <br />
Posso citar como exemplo, ainda que grosseiro, o fato de que continuamos chamando de Floresta Amazônica aquele lugar cheio de árvores; hoje nem tanto, e cada dia menos. Mesmo que todas as árvores que existiam no tempo em que alguém deu o nome de Floresta Amazônica praquele lugar não existam mais, ainda chamamos aquele conjunto de árvores, todas mais ou menos recentes, de Floresta Amazônica. Ela é imutável e permanecerá – tomara! – eternamente.<br />
<br />
E isso nos dá, ainda que de maneira breve e caricata, uma amostra de alguns dos domínios estudados na Filosofia e no Serviço Social. <br />
São estas algumas das questões com as quais lidamos – e poderemos lidar daqui por diante. <br />
E, claro, é o modo singelo como podemos saudar as professoras e os professores que nos ensinaram os “verbos de ligação” para melhor compreendermos os vastos domínios da filosofia e do serviço social.<br />
<br />
Para concluir, é preciso explicitar, entretanto, que esta lúdica distinção entre os verbos de ligação poderia nos servir também como um alerta. Um alerta que é feito de tempos em tempos, mas que é muito pouco ouvido em dias atribulados como os nossos.<br />
<br />
Quando aquilo que “está sendo” passa a ser encarado como pronto e acabado, quando passa a “ser”; em outras palavras, quando a ética se reduz à metafísica, então os humanos passam a contemplar mais as estrelas do que os olhos de seus companheiros ou de seus adversários. E, naturalmente, deixam de se importar com eles.<br />
A ética – e a filosofia – deixaria, desse modo, de ser um problema “entre os homens” e passaria a ser um estudo teorético sobre aquilo que está “para além” dos homens e do mundo. <br />
A filosofia que “está sendo” passaria a ser a história do que já foi.<br />
<br />
Quando as obras que deveriam ser feitas para “permanecer” são apresentadas como obras que “estamos fazendo”, que “estamos concluindo”, deixa-se de crer na política. <br />
Quando a política do “permanecer” se reduz à ética do “estar”, ou a uma ética normativa que nos diz como devemos fazer nossa obra comum, então a novidade se esvai do mundo. Veríamos um mundo despolitizado e sem a arte criadora, ou veríamos uma política que sufoca a novidade tanto quando os conflitos inerentes a ela. <br />
<br />
Quando os homens não fizerem nada mais para “permanecer”, então os tempos serão descartáveis, então as obras serão de plástico, então a vida será fugaz e vã.<br />
<br />
Finalmente, quando aquilo que deveria “ficar” puder ser descartado, quando puder “perecer”, veremos um mundo “desencantado”, com já diagnosticou Max Weber.<br />
<br />
Mas, em dias de crise financeira como os nossos, vale lembrar que a economia tampouco pode ser transformada em metafísica, como já advertia Aristóteles.<br />
Para ele, as regras da casa – significado de economia – devem ser geridas pelos homens, no mundo. Ou seja, em nossa casa comum (e não nos escritórios particulares).<br />
<br />
Assim, para encerrar esta apresentação, gostaria de fazer um último gentil pedido.<br />
<br />
Se os filósofos ou as filósofas lhe parecerem, algum dia, muito confusos, leve em consideração a diversidade de questões que provavelmente estão habitando sua cabeça naquele momento de confusão.<br />
Se os filósofos ou as filósofas lhe parecerem, por um instante, muito teóricos, tente se lembrar que alguns deles realmente miram, vez ou outra, as estrelas – talvez buscando horizontes mais distantes para continuarem sua caminhada.<br />
Se os filósofos ou as filósofas lhe parecerem, por qualquer motivo, muito estranhos, loucos mesmo, tente cantarolar aquela velha canção que diz que, de perto, ninguém é normal. No fundo, este pobre filósofo ou filósofa está sendo humano, talvez somente demasiado humano.<br />
<br />
Agradeço a escuta de vocês.<br />
<br />
Boa comemoração.<br />
<br />
Sejam felizes!<br />
<hr><br />
<br />
<small>Crédito da Foto: Tereza Pires</small>]]></description> 
					<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 13:14:00 -0500</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://MateusFernandes.tigblog.org/post/587845</guid>
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Apanhador de Sol</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/585669</link> 
                    <description><![CDATA[Alguns tentaram tapar o Sol com a peneira...<br />
Alguns fizeram-se de deus Sol...<br />
Alguns queriam nos iluminar como Sol...<br />
Alguns voaram até o Sol...e caíram...<br />
Alguns, diante de seu poder, preferiram vê-lo como uma pequena pepita...<br />
<br />
Alguns gostam do Sol.<br />
Outros preferem a Lua, esquecendo-se que seu brilho vem dele.<br />
<br />
Alguns odeiam o Sol.<br />
Outros adoram a praia, o dia, o calor e a cor das flores... mas odeiam o Sol.<br />
<br />
Alguns, em suas horas vagas, gostam de brincar de apanhar sóis<br />
Outros, em outras horas vagas, planejam ser abridores de manhãs.<br />
<br />
Eu, de minha feita, fiquei pensando<br />
Quando chegava em Belém<br />
Depois de muitas horas vagas:<br />
- O que é que eu faria, se tivesse um Sol pra mim?<br />
<br />
<small> Crédito da Foto: Mateus Fernandes - tentando apanhar um solzinho pra poder controlar o calor de Belém. </small><br />
<br />
Outras fotos do FSM 2009 <a href="http://events.tigweb.org/21033/photos/">aqui</a>.]]></description> 
					<pubDate>Fri, 06 Feb 2009 14:12:00 -0500</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://MateusFernandes.tigblog.org/post/585669</guid>
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Un Intento Inolvidable</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/584207</link> 
                    <description><![CDATA[Depois de um Fórum Social Mundial, algumas pessoas - como eu - se sentem naturalmente mais "mundiais", embora nem tanto "sociais". <br />
De toda forma, me sentindo mais "latino", escrevi as palavras abaixo. Umas poucas, diante da imensidão que não conseguiu sair...<br />
<br />
<br />
<i><b>Inolvidable</b><br />
 <br />
Hay algo que pasa<br />
Hay algo que ocurre<br />
Hay algo, definitivamente<br />
 <br />
Algo sencillo<br />
Y, al mismo tiempo, poderoso<br />
Hay algo que siento<br />
Algo más allá de adentro<br />
Algo distinto<br />
Pero siempre gustoso<br />
Que me hace satisfecho<br />
Como las cosas familiares<br />
 <br />
Hay algo que ha venido<br />
Y que no sé si se va tan temprano<br />
(y que no se vaya!)<br />
 <br />
Hay algo, sin duda, <br />
Que no sé que es<br />
De lo que no me olvido<br />
(ni me olvidaré, quizás!)<br />
Pero que no lo sé decirle<br />
(y no lo quiero, en verdad)<br />
 <br />
Pues mismo que lo supiera<br />
Mismo que eso que hay<br />
Se aclarase de pronto<br />
No usaría las palabras para decirlo<br />
Ellas no me dirían lo que es que hay<br />
 <br />
De las palabras nos olvidamos<br />
Y yo sé que eso que hay<br />
Es inolvidable<br />
Como las cosas que hay<br />
Más allá de adentro<br />
Más allá de lo que siento<br />
Más allá del distinto<br />
Más allá del intento<br />
(y más allá de lo que yo sustento)<br />
</i><br />
<br />
<small>By MBF - 03/02/09 <br />
<br />
Crédito da Foto: Mateus Fernandes - foto das redes do barco que tomei entre Manaus e Belém, antes de ir ao FSM</small>]]></description> 
					<pubDate>Wed, 04 Feb 2009 20:19:00 -0500</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://MateusFernandes.tigblog.org/post/584207</guid>
					<georss:point>-15.7833333 -47.9166667</georss:point><geo:Point><geo:lat>-15.7833333</geo:lat><geo:long>-47.9166667</geo:long></geo:Point>
                </item> 
                <item> 
                    <title>Aniversário em Janeiro</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/570199</link> 
                    <description><![CDATA[Um dia, por volta do ano de 44 antes da era cristã, um monge analfabeto resolveu botar ordem na confusão que havia se tornado o calendário do vasto império romano. <br />
<br />
Quando Júlio César tomou o poder, o ano teve mais de 450 dias. Talvez por esse motivo, aquele ano tenha sido conhecido com "o ano da confusão". Nessa reforma empreendida pelo César, houve inclusive a alteração da ordem dos meses - e janeiro então passou a ser o primeiro mês do ano, já que era, até aquele momento, o último. <br />
<br />
Se eu nasci então no primeiro ou no último mês do ano, pouco importa.<br />
<br />
O relevante é notar que o mês de Janeiro - que abriga tanto os signos de aquário quanto os de capricórnio (imaginem só!) - nasce com a missão de ser um divisor de águas.<br />
<br />
O deus Janos, do panteão romano, que é o guardião do portão do Olimpo - a morada dos deuses, tinha dois rostos. Isso permite que ele olhe tanto para frente quanto para trás, ao mesmo tempo. Um guardião do que vem e do que já foi. Um protetor dos caminhos - tal qual Exu...<br />
<br />
Portanto, o mês de janeiro foi criado por ser um mês que separa um ano do outro - essa estranha passagem que nos faz celebrar a mudança, fazer novos planos, prometer reviravoltas e tomar álcool para tentar esquecer de tudo! Sendo o último mês do ano - antes da reforma juliana - ou sendo o primeiro, o que importa é a marca do deus Janos: um olhar para trás sem perder a atenção no que virá, estando sempre entre o passado e o futuro. Ou seja, estando plenamente presente.]]></description> 
					<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 11:52:00 -0500</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://MateusFernandes.tigblog.org/post/570199</guid>
					<georss:point>-15.7833333 -47.9166667</georss:point><geo:Point><geo:lat>-15.7833333</geo:lat><geo:long>-47.9166667</geo:long></geo:Point>
                </item> 
                <item> 
                    <title>Série "Fragmentos" - 13</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/545717</link> 
                    <description><![CDATA[<b>Sobre a História, as estórias, os sentidos, a compreensão e a beleza de tudo isso</b><br />
<br />
(...)<br />
Contar estórias é um modo muito bacana de achar (ou dar) sentido ao que passou.<br />
<br />
E sentido é fundamental para que se alcance alguma compreensão sobre o que existe.<br />
<br />
Mas, para contar estórias e para exercitar a compreensão, é sempre muito bom e importante contar com a beleza - abundante na natureza, nas flores e, como se vê, nas páginas deste livro.<br />
<br />
Pelo que pude ver, este livro tem boas medidas de cada um desses pontos: é uma linda estória, contada por uma velhinha simpática e linda, num lindo livro, com uma linda capa. Me parece que ele foi escrito de modo que a escritora e seus leitores - muitos deles familiares, é verdade - possam alcançar a <i>compreensão</i> sobre a vida de uma pessoa (que também é, de <i>modo exemplar</i>, a vida de um grupo de pessoas) que emigrou do Japão para o Brasil. <br />
<br />
No fim da contas, a estória contada por uma pessoa pode ser mesmo, como um lindo exemplo, a própria história (do mundo). <br />
<br />
E, para tanto, beleza é, como se vê neste livro belo, parte essencial do processo.<br />
(...)<br />
<small>Comentário do livro "Sob o Cruzeiro do Sul" publicados <a href="http://terezapiresdesign.blogspot.com/2008/11/mais-um-livro-para-meu-portfolio-um.html">aqui</a>.</small>]]></description> 
					<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 14:14:00 -0500</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://MateusFernandes.tigblog.org/post/545717</guid>
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Série "Fragmentos" - 12</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/536407</link> 
                    <description><![CDATA[<b>Sobre o amar e o conceder</b><br />
<br />
(...)<br />
Se eu tivesse que lhe dizer uma coisa que passa pelo meu coração agora, eu diria: não abra mão você mesma para estar comigo. <br />
<br />
Mas, como meu coração tem duas cavidades, na outra cabe também a sensação de que seria prudente e sincero abrir mão de quem você acha que é para saber quem "realmente" você é, e no que possivelmente você pode se transformar.<br />
<br />
Um poeta já me disse que, para se conhecer a si mesmo e conhecer o que acontece consigo: "<i>É preciso dormir em si para acordar no outro</i>".<br />
<br />
No fim da contas, e de alguns contos de amor, as concessões são parte inexorável do ato de amar.<br />
(...)<br />
<br />
<b> Sobre o amar e as transferências</b><br />
<br />
(...)<br />
"<i>E deste medo, e desta angústia, e deste perigo de ultra-ser; não se pode fugir, não se pode fugir, não se pode fugir</i>". <br />
<br />
Amor, seja ele como for - bonito, doentio, sofrido, leve, amargo, poético, profético, lunático, platônico, tântrico, pueril, fugas, vigoroso, gostoso -, ao que me parece, causa uma certa (que não é precisa, de modo algum) angústia. <br />
<br />
(O amor) É um sentimento interno, pessoal e intransferível, que, necessariamente, sentimos por outra pessoa - ainda que ele (o amor) esteja sempre dentro de nós e que nunca seja, completa e infinitamente, transferido para a outra pessoa.<br />
(...)<br />
<br />
<b>Sobre o amar e o som do a-mar </b><br />
<br />
(...)<br />
Há desejos que não se pode viver e há vidas que não se pode desejar...fora isso, a um infinito universo de possibilidades a explorar, numa finita vida inexplorável!<br />
<br />
E isso me encanta - não me torno um devoto, porque não é profissão de fé, mas me encanto - porque é um canto interior que vibra em mim.<br />
<br />
(outra etimologia bonita é a da palavra "pessoa" - <i>per-sonare</i>: soar por dentro, som que existe entre (os seres))<br />
(...)]]></description> 
					<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 21:18:00 -0500</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://MateusFernandes.tigblog.org/post/536407</guid>
					<georss:point>-15.7833333 -47.9166667</georss:point><geo:Point><geo:lat>-15.7833333</geo:lat><geo:long>-47.9166667</geo:long></geo:Point>
                </item> 
                <item> 
                    <title>Série "Fragmentos" - 11</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/534385</link> 
                    <description><![CDATA[<b>Sobre o Adorar e a Impermanência</b><br />
<br />
(...)<br />
Toda adoração tem um pouco de fé, de uma certa esperança cega que nos move em caminhos desconhecidos e, talvez por isso, excitantes.<br />
<br />
Não sei se "adoro" ver as pessoas, porque quando as re-vejo, a cada nova vez, percebo o quanto elas mudaram; o quanto estamos mudando. E, como age aquela pessoa que tem fé, ao ver seu objeto de fé mudar a cada dia, sinto-me menos crente. <br />
<br />
Por outro lado, ao ser menos crente, já que as pessoas são, aos meus olhos, cada vez menos "fidedignas" (dignas de fé - o que equivaleria dizer "mais mundanas e reais"), sinto-me mais próximo do humano que há em nós - do feio e do bonito do humano que há em nós. <br />
<br />
E, no fim disso tudo, até que termino com um sorriso no rosto, daquele tipo de sorriso que aparece quando nós nos "desencantamos" com o mundo por perceber que ele, realmente, não é "encantado". Ele é real, forte, presente e belo. <br />
<br />
É de beleza, e não de encantamento, que quero preencher os dias - e as noites. <br />
<br />
E, de alguma forma estranha e passageira, algumas pessoas apontam coisas bonitas do mundo - apontam, por exemplo, que o mundo muda.<br />
(...)<br />
<br />
<small>Crédito da Foto: Clique <a href="http://www.myspace.com/livresadoradores">aqui</a> se realmente quiser saber<br />
</small>]]></description> 
					<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 10:53:00 -0500</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://MateusFernandes.tigblog.org/post/534385</guid>
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Amores impossíveis</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/518513</link> 
                    <description><![CDATA[Amor sem desejo,<br />
não é amor. É carinho.<br />
Amor sem carinho,<br />
não é amor. É cuidado.<br />
Amor sem cuidado,<br />
não é amor. É histeria.<br />
<br />
Amor sem amado,<br />
não é amor. É sonho.<br />
Amor sem sonho,<br />
não é amor. É ilusão.<br />
Amor sem história,<br />
não é amor. É tesão.<br />
Amor sem tesão,<br />
não é amor. É romance.<br />
<br />
Amor sem poesia,<br />
não é amor. É ultrajante.<br />
<br />
Amor sem pecado,<br />
não é amor. É fé.<br />
Amor sem crença,<br />
não é amor. É heresia.<br />
<br />
Amor sem outra chance,<br />
não é amor. É prudência.<br />
<br />
Amor sem loucura,<br />
não é amor. É calmaria.<br />
Amor sem calma,<br />
não é amor. É fantasia.<br />
<br />
O amor é o começo e o fim de tudo<br />
No fim, é sempre soturno<br />
No início, sempre absurdo<br />
<br />
Amores são sempre possíveis.]]></description> 
					<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 12:19:00 -0500</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://MateusFernandes.tigblog.org/post/518513</guid>
					<georss:point>-15.7833333 -47.9166667</georss:point><geo:Point><geo:lat>-15.7833333</geo:lat><geo:long>-47.9166667</geo:long></geo:Point>
                </item> 
                <item> 
                    <title>Um velho e o cão</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/508401</link> 
                    <description><![CDATA[...Estava já moribundo o cão daquele velho homem. Em estado deplorável, já não se alimentava devidamente. Já não sorria, como por tanto tempo costumou fazer. Já não inspirava admiração nem, muito menos, simpatia. E isso não somente diante dos outros - e seus olhares invejosos e farpados. Não inspirava nada nem mesmo para si. O velho cão passava por torturantes sessões de injeções, com as sádicas promessas de lhe prolongar a vida. Punções e tubos e seringas passaram a ser cortejados como objetos de salvação e alívio. Os entusiasmados veterinários, numa condição menos desconfortável que a de um médico, prometiam que, àquela altura da vida, o cão só poderia "sofrer menos" e esperar, passiva e altivamente, a morte - que chega para todos: cães e homens.<br />
<br />
O velho, também convalescente, aceitava. O que mais poderia esperar que não a saudável companhia de seu velho cão? A vida, entretanto, para eles, não era sobreviver. A vida havia sido - e deveria continuar sendo - mais do que a vitória sobre a morte. A vida deveria permitir que a sua condição - humana e canina - pudessem ser plenamente satisfeitas, experimentadas, testadas e, inclusive, rejeitadas: se assim fosse o desejo de cada ser. Diante dessa sensação, nada mais que uma sensação que vez ou outra atinge os velhos ou os sábios, o que poderiam eles dois fazer que não suspeitar daquelas soluções milagrosas e diabólicas que lhes prometiam mais da terra quando, na verdade, eles já esperavam por cada vez menos da terra: queriam ocupar menos espaço, sabendo da precariedade com a terra se lhes apresentava e, mais ainda, com o peso que o fardo da vida pode alcançar em idade avançada.<br />
<br />
Definitivamente, o cão havia vivido bem. Comera e bebera do que havia de melhor - em termos caninos, é claro! Fora bem tratado e amado, durante sua longa vida de quase 15 anos humanos. Lhe bastava. Uma hora bastou. E ele pode finalmente morrer. Num nobre gesto - tão nobre quanto difícil - o velho solicitou ao veterinário que não mais lhe aplicasse as injeções e que não mais lhe fizesse as punções. Queria, enfim, passar somente mais aquelas 4 ou 5 prometidas horas de vida com seu cão, em paz, sem nada que não lhe fosse naturalmente dado e nem nada que não fosse caninamente escolhido - a dor aí incluída, obviamente. Entre lampejos de sofreguidão e amor puro e afirmativo, o cão e homem se entre-olharam e se admiraram. O cão deu seus últimos suspiros e foi-se embora, caminhando em passos lentos - condizentes com sua idade - para lugar-nenhum. Desfez-se de seu fardo e resolveu, menos por iniciativa própria que por condição canina, deixar uma lição aos homens: se escolher a vida é a mais certa de todas as liberdades, o gesto único, personalíssimo e intransferível de optar por não mais viver pode ser o maior dos libertadores. O cão, depois de vida bem vivida, teve morte bem morrida.<br />
<br />
Em termos práticos, porém, parece ser inevitavelmente mais fácil extirpar os males que a vida traz para um cão do que para um velho. O velho seguia sua jornada de sobrevivência e pelejamento. E os médicos - agora médicos, e não mais veterinários, embora o jargão, as vestimentas, os procedimentos e a tenacidade com que investem contra a condição natural da morte que impede uma vida de sofrimento, seja invariavelmente a mesma - estavam sempre por perto para apresentar diagnósticos de uma "nova esperança" que mantinha a chama da vida do velho acessa por mais tempo. Não que este velho quisesse morrer: não tinha porque se afastar da vida, quando passou quase 70 anos em contato direto, íntimo e estreito com ela - a vida; e provavelmente sabia mais de seus caprichos que, somados, todos os novos e simpáticos médicos oncologistas. O velho sabia que sua vida - e tinha provas testemunhais que ganhariam em qualquer júri que, porventura, fosse montado para averiguar a pretensão de morte daquele homem - havia sido das mais bem vividas. Por nenhum segundo sequer, na vastidão daqueles milhões de segundos que havia partilhado dessa terra conosco, teria ele se queixado de que estaria somente "levando a vida". Seus gestos e sua conduta o dariam total aptidão para, chegado na idade da serenidade e da sapiência, escolher, novamente, como fez tantas vezes antes, o melhor caminho a seguir: ou mesmo que havia chegado a hora de interromper a caminhada.<br />
<br />
Menos feliz que o cão, o homem não tinha ninguém que pudesse convencer seus médicos de que a coisa certa a fazer seria não mais "adiar a morte". Ninguém havia tido a coragem - e a decência - de olhar naqueles olhos fundos e gastos para saber que seu ato final, de profunda valentia, seria entregar seus órgãos e seu sangue para aquela terra que tanto lhe cultivou a saúde e a nobreza. Não podendo com os médicos - que estavam acima da política, e, portanto, acima dos homens, naqueles tempos antigos e sombrios - este homem novamente fez o que somente os sábios podem fazer: revigorou a política e ressignificou a vida e sua condição humana. Este homem, que sabia muito bem o que significa a vida e a morte, porque havia sido guerreiro e pacificador, decidiu meter-se numa jornada sem volta. Leu os últimos jornais da semana, escolheu um tema polêmico e ardiloso, montou sua barraca em frente ao palácio do governo e disse, em tom de ternura e de profunda arrogância: "<i>Só saio daqui quando esta questão houver sido resolvida. Até lá, farei greve de fome. Não me interessa comer, se não há espaço para o diálogo e para a solução. Até mesmo a fome, para ser saciada, é atividade que depende de outros homens. Que os homens vivam e morram em mim</i>". <br />
<br />
Os demais homens não souberam se se tratava de um louco ou de um santo (em todo santo há um louco agindo e coagindo). Os demais homens não souberam se se tratava de um assassinato ou de um suicídio (em todo suicídio há um punhado de assassinos doces e próximos). Os demais homens não souberam se se tratava de um gesto humanitário ou egocêntrico (em todo ego há uma humanidade inteira, desconhecida ou soterrada).<br />
<br />
O velho ficou ali por alguns dias. Numa noite estrelada, olhado nos olhos de Deus, deu seu último suspiro, levantou-se, e foi-se embora, caminhando em passos lentos - condizentes com sua idade - para lugar-nenhum. Neste lugar, que permanece somente nos recônditos do imaginário humano, estão os nomes - e não as almas - daqueles heróis que souberam escolher, e que tiveram a sorte e a nobreza de poder escolher, tanto a vida vivida quanto a vida morrida.]]></description> 
					<pubDate>Sun, 26 Oct 2008 21:28:00 -0400</pubDate> 
					<guid isPermaLink="true">http://MateusFernandes.tigblog.org/post/508401</guid>
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Série "É-ventos" - 8</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/507803</link> 
                    <description><![CDATA[<b>Sobre o <a href="http://www.greenmeeting.org">VII Encontro Verde das Américas</a></b> - Dia 2<br />
<br />
Quando 400 pessoas se encontram para tratar de temas de sustentabilidade e para pensar em soluções, espera-se que, pelo menos, o próprio encontro seja pensado, coerentemente, dentro de noção de sustentabilidade. <br />
<br />
Tratando em miúdos: 400 pessoas gastando pelo menos 1 copo descartável a cada vez que pretendem acalmar a sede que surge na mistura entre cerrado seco e ar condicionado gelado não parece atitude ecologicamente sustentável. <br />
Os 8 arranjos de flores em uma mesa com 8 painelistas, além de crachás, pastas e blocos de papel branco e clorado entregues para cada participante, não parecem ser economicamente sustentáveis. <br />
A mistura desorganizada de apresentações completamente desconectadas do território dentro da qual ocorrem, confundindo soluções locais com propostas globais e tomando por pautas domésticas outras questões estrangeiras, não parece ser proposta socialmente sustentável.<br />
Então, de qual <i>sustentabilidade</i> se trata nesse evento?<br />
<br />
Há pelo menos uma noção de sustentabilidade que pode ser bastante bem apreciada neste evento: a juventude. <br />
Se sustentabilidade está associada também ao tempo, não há muitas dúvidas de que uma platéia com muitos jovens diz alguma coisa sobre o potencial de sustentabilidade do "cuidado com o meio ambiente". Estes jovens têm, durante esses 3 dias de evento, oportunidade interessante de observar a discussão dessa área multidisciplinar da sustentabilidade. Como disse um dos palestrantes "é preciso conhecer para preservar", embora possa-se, por outro lado, dizer que também seria bom "preservar" o conhecimento dos jovens que aqui estão das demagogias, propagandas, ideologias disfarçadas e generalidades recheadas de jargão. <br />
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Pelo sim ou pelo não, vale fazer como a organização: inscrições gratuitas, muitas escolas convidadas e ilustres palestrantes, desconhecidos da "massa". <br />
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Sim, este foi mais um evento de massa, para a massa...<br />
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<i>Poi Caxé</i> - até outro Sol!<br />
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<small>Crédito da Foto: Mateus Fernandes, detalhe da parede d'uma barbearia, em Xapuri/AC</small>]]></description> 
					<pubDate>Sat, 25 Oct 2008 14:44:00 -0400</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Série "É-ventos" - 7</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/506989</link> 
                    <description><![CDATA[<b>Sobre o <a href="http://www.greenmeeting.org">VII Encontro Verde das Américas</a></b> - Dia 1<br />
<br />
400 pessoas estão reunidas no mais novo centro cultural do país - o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Complexo_Cultural_da_Rep%C3%BAblica">Complexo Cultural da República</a>, em plena capital federal. Logo após o encerramento do festival internacional de teatro "<a href="http://www.cenacontemporanea.com.br">Cena Contemporânea</a>", o <a href="http://www.museudarepublica.org.br">Museu da República</a> recebe ambientalistas e palestrantes - alguns estrangeiros - para tratarem de outros temas "culturais". Com a temática "Em busca de soluções", essas pessoas parecem discutir propostas para os desaranjos provocados por essa "cultura" capitalista ocidental mundializada.<br />
<br />
Parecem discutir, mas não discutem realmente. Fora o fato de que os painelistas, até agora, serem grandes propagandistas - seja de discursos do "senso comum", já batidos e pouco renovadores, seja de suas próprias "soluções", implementadas em seus países ou organizações e apresentadas como "cases" - os participantes não têm-se lançado muito ao debate atual e atento. <br />
<br />
Na primeira mesa, apenas 3 intervenções pareceu número suficiente para abordar os assuntos ali apresentados. As respostas, majoritariamente dadas pelo Ministro do STJ, <a href="http://www.direitodoestado.com/noticias/noticias_detail.asp?cod=1243">Herman Benjamim</a>, animaram o público presente: discursos evasivos embora convincentes - "<i>Falta vontade política para aplicar e fiscalizar a aplicação das leis</i>". Que isso seja uma solução, já sabemos. Mas, pra além do que nos falta, será que o ministro teria algo mais a dizer para a platéia?<br />
<br />
Já na segunda mesa do primeiro dia, começamos ouvindo mais "propaganda". O que o governo da Austrália tem feito para defender as baleias? E o que isso tem a ver com a situação ambiental das américas? Muitas respostas para a primeira pergunta e nenhuma para a segunda. Nenhuma busca de soluções, pois as soluções apareciam como mágica, já prontas, como se o problema nem sequer existisse ou, o que é pior, como se o problema das baleias fosse o único, o mais importante. <br />
<br />
Destoante, <a href="http://www.folhadomeio.com.br/publix/fma/folha/2007/04/semana176.html">Marcos Terena</a> chegou para falar da "visão indígena da vida". Havia sim muito de propaganda na fala do Terena - propaganda de resistência; propaganda da vida. Com pequenas soluções - como o plantio de árvores frutíferas nativas nessa cidade de muitos espaços abertos, sem sombras, de concreto; como a utilização de habitações que valorizem a natureza e a vida (com janelas, por exemplo!) - Terena recebeu alguns espontâneos aplausos da platéia, ainda adormecida pela "<i>siesta</i>" pós-almoço. Mas será que o velho Terena teria algo a dizer para o australiano, que representa um seleto grupo de 4 países que ousaram não assinar a <a href="http://www.un.org/esa/socdev/unpfii/documents/DRIPS_pt.pdf">Carta dos Direitos dos Povos Indígenas</a>? Será que poderíamos, de fato, buscar soluções entre essas duas visões - a do velho chefe indígena e a do velho chefe diplomata? Será que algum dia esse debate será possível? Um dia, em algum Sol... <br />
Como nos ensinou, ao final, Marcos Terena: <i>Poi Caxé</i> - até outro Sol.<br />
<br />
Mais informações em:<br />
<a href="http://www.terramae.org">Instituto Terra Mãe</a><br />
<a href="http://www.portalbrasilambiental.blogspot.com">Portal Brasil Ambiental</a><br />
<br />
<small>Crédito da Foto: Mateus Fernandes, Rio Branco/AC</small>]]></description> 
					<pubDate>Wed, 22 Oct 2008 12:28:00 -0400</pubDate> 
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                </item> 
                <item> 
                    <title>Série "Fragmentos" - 10</title> 
                    <link>http://MateusFernandes.tigblog.org/post/506543</link> 
                    <description><![CDATA[<b>Como o Juízo e a Compreensão acontecem na ruptura democrática.</b><br />
<br />
(...)<br />
Neste capítulo final poderemos retomar o tema do Juízo e da Compreensão para tentar lançar idéias quanto à questão que esteve, constantemente, por detrás desta investigação: <br />
O que acontece quando as pessoas fazem política? <br />
Assim, outras questões laterais poderão ser descortinadas e apresentadas, já sob a forma de conclusão: <br />
O que significa política? <br />
O que significa fazer política? <br />
Faz-se política todo o tempo? <br />
Há momentos de “ausência” da política na relação entre as pessoas? <br />
Espera-se ter trilhado caminho seguro desde as primeiras intuições sobre o Juízo e a Compreensão, passando pela idéia de política, alcançando paralelos possíveis entre a política proposta por Arendt e a realização de uma democracia que se configura como ruptura para, finalmente, tratar do “acontecimento” da política. <br />
Novamente, será uma releitura d’<i>A Condição Humana</i>, especificamente dos capítulos que tratam de “As esferas pública e privada” e de “A <i>vita activa</i> e a Era moderna”. <br />
Espera-se, ao final, saber se é possível compreender Arendt como médica que faz um diagnóstico terrível sobre as condições da política no mundo – que não há, atualmente, condições de possibilidade para a sobrevivência da política. Se este for o caso, então caminharemos tanto para uma conclusão pessimista quanto para observações que nos permitam recriar a política. <br />
Se, de algum modo, alcançarmos estes objetivos, poderemos então afirmar que é no diagnóstico – mesmo que pessimista – que se poderá achar alguma solução que nos permita afirmar novamente o mundo. Seria, enfim, no exercício de crítica que se poderia, desse modo, fazer a “cura” do político – num efetivo <i>Amor Mundi</i>.<br />
(...)<br />
<small>Crédito da Foto: Carolina Mendes - em algum lugar de Buenos Aires, Argentina.</small>]]></description> 
					<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 13:56:00 -0400</pubDate> 
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